Índice
O essencial
Grupo farmacoterapêutico: 2.12 – Sistema nervoso central. Analgésicos estupefacientes. A morfina está indicada no tratamento sintomático da dor moderada a severa, (associada a doenças neoplásicas, enfarte do miocárdio e cirurgia, ou outras) na sedação pré-operatória e como adjuvante da anestesia. 2.
- Substância(s) ativa(s)
- Morfina
- Titular da autorização de introdução no mercado
- Labesfal - Laboratórios Almiro
- Código ATC
- N02AA01
Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.
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Folheto informativo
Para que é utilizado Morfina Labesfal (sem conservantes)?
Grupo farmacoterapêutico: 2.12 – Sistema nervoso central. Analgésicos estupefacientes.
A morfina está indicada no tratamento sintomático da dor moderada a severa, (associada a doenças neoplásicas, enfarte do miocárdio e cirurgia, ou outras) na sedação pré-operatória e como adjuvante da anestesia.
2. O que precisa de saber antes de utilizar Morfina Labesfal (sem censervantes) Tolerância, dependência e adição
Este medicamento contém morfina, que é um medicamento opioide. A utilização repetida de opioides pode provocar a diminuição da eficácia do medicamento (pode desenvolver habituação ao medicamento, também designada por tolerância). A utilização repetida de Morfina Labesfal (sem conservantes) pode também levar à dependência, ao abuso e à adição, o que pode provocar uma sobredosagem potencialmente fatal. O risco destes efeitos indesejáveis pode aumentar com uma dose mais elevada e uma duração de utilização mais longa.
A dependência ou adição podem fazê-lo sentir que já não controla a quantidade de medicamento que necessita de tomar ou a frequência com que precisa de tomar.
O risco de se tornar dependente ou viciado varia de pessoa para pessoa. Poderá apresentar um risco maior de se tornar dependente de ou viciado em Morfina Labesfal (sem conservantes) se:
- Tem historial pessoal ou familiar de abuso ou dependência de álcool, medicamentos sujeitos a receita médica ou drogas ilegais («dependência»).
- É fumador.
- Já teve problemas de humor (depressão, ansiedade ou uma perturbação da personalidade) ou já foi tratado por um psiquiatra para outras doenças do foro mental.
Se se aperceber de algum dos sinais seguintes durante a toma de Morfina Labesfal (sem conservantes), pode ser um sinal de que se tornou dependente ou viciado:
- Necessita de tomar o medicamento durante mais tempo do que o aconselhado pelo seu médico
- Precisa de tomar mais do que a dose recomendada
- Está a utilizar o medicamento por outros motivos que não os prescritos, por exemplo, «manter a calma» ou «ajudá-lo a dormir»
- Fez tentativas repetidas e sem êxito para deixar de utilizar ou para controlar a utilização deste medicamento
- Quando para de tomar o medicamento, se sente indisposto e se sente melhor quando volta a tomar o medicamento («efeitos de abstinência»)
Se detetar qualquer um destes sinais, fale com o seu médico para discutir a melhor via de tratamento para si, incluindo quando é adequado parar e como parar com segurança (ver secção 3, «Se parar de tomar Morfina Labesfal (sem conservantes)»).
Não utilize Morfina Labesfal (sem conservantes)
- se tem alergia à morfina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6),
- se tem insuficiência respiratória severa, episódios agudos de asma ou broncospasmo associado a doenças pulmonares obstrutivas,
- se tem insuficiência hepática grave,
- se tem epilepsia não controlada,
- se tem uma lesão recente do crânio,
- em associação com buprenorfina, nalbufina e pentazocina (substâncias com propriedades semelhantes às da morfina),
- durante o aleitamento, em caso de iniciação ou continuação de um tratamento longo, após o nascimento.
- lactentes e sobretudo recém-nascidos apresentam uma sensibilidade aumentada aos opiáceos dado que a depressão provocada no centro respiratório é maior e o seu sistema de destoxificação de fármacos ainda se encontra incompleto,
- cólicas biliares, Íleo paralítico ou doença intestinal obstrutiva,
- feocromocitoma,
- choque hipovolémico,
- estados convulsivos,
- mixedema não tratado,
- utilização concomitante com inibidores da monoamino oxidase (IMAO) ou duas semanas após a sua interrupção.
É contraindicada ainda na presença de alcoolismo agudo.
Não utilize Morfina Labesfal (sem conservantes) pela via epidural, intratecal: - se apresenta problemas de hemostase no momento da injeção,
-se tem infeções cutâneas locais, regionais ou generalizadas, em evolução, -se manifesta hipertensão intracraniana evolutiva.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes)
Tome especial cuidado com Morfina Labesfal (sem conservantes)
O seu médico acompanhará o seu tratamento de uma monitorização adaptada à sua utilização.
Em tratamentos prolongados com a morfina, é fundamental não parar abruptamente o tratamento, pois isso poderá desencadear o aparecimento da síndrome de abstinência.
Este medicamento, se mal utilizado pode causar dependência física e psíquica
A toxicodependência (anterior ou atual) não impede a prescrição de morfina, caso esta seja necessária.
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se sentir algum dos sintomas seguintes enquanto utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes):
- Aumento da sensibilidade à dor, apesar de estar a tomar doses aumentadas (hiperalgesia). O seu médico irá decidir se é necessário alterar a dose ou mudar para um analgésico forte («analgésico») (ver secção 2).
- Fraqueza, fadiga, falta de apetite, náuseas, vómitos ou pressão arterial baixa. Este pode ser um sintoma de que as glândulas suprarrenais estão a produzir uma quantidade muito pequena da hormona cortisol e poderá ser necessário tomar suplementos hormonais.
- Perda da libido, impotência, cessação da menstruação. Isto pode dever-se à diminuição da produção das hormonas sexuais.
- Se tiver estado dependente de drogas ou de álcool. Informe também o seu médico se sente que está a tornar-se dependente de Morfina Labesfal (sem conservantes) enquanto o está a utilizar. Pode ter começado a pensar muito sobre quando pode tomar a próxima dose, mesmo que esta não seja necessária para alivar a dor.
- Sintomas de abstinência ou dependência. Os sintomas de abstinência mais frequentes são mencionados na secção 3. Se isto acontecer, o seu médico poderá alterar o tipo de medicamento ou o intervalo entre as doses.
Foram notificados casos de pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) associados ao tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes). Normalmente, os sintomas ocorrem nos primeiros 10 dias após o tratamento. Informe o seu médico
se já desenvolveu uma erupção cutânea grave ou descamação da pele, aparecimento de bolhas e/ou feridas na boca após tomar Morfina Labesfal (sem conservantes) ou outros opioides. Pare de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes) e consulte imediatamente um médico se notar algum dos seguintes sintomas: aparecimento de bolhas, pele escamosa generalizada, manchas repletas de pus juntamente com febre.
Perturbações respiratórias relacionadas com o sono
Morfina Labesfal (sem conservantes) pode causar perturbações respiratórias relacionadas com o sono, tais como apneia do sono (pausas respiratórias durante o sono) e hipoxemia relacionada com o sono (baixo nível de oxigénio no sangue). Os sintomas podem incluir pausas respiratórias durante o sono, despertar noturno causado por dispneia, dificuldades em manter o sono ou sonolência excessiva durante o dia. Se o doente ou outra pessoa observarem estes sintomas, contacte o seu médico. O seu médico poderá considerar uma redução da dose.
Contacte o seu médico se sentir dores graves na parte superior do abdómen, possivelmente com irradiação lombar, náuseas, vómitos ou febre, uma vez que estes sintomas podem estar associados à inflamação do pâncreas (pancreatite) e do sistema do trato biliar.
Precauções especiais de utilização
A morfina deve ser utilizada com precaução nos seguintes casos:
- Doentes idosos.
- Recém-nascidos.
- Doentes com insuficiência respiratória.
- Doentes com insuficiência renal.
- Doentes com patologia hepatobiliar ou icterícia obstrutiva colestática e em doentes com pancreatite litiásica ou obstrutiva.
- Doentes com insuficiência hepática.
- Hipovolémia (volume sanguíneo insuficiente).
- Doentes com problemas urinários (dificuldade a urinar).
- Pressão elevada no crânio.
- Obstipação (fale com o seu médico se tiver obstipação para que ele lhe possa aconselhar um tratamento adaptado).
Desportistas
Se é desportista deverá ter em atenção que este medicamento contém morfina, que faz parte da lista das substâncias dopantes.
Deve ser administrada com precaução ou em doses reduzidas a doentes com hipotiroidismo e insuficiência adrenocortical.
Outros medicamentos e Morfina Labesfal (sem conservantes)
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Isto é especialmente importante se estiver a tomar qualquer um dos medicamentos mencionados abaixo:
- Gabapentina ou pregabalina para o tratamento da epilepsia e da dor causada por problemas nervosos (dor neuropática).
- Rifampicina para o tratamento, por ex., da tuberculose.
- Alguns medicamentos utilizados no tratamento de coágulos sanguíneos (por exemplo, clopidogrel, prasugrel, ticagrelor) podem ter um efeito retardado e reduzido quando tomados juntamente com morfina.
- A utilização concomitante de Morfina Labesfal (sem conservantes) e de medicamentos sedativos, tais como as benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, aumenta o risco de sonolência, dificuldades em respirar (depressão respiratória), coma e pode ser potencialmente fatal. Por este motivo, a utilização concomitante só deve ser considerada quando não são possíveis outras opções de tratamento. No entanto, se o seu médico lhe prescrever Morfina Labesfal (sem conservantes) em associação com medicamentos sedativos, a dose e a duração do tratamento concomitante devem ser limitadas pelo seu médico. Informe o seu médico sobre todos os medicamentos sedativos que estiver a tomar e siga atentamente as recomendações de dosagem indicadas pelo seu médico. Poderá ser útil informar os seus amigos ou parentes para estarem atentos aos sinais e sintomas acima indicados. Consulte o seu médico quando sentir esses sintomas.
Associações contraindicadas
- Agonistas-antagonistas opiáceos (buprenorfina, nalbufina, pentazocina): Diminuição do efeito analgésico ou antitússico, com risco de aparecimento de síndrome de abstinência.
- Inibidores da monoamino oxidase (IMAO).
Associações desaconselhadas - Naltrexona
Risco de diminuição do efeito analgésico.
Se necessário aumentar as doses do derivado da morfina.
- Consumo de álcool:
O álcool potencia o efeito sedativo destas substâncias.
A alteração da atenção pode ser perigosa para a condução de veículos e de máquinas.
Deve ser evitada a ingestão de bebidas alcoólicas e medicamentos contendo álcool.
Associações que devem ser usadas com precaução - Rifampicina
Diminuição das concentrações e eficácia da morfina e do seu metabolito ativo. É aconselhada vigilância clínica e uma eventual adaptação da posologia da morfina durante e após o tratamento com rifampicina.
- Outros analgésicos morfínicos agonistas (alfentanilo, codeína, dextromoramida, dextropropoxifeno, di-hidrocodeína, fentanilo, oxicodona, petidina, fenoperidina, remifentanilo, sufentanilo, tramadol).
- Antitússicos morfina-like (dextrometorfano, noscapina, folcodina).
- Antitússicos verdadeiramente morfínicos (codeína, etilmorfina).
- Barbitúricos.
- Benzodiazepinas e substâncias aparentadas.
Risco aumentado de depressão respiratória que pode ser fatal em caso de sobredosagem.
- Outros medicamentos sedativos.
Aumento da depressão central. A alteração no estado de vigília pode tornar perigosa a condução de veículos e utilização de máquinas.
- Metoclopramida e domperidona – pelo risco de antagonismo nos seus efeitos gastrointestinais.
Morfina Labesfal (sem conservantes) com alimentos, bebidas e álcool A ingestão de álcool está fortemente desaconselhada.
Gravidez, amamentação e fertilidade
Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
A morfina deverá ser evitada durante a gravidez ou amamentação. Usar apenas quando o benefício supera o risco da sua utilização para a mãe e recém-nascido.
Gravidez
A administração da morfina, se necessária e após aconselhamento do seu médico é possível durante a gravidez.
Devido à passagem deste medicamento para a circulação sanguínea do feto, a sua utilização durante a gravidez impõe uma monitorização apertada do bebé.
Se Morfina Labesfal (sem conservantes) for utilizado por um período de tempo prolongado durante a gravidez, há um risco de os recém-nascidos apresentarem sintomas de abstinência do fármaco e devem ser tratados por um médico.
Aleitamento
- No caso de administrações repetidas durante alguns dias, suspender o aleitamento momentaneamente.
- No caso de iniciação ou continuação de um tratamento longo após o nascimento, o aleitamento está contraindicado.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Devido ao facto de este medicamento poder produzir alterações no estado de vigília, a condução de veículos ou utilização de máquinas é desaconselhado. Este risco é maior no início do tratamento ou quando o tratamento inclui a associação de outros medicamentos.
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Como tomar Morfina Labesfal (sem conservantes)?
Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.
Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Antes de iniciar o tratamento e regularmente durante o tratamento, o seu médico discutirá consigo o que pode esperar da utilização de Morfina Labesfal, quando e durante quanto tempo deve tomá-lo, quando contactar o seu médico e quando deve interrompê-lo (ver também «Se parar de tomar Morfina Labesfal», nesta secção).
A relação dose-eficácia-tolerância varia de doente para doente. É importante avaliar frequentemente a eficácia e a tolerância e adaptar a posologia progressivamente, em função das necessidades do doente. Não há uma dose máxima desde que os efeitos indesejáveis possam ser controlados.
A morfina pode ser administrada por via subcutânea, intramuscular, intravenosa, epidural ou intratecal. As doses parenterais podem ser administradas em injeções intermitentes ou contínuas ou infusões intermitentes ajustadas de acordo com as necessidades analgésicas individuais.
As doses devem ser geralmente reduzidas nos idosos e debilitados e nos pacientes com insuficiência renal.
Adultos
A dose usual por via subcutânea ou intramuscular é de 10mg de 4 em 4 horas podendo variar entre 5 e 20mg.
Via intravenosa
Têm sido administradas doses até 15mg em injeção intravenosa lenta, por vezes como dose de carga em pacientes sob infusão controlada ou injeção intravenosa contínua. Para administração intravenosa contínua, as doses de manutenção variam, geralmente de 0,8 a 80mg por hora, podendo ser necessárias doses mais elevadas. Podem ser administradas doses idênticas por infusão subcutânea contínua.
Epidural
As doses são de 5mg para uma injeção epidural inicial. No caso de ser necessário, adicionar 1 ou 2 mg adicionais ao fim de uma hora, até uma dose total de 10 mg/24 h.
Perfusão epidural contínua: a dose inicial recomendada para perfusão epidural contínua é de 2 a 4mg durante 24 horas, podendo ser aumentada até 1-2mg por dia.
Intratecal
As doses por via intratecal variam entre 0,2 a 1mg envolvendo a administração de uma dose única.
Utilização em crianças
Via intramuscular e subcutânea
- 1 a 5 anos: 2,5 a 5mg de 4 em 4 horas, se necessário;
- 5 a 12 anos: 5 a 10mg de 4 em 4 horas, se necessário.
Em crianças com idade superior são administradas doses semelhantes às dos adultos.
Via intravenosa: administrar durante pelo menos 5 minutos
- 1 a 12 anos: 100 - 200 micrograma/kg de 4 em 4 horas;
- 12 a 18 anos: 2,5 a 10mg de 4 em 4 horas, se necessário.
Doses similares são também administradas por injeção intravenosa lenta, como dose de carga para perfusão intravenosa contínua, seguindo-se doses de perfusão contínua que variam entre 10 a 20 micrograma/kg/h consoante a idade do paciente.
Via Epidural
Bloqueio epidural caudal: 100 micrograma/kg
Bloqueio epidural torácico ou lombar: 50 micrograma/kg.
Via intratecal
Doses de 20/30 micrograma/kg foram administradas na dor pós-operatório.
Via epidural e intratecal:
No decurso da dor crónica, recorrer-se-á a estas vias de administração sempre que as outras vias sejam responsáveis por efeitos indesejáveis inaceitáveis.
A título exemplificativo:
- a posologia diária inicial por via epidural, dividida por uma ou duas injeções, é de aproximadamente 1/10 da posologia por via parentérica.
- a posologia diária inicial por via intratecal, dividida por uma ou duas injeções é de aproximadamente 1/100 da posologia por via parentérica.
Acerto posológico:
Frequência de avaliação (grau de alívio da dor, presença de efeitos indesejáveis). Não há necessidade de perder tempo com uma posologia manifestamente ineficaz. O doente deve ser cuidadosamente observado principalmente no início do tratamento, uma vez que a dor não está controlada.
Aumento da posologia
Se a dor não está controlada, é conveniente aumentar a posologia diária de morfina em aproximadamente 30 a 50%. Durante o processo de ajuste de doses, não existe limite máximo, desde que os efeitos indesejáveis possam ser controlados.
Se utilizar mais Morfina Labesfal (sem conservantes) do que deveria
Se utilizou mais Morfina Labesfal (sem conservantes) do que deveria consulte imediatamente o seu médico ou farmacêutico.
As pessoas que tenham tomado uma dose excessiva do medicamento podem sofrer pneumonia por inalação de vómito ou corpos estranhos; os sintomas podem incluir falta de ar, tosse e febre.
As pessoas que tenham tomado uma dose excessiva do medicamento podem também ter dificuldades em respirar que podem provocar perda de consciência ou, até mesmo, morte.
Caso se tenha esquecido de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes)
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar.
Se parar de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes)
Não interrompa o tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes), a não ser que tenha acordado interromper o tratamento com o seu médico. Se quiser interromper o tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes), pergunte ao seu médico como reduzir lentamente a dose para evitar os sintomas de abstinência. Os sintomas de abstinência podem incluir dores no corpo, tremores, diarreia, sudação, lacrimejo, rinorreia (corrimento nasal), dores no estômago, náuseas, vómitos, sintomas gripais, batimento cardíaco acelerado, artralgias (dores articulares) e pupilas dilatadas. Os sintomas psicológicos incluem uma sensação intensa de insatisfação, ansiedade e irritabilidade.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.
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Quais são os efeitos secundários de Morfina Labesfal (sem conservantes)?
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Pare de utilizar Morfina Labesfal e consulte imediatamente um médico se notar algum dos seguintes sintomas:
Reações cutâneas graves como aparecimento de bolhas, pele escamosa generalizada, manchas repletas de pus juntamente com febre. Esta pode ser uma doença chamada pustulose exantematosa generalizada aguda (PEGA).
Outros efeitos indesejáveis possíveis:
Desconhecido (não é possível estimar a frequência a partir dos dados disponíveis):
- Apneia do sono (pausas respiratórias durante o sono)
Sintomas associados à inflamação do pâncreas (pancreatite) e do sistema do trato biliar, por exemplo, dores graves na parte superior do abdómen, possivelmente com irradiação lombar, náuseas, vómitos ou febre.
Efeitos indesejáveis ou sintomas importantes a ter em atenção e o que fazer se for afetado:
• Reação alérgica grave que causa dificuldades em respirar ou tonturas.
Se sentir estes efeitos indesejáveis importantes, contacte imediatamente um médico.
Em doses normais, os efeitos indesejáveis mais comuns da morfina são náuseas, vómitos, obstipação e sonolência. A obstipação pode ser tratada com um laxante adequado.
Perturbações do foro psiquiátrico
Muito frequentes (>1/10): alterações de humor.
Frequentes (>1/100, <1/10): podem ocorrer efeitos indesejáveis psíquicos após a administração de morfina, que variam individualmente em intensidade e natureza (dependendo da personalidade e da duração do tratamento). Esses efeitos incluem as alterações de humor (comummente elação, ocasionalmente disforia), perturbações do sono, alterações de atividade (comummente supressão, ocasionalmente excitação) e alterações na capacidade cognitiva e sensorial (ex.: capacidade de decisão, distúrbios da perceção, alucinações, pesadelos, principalmente em idosos).
Desconhecida: dependência (para os sintomas, ver secção 3: se parar de tomar Morfina Labesfal (sem conservantes).
Doenças do sistema nervoso
Muito frequentes (>1/10): dependendo da dose de sedação e depressão respiratória. Frequentes (>1/100, <1/10): cefaleia, tonturas.
Raros (>1/10000, <1/1000): pressão intracraniana aumentada.
Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: tremores, fasciculações dos músculos, convulsões epileptiformes.
Especialmente sob hiperalgesia em alta dosagem e alodinia não respondendo a um aumento da dosagem de morfina.
Desconhecida: sudação
Afeções oculares
Frequentes (>1/100, <1/10): miose.
Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: visão turva.
Cardiopatias e vasculopatias
Pouco frequentes (>1/1000, <1/100): mudanças clínicas relevantes da pressão sanguínea.
Raros (>1/10000, <1/1000): rubor facial, palpitações, diminuição grave da pressão sanguínea, bradicardia, taquicardia, angioedema, hipotensão ortostática e arritmias
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Raros (>1/10000, <1/1000): broncoespasmo e laringospasmo. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: dispneia.
Doenças gastrointestinais
Muito frequentes: náuseas, boca seca.
Frequentes (>1/100, <1/10): vómitos, obstipação, dispepsia, perda de apetite. Raros (>1/10000, <1/1000): pancreatite.
Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: dor abdominal.
Afeções hepatobiliares
Raros (>1/10000, <1/1000): cólica biliar.
Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: atividade aumentada das enzimas hepáticas.
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Frequentes (>1/100, <1/10): reações de hipersensibilidade, tais como urticária e prurido.
Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: reações dérmicas (ex.: exantema, edema periférico).
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: cãibras musculares.
Doenças renais e urinárias
Frequentes (>1/100, <1/10): alterações na micção (dificuldade de passagem de urina e retenção da urina).
Raros (>1/10000, <1/1000): cólica renal.
Perturbações gerais e alterações no local de administração
Desconhecida: sintomas de abstinência (para os sintomas, ver secção 3: se parar de tomar Morfina Labesfal (sem conservantes).
Corpo como um todo
Os seguintes sintomas de abstinência, similares aos de abstinência de opioides, podem ocorrer: agitação, ansiedade, nervosismo, insónia, hipercinesia, tremores e sintomas gastrointestinais.
O efeito da morfina tem conduzido ao seu abuso, podendo desenvolver-se dependência com o uso regular e não apropriado.
Podem ocorrer ainda disfunção sexual com diminuição da líbido e impotência. Foram referidas dermatites de contacto, dor e irritação com a injeção.
Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
Comunicação de efeitos indesejáveis
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através do INFARMED, I.F. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)
ou através dos seguintes contactos:
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa
Tel: +351 21 798 73 73
Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt
Como conservar Morfina Labesfal (sem conservantes)?
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e da humidade. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na ampola, após Val. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não utilize este medicamento se verificar que esta se encontra turva.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não necessita. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Mais informações sobre Morfina Labesfal (sem conservantes)
Qual a composição de Morfina Labesfal (sem conservantes)
- A substância ativa é o cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 10 mg/1 ml, Solução injetável
Cada ampola com 1 mililitro de solução injetável contém 10 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/1 ml, Solução injetável
Cada ampola com 1 mililitro de solução injetável contém 20 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/2 ml, Solução injetável
Cada ampola com 2 mililitros de solução injetável contém 20 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 40 mg/2 ml, Solução injetável
Cada ampola com 2 mililitros de solução injetável contém 40 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
- O outro componente é: água para preparações injetáveis.
Qual o aspeto da Morfina Labesfal (sem conservantes) e conteúdo da embalagem
Ampolas de vidro Tipo I âmbar contendo uma solução aquosa límpida.
Ampolas autoquebráveis com 1 ou com 2 ml de solução injetável (embalagens de 6, 10, 12 e 50 ampolas).
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros Portugal
Fabricante
Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros Portugal
Este folheto foi revisto pela última vez em
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A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
Foi demonstrada uma incompatibilidade físico-química (formação de precipitados) entre soluções de sulfato de morfina e 5-fluorouracilo.
Princípios editoriais
Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.


