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Índice
  1. O que é e para que é utilizado?
  2. O que deve considerar antes de usar?
  3. Como é utilizado?
  4. Quais são os possíveis efeitos secundários?
  5. Como deve ser armazenado?
  6. Mais informações

O essencial

Holoxan tem ação antiproliferativa, indicada no tratamento de vários tumores, por exemplo: carcinoma brônquico de células não pequenas, carcinoma brônquico de células pequenas, tumor do testículo, carcinoma da mama , carcinoma do endométrio, carcinoma do ovário , carcinoma cervical, carcinoma do pâncreas, sarcoma dos tecidos moles, sarcoma osteogénico, …

Substância(s) ativa(s)
Ifosfamide
Titular da autorização de introdução no mercado
Baxter Médico-Farmacêutica
Código ATC
L01AA06

Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.

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Folheto informativo

Para que é utilizado Holoxan?

Holoxan tem ação antiproliferativa, indicada no tratamento de vários tumores, por exemplo: carcinoma brônquico de células não pequenas, carcinoma brônquico de células pequenas, tumor do testículo, carcinoma da mama, carcinoma do endométrio, carcinoma do ovário, carcinoma cervical, carcinoma do pâncreas, sarcoma dos tecidos moles, sarcoma osteogénico, linfomas e leucemias.

Holoxan deve ser usado apenas por oncologistas experientes.

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O que deve saber antes de tomar Holoxan?

Não utilize Holoxan:

  • se tem alergia à ifosfamida
  • se tem depressão medular grave (especialmente se esteve sujeito a tratamento anterior com citostáticos ou radioterapia)
  • se tem inflamação da bexiga (cistite)
  • se tem insuficiência da função renal e/ou obstruções do fluxo urinário
  • se tem infeções agudas
  • se está grávida ou a amamentar

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de utilizar Holoxan

Para cada doente os fatores de risco para a toxicidade da ifosfamida e suas sequelas, descritas aqui e em outras secções, podem constituir contraindicações. Nestas situações, é necessária a avaliação individual do risco e dos benefícios esperados. As reações adversas, em função da sua gravidade, podem exigir a modificação da dosagem ou a descontinuação do tratamento.

ADVERTÊNCIAS

Fale com o seu médico ou enfermeiro antes de utilizar Holoxan se:

- está a fazer ou já fez tratamentos com cisplatina antes ou durante o tratamento com ifosfamida.

Mielossupressão, imunossupressão, infeções

O tratamento com ifosfamida pode causar mielossupressão e supressão significativa de respostas imunes, o que pode levar a infeções graves. Foi notificada uma consequência fatal de mielossupressão associada à ifosfamida.

A mielossupressão induzida pela ifosfamida pode causar leucopenia, neutropenia, trombocitopenia (associada com um maior risco de eventos hemorrágicos) e anemia.

A administração de ifosfamida é normalmente seguida por uma redução na contagem de leucócitos. O nadir da contagem de leucócitos tende a ser alcançado aproximadamente durante a segunda semana depois da administração. Posteriormente, o número de leucócitos aumenta novamente.

Deve ser esperada imunossupressão e mielossupressão grave, particularmente em doentes pré-tratados e/ou a receber concomitante quimioterapia/agentes hematotóxicos, imunossupressores e/ou radioterapia. (Ver secção 4.5).

Quando indicado, a utilização de agentes estimuladores da hematopoiese (fatores colonostimulantes e agentes estimuladores da eritropoiese) pode ser considerada para reduzir o risco de complicações mielossupressivas e/ou facilitar a entrega da dosagem pretendida. Para obter informações sobre a possível interação com G-CSF e GM-CSF (fator colonoestimulante de granulócitos, fator estimulante das colónias de macrófagos granulócitos). Ver secção 4.5.

O risco de mielossupressão é dependente da dose e aumenta com a administração de uma dose elevada única em comparação com a administração fracionada.

O risco de mielossupressão está aumentado em doentes com função renal reduzida.

A imunossupressão grave levou a infeções graves, por vezes fatais. As infeções relatadas com ifosfamida incluem pneumonias, assim como outras infeções por bactérias, fungos, vírus e parasitas. Têm sido também notificados sepsia e choque séptico.

Infeções latentes podem ser reativadas. Em doentes tratados com ifosfamida, a reativação foi notificada para várias infeções virais.

A profilaxia antimicrobiana pode estar indicada em certos casos de neutropenia, a critério do médico.

É recomendada uma monitorização hematológica atenta. A contagem de glóbulos brancos, a contagem de plaquetas e os níveis de hemoglobina devem ser obtidos antes de cada administração e a intervalos adequados após a administração.

Toxicidade do Sistema Nervoso Central, Neurotoxicidade

A administração de ifosfamida pode ter efeitos tóxicos no cérebro e na medula espinal e causar encefalopatia (doença cerebral não-inflamatória). Avise imediatamente o seu médico se tiver algum destes sintomas, que podem ser sinais de toxicidade cerebral e medular:

- confusão, sonolência, inconsciência/coma, alucinações/ideias delirantes, visão turva, perturbações de perceção, sintomas extrapiramidais (como espasmos contínuos, contrações musculares, agitação motora, lentidão dos movimentos, movimentos irregulares), incontinência urinária e convulsões.

O seu médico ou enfermeiro poderá monitorizá-lo para sinais e sintomas de toxicidade cerebral e medular.

A neurotoxicidade da ifosfamida pode manifestar-se dentro de algumas horas a alguns dias após a primeira administração e, na maioria dos casos, resolve-se em 48 a 72 horas após descontinuação da ifosfamida. Os sintomas podem persistir por períodos de tempo mais longos. Ocasionalmente, a recuperação tem sido incompleta. Foi notificado efeito letal da toxicidade do SNC.

Foi relatada recorrência da toxicidade do SNC depois de vários ciclos de tratamento sem intercorrências.

Muito frequentemente tem sido notificada toxicidade para o SNC e parece ser dependente da dose.

Outros fatores de risco que têm sido demonstrados ou discutidos na literatura incluem:

  • Disfunção renal, creatinina sérica elevada
  • Albumina baixa
  • Disfunção hepática
  • Bilirrubina baixa, níveis de hemoglobina baixos, diminuição da contagem dos glóbulos brancos do sangue
  • Acidose, bicarbonato sérico baixo
  • Desequilíbrio eletrolítico, hiponatremia e secreção de ADH (vasopressina) inapropriada, intoxicação por água, baixa ingestão de líquidos
  • Presença de metástases cerebrais, doença do SNC anterior, irradiação do cérebro
  • Esclerose cerebral, vasculopatia periférica
  • Presença de tumor no abdómen inferior, doença abdominal volumosa
  • Estado geral de saúde fraco, idade avançada, idade mais jovem
  • Obesidade, género feminino, predisposição individual
  • Interações com outros medicamentos (por exemplo, inibidores do CYP 3A4), abuso de álcool, droga, ou pré-tratamento com cisplatina.

A neurotoxicidade muitas vezes manifesta-se em doentes sem fatores de risco identificáveis.

Se se desenvolver encefalopatia, a administração de ifosfamida deve ser interrompida.

Publicações relatam o uso tanto com e sem êxito de azul-de-metileno para o tratamento e profilaxia de encefalopatia associada à ifosfamida.

Devido ao potencial para efeitos aditivos, os medicamentos que atuam sobre o SNC (tais como antieméticos, sedativos, narcóticos ou anti-histamínicos) devem ser utilizados com particular precaução ou, se necessário, ser interrompido no caso de encefalopatia induzida pela ifosfamida.

Toxicidade renal e urotelial

A Ifosfamida é nefrotóxica e urotoxica.

A função renal glomerular e tubular deve ser avaliada e verificada antes do início da terapia, bem como durante e após o tratamento.

O sedimento urinário deve ser verificado regularmente para a presença de eritrócitos e outros sinais de uro/nefrotoxicidade.

É recomendada a monitorização clínica dos químicos do soro e da urina, incluindo fósforo, potássio e outros parâmetros laboratoriais adequados para a identificação de nefrotoxicidade e de toxicidade urotelial.

Efeitos nefrotóxicos

Foram documentados resultados letais da nefrotoxicidade.

A necrose tubular e do parênquima renal têm sido notificadas em doentes tratados com ifosfamida.

São muito comuns distúrbios da função renal (glomerular e tubular) após a administração de ifosfamida (ver 4.8). As manifestações incluem uma diminuição da taxa de filtração glomerular e um aumento da creatinina sérica, proteinúria, enzimúria, cilindrúria, aminoacidúria, fosfatúria e glicosúria, bem como acidose tubular renal. Também foram relatados Síndrome de Fanconi, raquitismo renal e atraso no crescimento em crianças, bem como osteomalácia em adultos

Tem sido notificado o desenvolvimento de uma síndrome semelhante à SIADH (síndrome de secreção inadequada de hormona antidiurética) com ifosfamida.

Pode-se tornar evidente lesão tubular durante a terapia, meses ou mesmo anos após o fim do tratamento.

A disfunção tubular ou glomerular pode ficar resolvida com o tempo, manter-se estável ou progredir ao longo de um período de meses ou anos, mesmo depois do fim do tratamento com ifosfamida. Foram notificadas necrose tubular aguda, insuficiência renal aguda e insuficiência renal crónica secundária à terapia ifosfamida (ver secção 4.8).

O risco de desenvolvimento de manifestações clínicas de nefrotoxicidade está aumentado com, por exemplo:

  • grandes doses cumulativas de ifosfamida,
  • insuficiência renal pré-existente,
  • tratamento prévio ou concomitante com agentes potencialmente nefrotóxicos,
  • em crianças mais novas (principalmente em crianças até aos 5 anos de idade),
  • reserva de nefrónios reduzida como em doentes com tumores renais e aqueles que tenham sido submetidos a radiação renal ou nefrectomia unilateral.

Os riscos e os benefícios esperados da terapia com ifosfamida devem ser cuidadosamente ponderados quando se considera o uso de ifosfamida em doentes com insuficiência renal pré-existente ou reserva de nefrónios reduzida.

Efeitos uroteliais

A administração de ifosfamida está associada a efeitos urotóxicos que podem ser reduzidos pela utilização profilática de mesna.

A cistite hemorrágica com necessidade de transfusão sanguínea tem sido notificada com ifosfamida.

O risco de cistite hemorrágica é dependente da dose e aumenta com a administração de doses únicas elevadas em comparação com a administração fracionada.

Foi notificada cistite hemorrágica após uma dose única de ifosfamida.

Antes de iniciar o tratamento, é necessário excluir ou corrigir qualquer obstrução do trato urinário. Consulte a secção 4.3.

Durante ou imediatamente após a administração, devem ser ingeridas ou perfundidas quantidades adequadas de líquidos, para forçar a diurese e reduzir o risco de toxicidade do trato urinário.

Para a profilaxia da cistite hemorrágica, a ifosfamida deve ser utilizada em combinação com o mesna.

A ifosfamida deve ser usada com cuidado em doentes com infeções do trato urinário ativas.

Radiação da bexiga anterior ou concomitante ou tratamento com busulfano pode aumentar o risco de cistite hemorrágica.

Foram notificadas as seguintes manifestações de urotoxicidade da ciclofosfamida, outro agente citotóxico da oxazafosforina:

-cistite hemorrágica (incluindo formas graves com ulceração e necrose), -resultado fatal da toxicidade urotelial, bem como a necessidade de uma cistectomia devido a fibrose, hemorragia ou malignidade secundária.

-hematúria que pode ser grave e recorrente, a hematúria geralmente resolve-se em poucos dias após interrupção do tratamento, mas neste caso pode persistir. -sinais de irritação urotelial (tais como micção dolorosa, sensação de urina residual, micção frequente, noctúria, incontinência urinária), assim como o desenvolvimento de fibrose na bexiga, pequena capacidade da bexiga, telangiectasias e sinais de irritação da bexiga crónica.

-pielite e ureterite.

Cardiotoxicidade, utilização em doentes com doença cardíaca
Foi notificada cardiotoxicidade associada à ifosfamida com resultado fatal.

O risco de desenvolvimento de efeitos cardiotóxicos é dependente da dose. Está aumentado em doentes com tratamento anterior ou concomitante com outros agentes cardiotóxicos ou radiação da região cardíaca e, possivelmente, insuficiência renal. Deve-se ter um cuidado especial quando a ifosfamida é utilizada em doentes com fatores de risco para cardiotoxicidade e em doentes com doença cardíaca pré-existente.

Manifestações de cardiotoxicidade notificadas com o tratamento com ifosfamida (ver Secção 4.8) incluem:

Arritmias ventriculares ou supraventriculares, incluindo taquicardia atrial/

  • Diminuição das voltagens dos complexos QRS e mudanças da onda-T ou do segmento ST.
  • Cardiomiopatia tóxica levando à insuficiência cardíaca com congestão e hipotensão
  • Derrame pericárdico, pericardite fibrinosa e fibrose epicárdica.

Toxicidade pulmonar

Foi notificada toxicidade pulmonar resultando em insuficiência respiratória, assim como em desfecho fatal. Pneumonite intersticial e fibrose pulmonar têm sido notificados com o tratamento com ifosfamida. Também foram notificadas outras formas de toxicidade pulmonar.

Malignidades secundárias

Tal como acontece com todas as terapias citotóxicas, o tratamento com a ifosfamida envolve o risco de tumores secundários e seus precursores. A malignidade secundária pode desenvolver vários anos após a quimioterapia ter sido suspensa.

O risco de alterações mielodisplásicas e algumas evoluírem para leucemias agudas, está aumentado (ver secção 4.8). Outras doenças malignas relatadas após o uso de ifosfamida ou esquemas com ifosfamida incluem linfoma, cancro da tiroide e sarcomas.

Também foi notificada malignidade após exposição no útero com ciclofosfamida, outro agente citotóxico da oxazafosforina.

Doença hepática veno-oclusiva

Tem sido notificada doença hepática veno-oclusiva com quimioterapia que incluí ifosfamida é também uma complicação conhecida com a ciclofosfamida.

Doentes femininas

Amenorreia tem sido notificada em doentes tratadas com ifosfamida. Além disso, com a ciclofosfamida, outra oxazafosforina, tem sido notificada oligomenorreia. O risco de amenorreia permanente induzida por quimioterapia é maior em mulheres mais velhas.

Jovens tratadas com ifosfamida durante a pré-puberdade podem desenvolver normalmente características sexuais secundárias e ter menstruações regulares. Jovens tratadas com ifosfamida durante a pré-puberdade posteriormente conceberam. Jovens que mantiveram a função ovárica após completar o tratamento têm maior risco de desenvolver menopausa prematura.

Doentes masculinos

Os homens tratados com ifosfamida podem desenvolver oligospermia ou azoospermia. A função sexual e a libido geralmente estão intactas nestes doentes. Jovens tratados com ifosfamida durante a pré-puberdade podem desenvolver normalmente características sexuais secundárias mas podem ter oligospermia ou azoospermia.

Pode ocorrer algum grau de atrofia testicular.

Em alguns doentes a azoospermia pode ser reversível, embora a reversibilidade possa

não ocorrer por vários anos após o fim da terapia.
Homens tratados com ifosfamida posteriormente tiveram filhos.    

Reações anafiláticas/anafilactoides, sensibilidade cruzada

Reações anafiláticas/anafilactoides têm sido notificadas em associação com a ifosfamida.

Tem sido notificada sensibilidade cruzada entre agentes citotóxicos da

oxazafosforina.

Dificuldade na cicatrização de feridas

A ifosfamida pode interferir com a cicatrização normal de feridas.

PRECAUÇÕES

Alopécia

A alopécia é um efeito muito comum, dependente da dose de ifosfamida administrada.

A alopécia induzida por quimioterapia pode progredir para calvície.

O cabelo pode crescer novamente, embora possa ser diferente em textura ou na cor.

Náuseas e vómitos

A administração de ifosfamida pode causar náuseas e vómitos.

As diretrizes atuais sobre o uso de antieméticos para a prevenção e a melhoria de náuseas e vómitos devem ser consideradas.

O consumo de álcool pode aumentar as náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia.

A higiene oral é importante.

Estomatite

A administração de ifosfamida pode causar estomatite (mucosite oral).

Devem ser consideradas as atuais orientações sobre as medidas de prevenção e melhoria da estomatite.

Administração paravenosa

O efeito citotóxico da ifosfamida ocorre após a sua ativação, o que tem lugar sobretudo no fígado. Portanto, o risco de lesão do tecido da administração paravenosa acidental é baixo.

Em caso de administração paravenosa acidental de ifosfamida, a perfusão deve ser imediatamente interrompida, a solução de ifosfamida extravascular deve ser aspirada com a cânula no lugar e devem ser instituídas outras medidas adequadas.

Uso em doentes com insuficiência renal

Em doentes com insuficiência renal, particularmente em doentes com insuficiência renal grave, a diminuição da excreção renal pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de ifosfamida e seus metabólitos. Isto pode resultar em toxicidade aumentada (por exemplo, neurotoxicidade, nefrotoxicidade, hematotoxicidade) e deve ser considerada quando na determinação da dose nestes doentes.

Uso em doentes com insuficiência hepática

A insuficiência hepática, particularmente se for grave, pode estar associada com a ativação diminuída de ifosfamida. Isto pode alterar a eficácia do tratamento com ifosfamida. Baixos níveis séricos de albumina e lesão hepática também são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de toxicidade para o SNC.

Insuficiência hepática pode aumentar a formação de um metabolito que se acredita causar ou contribuir para a toxicidade do SNC e também contribuir para a nefrotoxicidade.

Isto deve ser considerado ao selecionar a dose e interpretar a resposta à dose selecionada.

Outros medicamentos e Holoxan

A administração sequencial ou a coadministração planeada de outras substâncias ou tratamentos que possam aumentar a probabilidade ou a gravidade dos efeitos tóxicos (por meio de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) requer uma avaliação individual cuidadosa do benefício esperado e dos riscos. Os doentes que recebem tais combinações devem ser cuidadosamente monitorizados para sinais de toxicidade de forma a permitir a intervenção atempada.

Doentes tratados com ifosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados para uma potencial redução de eficácia terapêutica e da necessidade de ajuste de dose.

Hematotoxicidade aumentada e/ou imunossupressão podem resultar de um efeito combinado da ifosfamida e, por exemplo:

  • Inibidores da ECA: inibidores da ECA podem causar leucopenia.
  • Carboplatina
  • Cisplatina
  • Natalizumab

Cardiotoxicidade aumentada pode resultar de um efeito combinado da ifosfamida e, por exemplo:

  • Antraciclinas
  • Irradiação da região cardíaca

Aumento da toxicidade pulmonar pode resultar de um efeito combinado da ifosfamida e, por exemplo:

  • Amiodarona
  • G-CSF, GM-CSF (Fator estimulante de colónias de granulócitos, fator estimulante de colónias de granulócitos-macrófagos)

Nefrotoxicidade aumentada pode resultar de um efeito combinado da ifosfamida e, por exemplo:

  • Aciclovir
  • Aminoglicosídeos
  • Anfotericina B
  • Carboplatina
  • Cisplatina

Um risco aumentado de desenvolver cistite hemorrágica pode resultar de um efeito combinado da ifosfamida e, por exemplo:

  • Busulfan
  • Irradiação da bexiga

Os seguintes medicamentos podem aumentar a toxicidade de Holoxan: medicamentos que afetam o cérebro tais como medicamentos para os vómitos e náuseas, medicamentos para dormir, certos medicamentos para a dor (opióides) e medicamentos para as alergias.

Indutores das enzimas microssomais extra-hepáticas e hepáticas humanas (por exemplo, enzimas do citocromo F):

O potencial de aumento da formação de metabolitos responsáveis pela citotoxicidade e outras toxicidades (dependendo das enzimas induzidas) deve ser considerado no caso de tratamento anterior ou concomitante com, por exemplo:

  • Carbamazepina
  • Corticosteroides
  • Rifampicina
  • Fenobarbital
  • Fenitoína
  • Erva de São João

Inibidores do CYP 3A4: A ativação reduzida e metabolismo da ifosfamida podem alterar a eficácia do tratamento da ifosfamida. A inibição do CYP 3A4 também pode levar ao aumento da formação de um metabolito da ifosfamida associado com o SNC e nefrotoxicidade. Inibidores do CYP 3A4 incluem: - Cetoconazol

- Fluconazol

- Itraconazol

- Sorafenib

Docetaxel: Aumento da toxicidade gastrointestinal tem sido notificada quando a ifosfamida foi administrada antes da perfusão de docetaxel.

Derivados cumarínicos: Aumento da INR (aumento da taxa normalizada internacional) tem sido notificada em doentes que receberam ifosfamida e varfarina.

Vacinas: Os efeitos imunossupressores da ifosfamida podem ser esperados para reduzir a resposta à vacinação. A utilização de vacinas vivas pode provocar infeção induzida por vacina.

Tamoxifeno: O uso concomitante de tamoxifeno e quimioterapia pode aumentar o risco de complicações tromboembólicas.

Cisplatina: A perda auditiva induzida pela cisplatina pode ser agravada pela terapia simultâneal com ifosfamida (ver também interações).

Irinotecano: A formação do metabolito ativo do irinotecano pode ser reduzida quando o irinotecano é administrado com ifosfamida.

Álcool: Em alguns doentes, o álcool pode aumentar as náuseas e os vómitos induzidos pela ifosfamida.

- Experimentações in vitro indicam que o bupropion é essencialmente catabolizado através das enzimas microssomais citocromo F IIB6 (CYP2B6). Portanto, deve ser dada atenção no caso de administração concomitante de bupropion e preparações que atuam sobre a isoenzima CYP2B6 (tal como orfenadrina, ciclofosfamida e ifosfamida). No caso de tratamento anterior ou concomitante com fenobarbital, fenitoina, benzodiazepinas, primidona, carbamazepina, rifampicina ou hidrato de cloral, existe um risco de induzir a isoenzima CYP microssomal ubíqua, particularmente presente no fígado.

  • O sumo de toranja contém uma substância que leva a uma inibição da isoenzima CYP e, portanto, pode reduzir a ativação metabólica da ifosfamida e consequentemente o seu efeito. Por esta razão, os doentes tratados com ifosfamida devem evitar comer toranjas e/ou produtos ou bebidas com este fruto.
  • A ifosfamida pode intensificar a reação dérmica à radiação (síndrome radiation recall)
  • As interações seguintes são concebíveis em analogia com a ciclofosfamida: o efeito terapêutico e a toxicidade da ifosfamida podem ser aumentados pela administração simultânea de clorpromazina, triiodotironina ou inibidores do aldeído desidrogenase, tais como dissulfiran (Antabus). Potenciação do efeito musculo-relaxante do suxametónio.

A administração concomitante de agentes antidiabéticos, tais como sulfonilureias e ifosfamida pode aumentar os efeitos de hipoglicemia dos medicamentos anteriores.

Interações teóricas da ifosfamida e alopurinol resultam num aumento da gravidade da depressão da medula óssea.

Holoxan com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém uma substância que leva a uma inibição da isoenzima CYP e, portanto, pode reduzir a ativação metabólica da ifosfamida e consequentemente o seu efeito. Por esta razão, os doentes tratados com ifosfamida devem evitar comer toranjas e/ou produtos ou bebidas com este fruto.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Foi demonstrado que a administração de ifosfamida durante a organogénese tem um efeito fetotóxico em ratinhos, ratos e coelhos e, portanto, pode causar danos no feto quando administrado a mulheres grávidas.

Existem apenas dados muito limitados sobre a utilização da ifosfamida durante a gravidez em humanos. Atraso do crescimento fetal e anemia neonatal foram notificados após a exposição a regimes de quimioterapia contendo ifosfamida durante a gravidez.

Vários desvios congénitos foram notificados após a utilização durante o primeiro trimestre de gravidez. Dados gerados com ciclofosfamida (outra oxazafosforina) em animais, sugerem um aumento do risco de falha na gravidez e as malformações podem persistir após a descontinuação do agente se existirem oócitos/folículos que foram expostas durante qualquer uma das fases de maturação.

Além disso, a exposição à ciclofosfamida tem sido notificada como causadora de aborto, malformações (após a exposição durante o primeiro trimestre) e efeitos neonatais, incluindo leucopenia, pancitopenia, grave hipoplasia da medula óssea, e gastroenterite.

Com base nos resultados de estudos em animais, relatos de casos humanos e mecanismo da substância de ação, o uso de ifosfamida durante a gestação, particularmente durante o primeiro trimestre, é desaconselhado. Em cada caso individual, os benefícios do tratamento deverão ser ponderados contra possíveis riscos para o feto.

Se a ifosfamida é usada durante a gravidez ou se a doente engravidar enquanto estiver a tomar este medicamento ou após o tratamento, a doente deve ser informada do potencial risco para o feto.

Amamentação

A ifosfamida passa para o leite materno e pode causar neutropenia, trombocitopenia, baixas concentrações de hemoglobina e diarreia nas crianças. A ifosfamida é contraindicada para a amamentação (ver secção 4.3).

Fertilidade

A ifosfamida interfere com a oogénese e a espermatogénese. Isso pode causar esterilidade em ambos os sexos. Ifosfamida pode provocar amenorréia transitória ou permanente em mulheres e oligospermia ou azoospermia em meninos durante a pré-puberdade. Os homens tratados com ifosfamida são informados antes do tratamento sobre a possibilidade de guardar e manter em condições adequado esperma pré- produzido.

Genotoxicidade

A ifosfamida é genotóxico e mutagénico em células germinais masculinas e femininas. Portanto, as mulheres não devem engravidar e os homens não devem gerar filhos durante o tratamento com ifosfamida.

Os homens não devem gerar uma criança até 6 meses após o final da terapia. Mulheres sexualmente ativas e os homens devem usar métodos contracetivos eficazes durante estes períodos de tempo.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Este medicamento pode diminuir a capacidade de conduzir veículos ou de manusear máquinas, particularmente no caso de administração concomitante de medicamento com ação ao nível do SNC ou consumo de álcool.

Como tomar Holoxan?

A ifosfamida deve ser administrada apenas por médicos com experiência com este medicamento.

Deve ter-se atenção para que a solução de ifosfamida pronta a usar não exceda a concentração de 4%.

A dosagem e duração do tratamento devem ser sempre adaptada às necessidades individuais, tendo em consideração o estado de saúde geral e os resultados da monitorização laboratorial.

Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Salvo outra indicação, recomenda-se o seguinte esquema terapêutico para a maioria das indicações:

Guia para as dosagens utilizadas para a maioria das indicações:

a) 8 - 12 g/m² igualmente fracionada como dose única diária durante 3-5 dias
a cada 2-4 semanas.  
b) 5 - 6 g/m² (máximo 10 g) dadas como uma perfusão de 24 horas a cada 3-4
semanas.  

A frequência da dosagem é determinada pelo grau de mielossupressão e do tempo necessário para a recuperação adequada da função da medula óssea. O número

habitual de ciclos é de 4, mas foram dados até 7 ciclos (6 por 24 horas de perfusão). Após recaída tem sido administrado novamente o tratamento.

Em combinação com outros agentes de toxicidade semelhante, pode ser necessária uma redução da dose ou o prolongamento dos intervalos sem terapia.

Durante ou imediatamente após a administração, deve ser ingerida ou perfundida uma quantidade adequada de líquidos para forçar a diurese, a fim de reduzir o risco de toxicidade urotelial. Ver secção 4.4.

Para a profilaxia da cistite hemorrágica, a ifosfamida deve ser utilizada em combinação com o mesna.

Os medicamentos para administração parentérica devem ser inspecionados visualmente quanto a partículas e descoloração antes da administração.

Antes da administração parentérica a substância tem de estar completamente dissolvida.

Doentes com insuficiência hepática

A dose pode ter que ser ajustada para doentes com insuficiência hepática (ver secção 4.4).

Recomendações relativas ao ajustamento da dose para doentes com mielodepressão

Contagem leucócitos / l Contagem trombócitos/ l Dosagem
4 000 100 000 100% da dose planeada
4 000 a 2 500 100 000 a 50 000 50% da dose planeada
2 500 50 000 Adiamento até normalização ou
    decisão individual

Idosos:

Em geral, a seleção da dose para um doente idoso deve ser cautelosa, refletindo a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e de doenças concomitantes ou outra terapia medicamentosa. (Ver secção 5.2)

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Quais são os efeitos secundários de Holoxan?

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Os seguintes efeitos indesejáveis e frequências são baseados em publicações sobre a experiência clínica com doses fracionadas de ifosfamida em monoterapia, com uma dose total de 4 a 12 g/m2 por ciclo.

A frequência dos efeitos indesejáveis é baseada na seguinte escala: Muito frequentes

(≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100, <1/10), pouco frequentes (≥ 1/1 000, <1/100), raros (≥ 1/10 000, <1/1 000), muito raros, (<1/10 000), desconhecido (reações adversas notificadas na experiência pós-comercialização)

                       
Classe de sistemas de Efeitos indesejáveis   Frequência    
órgãos segundo a base de            
dados MedDRA                    
INFEÇÕES E INFESTAÇÕES   Infeção *     Frequente    
  Pneumonia     Desconhecido    
            Sepsia (choque séptico )**   Desconhecido    
               
NEOPLASIAS BENIGNAS   Tumores secundários   Desconhecido    
MALIGNAS   E NÃO   -Carcinoma do trato urinário   Desconhecido    
ESPECIFICADAS   (INCL.   - Sindrome Mielodisplastica   Desconhecido    
QUISTOS E POLIPOS)     -Leucemia aguda***   Desconhecido    
            -Leucemia linfocitica aguda **   Desconhecido    
            -Linfoma (linfoma Não-Hodgkin) Desconhecido    
            -Sarcomas**   Desconhecido    
            -Carcinoma das células renais   Desconhecido    
            -Cancro da tiroide   Desconhecido    
                     
                   
            Progressão de malignidades subjacentes* Desconhecido    
                     
                   
DOENÇAS DO SANGUE E   Leucopenia1 (qualquer)   Muito frequente  
DO SISTEMA LINFÁTICO     Trombocitopenia2 (qualquer)   Muito frequente  
                   
                     
            Anemia3     Muito frequente  
                   
            Hematotoxicidade**   Desconhecido  
            Mielosupressão ****   Desconhecido  
                     
            Agranulocitose     Desconhecido  
            Aplasia de medula óssea febril   Desconhecido  
            Coagulação intravascular disseminada Desconhecido  
            Síndrome hemolítica urémica Desconhecido  
            Anemia   hemolítica Desconhecido  
            Anemia   neonatal Desconhecido  
            Metahemoglobinémia   Desconhecido  
DOENÇAS DO SISTEMA   Angioedema   ** Desconhecido  
IMUNITÁRIO         Reação   anafilática, Desconhecido  
            Imunossupressão   Desconhecido  
            Urticária     Desconhecido  
            Reação de hipersensibilidade   Desconhecido  
DOENÇAS ENDÓCRINAS     Sindrome secreção inadequada de Desconhecido  
            hormona antidiurética (SIADH)        
DOENÇAS     DO   Falta de apetite Frequente  
METABOLISMO   EDA   Síndrome de lise tumoral com acidose Desconhecido  
NUTRIÇÃO           metabólica     Desconhecido  
            Hipocalemia     Desconhecido  
            Hipocalcemia     Desconhecido  
            Hipofosfatemia     Desconhecido  
            Hiperglicemia     Desconhecido  
            Polidipsia          
PERTURBAÇÕES DO FORO   Ataque de pânico Desconhecido  
PSIQUIÁTRICO         Catatonia     Desconhecido  
               
  Mania         Desconhecido  
  Paranoia         Desconhecido  
  Ilusão,         Desconhecido  
  Delírio         Desconhecido  
  Bradifrenia         Desconhecido  
  Mutismo         Desconhecido  
  Alteração do estado mental Desconhecido  
  Ecolalia         Desconhecido  
  Logorreia         Desconhecido  
  Perseveração         Desconhecido  
  Amnésia         Desconhecido  
DOENÇAS DO SISTEMA Neurotoxicidade 4,5       Desconhecido  
NERVOSO -Toxicidade do sistema nervoso central Desconhecido  
  -Neuropatia     periférica Desconhecido  
  -Disartria         Desconhecido  
  -Convulsão       ** Desconhecido  
  -Estado de mal epilético (convulsivo e não Desconhecido  
  convulsivo)         Desconhecido  
  - Síndrome de leucoencefalopatia posterior Desconhecido  
  reversível         Desconhecido  
  -Leucoencefalopatia       Desconhecido  
  -Desordem     extrapiramidal Desconhecido  
  -Asterixis         Desconhecido  
  -Desordem   de movimento Desconhecido  
  -Polineuropatia       Desconhecido  
  -Disestesia         Desconhecido  
  -Hipoestesia         Desconhecido  
  -Parestesia         Desconhecido  
  -Neuralgia         Desconhecido  
  -Distúrbio   na   marcha Desconhecido  
  -Incontinência fecal       Desconhecido  
AFEÇÕES OCULARES Visão       turva Desconhecido  
  Deficiência       visual Desconhecido  
  Conjuntivite         Desconhecido  
  Irritação ocular       Desconhecido  
AFEÇÕES DO OUVIDO E DO Surdez         Desconhecido  
LABIRINTO Hipoacusia         Desconhecido  
  Vertigem         Desconhecido  
  Zumbido         Desconhecido  
CARDIOPATIAS Cardiotoxicidade6       Pouco frequente  
  -Arritmia         Desconhecido  
  Arritmia ventricular       Desconhecido  
  Fibrilhação ventricular**     Desconhecido  
  Taquicardia ventricular**     Desconhecido  
  Extrasistoles ventriculares     Desconhecido  
  Arritmia     supraventricular Desconhecido  
  Fibrilação atrial       Desconhecido  
  Flutter       atrial Desconhecido  
  Extrasistoles supraventriculares Desconhecido  
  Contrações atriais prematuras   Desconhecido  
                         
      - Bradicardia           Desconhecido  
      Parada     cardíaca   ** Desconhecido  
      Enfarto     do   miocárdio Desconhecido  
      Choque     cardiogénico   ** Desconhecido  
      Insuficiência   cardíaca   ** Desconhecido  
      Bloqueio   de ramo esquerdo Desconhecido  
      Bloqueio   de ramo   direito Desconhecido  
      Derrame         pericárdico Desconhecido  
      Hemorragia   do   miocárdio Desconhecido  
      Angina     de     peito Desconhecido  
      Insuficiência ventricular esquerda Desconhecido  
      Cardiomiopatia       ** Desconhecido  
      Cardiomiopatia congestiva       Desconhecido  
      Miocardite           ** Desconhecido  
      Pericardite             Desconhecido  
      Depressão         miocárdica Desconhecido  
      Palpitações           Desconhecido  
      Fração de ejeção diminuída ** Desconhecido  
      Eletrocardiograma do segmento ST anormal Desconhecido  
      Eletrocardiograma inversão da onda-T Desconhecido  
      Eletrocardiograma complexo QRS anormal Desconhecido  
VASCULOPATIAS     Hipotensão7           Pouco frequente  
      Embolismo       pulmonar Desconhecido  
      Trombose     venosa   profunda Desconhecido  
      Síndrome   de vazamento capilar Desconhecido  
      Vasculite             Desconhecido  
      Hipertensão           Desconhecido  
      Rubor             Desconhecido  
      Diminuição da pressão arterial     Desconhecido  
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS, Insuficiência   respiratória   ** Desconhecido  
TORÁCICAS, E DO Síndrome da angústia respiratória aguda ** Desconhecido  
MEDIASTINO     Hipertensão   pulmonar   ** Desconhecido  
      Doença pulmonar intersticial ** (que se Desconhecido  
      manifesta   por fibrose pulmonar) Desconhecido  
      Alveolite         alérgica, Desconhecido  
      Pneumonia       intersticial Desconhecido  
      Pneumonia         ** Desconhecido  
      Edema     pulmonar   ** Desconhecido  
      Derrame         pleural Desconhecido  
      Broncoespasmo         Desconhecido  
      Dispnéia             Desconhecido  
      Hipóxia             Desconhecido  
      Tosse             Desconhecido  
DOENÇAS     Náusea/Vómito         Muito frequente  
GASTROINTESTINAIS   Diarreia             Pouco frequente  
      Estomatite           Pouco frequente  
      Cegueira             Desconhecido  
      Colite             Desconhecido  
      Enterocolite           Desconhecido  
      Pancreatite           Desconhecido  
                 
      Íleus       Desconhecido  
      Hemorragia   gastrointestinal Desconhecido  
      Ulceração   da mucosa Desconhecido  
      Obstipação       Desconhecido  
      Dor     abdominal Desconhecido  
      Hipersecreção salivar     Desconhecido  
AFEÇÕES HEPATOBILIARES Hepatotoxicidade8     Frequente  
      Insuficiência   hepática ** Desconhecido  
      Hepatite fulminante ** Desconhecido  
      Doença hepática veno-oclusiva   Desconhecido  
      Trombose da veia porta Desconhecido  
      Hepatite citolítica     Desconhecido  
      Colestase       Desconhecido  
AFEÇÕES DOS TECIDOS Alopécia       Muito frequente  
CUTÂNEOS   E Dermatite       Raro  
SUBCUTÂNEOS   Erupção papular     Raro  
      Necrólise epidérmica tóxica Desconhecido  
      Síndrome   Stevens-Johnson Desconhecido  
      Síndrome eritrodisestesia palmo-plantar Desconhecido  
      Dermatite   pós-radiação Desconhecido  
      Necrose   da pele Desconhecido  
      Inchaço     facial Desconhecido  
      Petéquias       Desconhecido  
      Erupção       Desconhecido  
      -Erupção     macular Desconhecido  
      Prurido       Desconhecido  
      Eritema       Desconhecido  
      Hiperpigmentação da pele Desconhecido  
      Hiperidrose       Desconhecido  
      Mal-formação das unhas   Desconhecido  
AFEÇÕES     Rabdomiólise       Desconhecido  
MUSCULOSQUELÉTICAS E Osteomalácia       Desconhecido  
DOS TECIDOS Raquitismo       Desconhecido  
CONJUNTIVOS   Atraso no   crescimento Desconhecido  
      Mialgia       Desconhecido  
      Artralgia       Desconhecido  
      Dor nas extremidades Desconhecido  
      Espasmos musculares   Desconhecido  
DOENÇAS RENAIS E Cistite hemorrágica     Muito frequente  
URINÁRIAS     Hematúria       Muito frequente  
      Macro-hematúria     Muito frequente  
      Disfunção renal10     Muito frequente  
                 
      Lesão da estrutura renal   Muito frequente  
           
                 
      Síndrome   de Fanconi Desconhecido  
      Nefrite túbulo-intersticial   Desconhecido  
      Diabetes insipidus nefrogénico Desconhecido  
      Fosfatúria       Desconhecido  
      Aminoacidúria       Desconhecido  
      Poliúria       Desconhecido  
      Enurese       Desconhecido  
      Sensação de urina residual Desconhecido  
        Insuficiência renal aguda ** Desconhecido
        Insuficiência renal crónica **     Desconhecido
SITUAÇÕES NA GRAVIDEZ, Infertilidade       Desconhecido
NO PUERPÉRIO E Falência     ovárica Desconhecido
PERINATAIS     Menopausa   prematura Desconhecido
        Amenorreia       Desconhecido
        Distúrbio da ovulação Desconhecido
        Azoospermia       Desconhecido
        Oligospermia       Desconhecido
        Estrogênio sérico diminuido Desconhecido
        Gonadotrofina sérica aumentada   Desconhecido
AFEÇÕES CONGÉMITAS, Atraso no crescimento fetal     Desconhecido
FAMILIARES E GENÉTICAS          
           
PERTURBAÇÕES GERAIS E Flebite11       Frequente
ALTERAÇÕES NO LOCAL DE Febre neutropénica12     Frequente
ADMINISTRAÇÃO   Fadiga       Desconhecido
        Mal-estar       Desconhecido
        Falência de múltiplos órgãos ** Desconhecido
        Deterioração física   geral Desconhecido
        reações no local de injeção/perfusão ***** Desconhecido
        Dor no   peito Desconhecido
        Edema       Desconhecido
        Inflamação da   mucosa Desconhecido
        Dor       Desconhecido
        Pirexia       Desconhecido
        Arrepios       Desconhecido
                 

* Incluindo, assim como a reativação de infeções latentes, como a hepatite viral, Pneumocystis jiroveci, herpes zoster, Strongyloides, leucoencefalopatia multifocal progressiva e outras infeções virais e fúngicas.

  • Incluindo resultados fatais
  • Incluindo leucemia mieloide aguda, leucemia promielocítica aguda, leucemia linfocítica aguda, *;

**** Mielossupressão manifesta como falência da medula óssea,

***** Incluindo inchaço, inflamação, dor, eritema, sensibilidade, prurido;

1 Os seguintes termos de efeitos indesejáveis têm sido notificados para leucopenia: neutropenia, granulocitopenia, linfopenia e pancitopenia. Para neutropenia febril, veja abaixo.

2 A trombocitopenia também pode ser agravada por hemorragia. Sangramento com desfecho fatal foi notificado.

3 Inclui casos notificados como anemia e diminuição da hemoglobina/hematócrito. 4 Encefalopatia com coma e morte foi notificada.

5 Foi notificada toxicidade do sistema nervoso central manifestada pelos seguintes sinais e sintomas: comportamento anormal, instabilidade emocional, agressão, agitação, ansiedade, afasia, astenia, ataxia, síndrome cerebelar, deficiência da função cerebral, perturbação cognitiva, inconsciência/coma, estado de confusão, disfunção do nervo craniano, o estado deprimido de consciência, depressão, desorientação, tonturas, eletroencefalograma anormal, encefalopatia, efeito liso, alucinações, cefaleias, Ideação, letargia, perda de memória, mudanças de humor, disfunção motora, sintomas extrapiramidais (como espasmos contínuos, contrações musculares,

agitação motora, lentidão dos movimentos, movimentos irregulares), perda progressiva de reflexos do tronco cerebral, reação psicótica, inquietação, sonolência, tremor, incontinência urinária, convulsões, visão turva, perturbações de perceção.

6 A cardiotoxicidade foi notificada como insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia, edema pulmonar. Desfecho fatal foi notificado.

7 Notificada hipotensão levando ao choque e resultado fatal.

8 Notificada hepatotoxicidade como aumento das enzimas hepáticas, ou seja, alanina aspartato aminotransferase, aminotransferase, fosfatase alcalina, gama glutamil transferase ¬ desidrogenase e lactato, aumento da bilirrubina, icterícia, síndrome hepato-renal.

9 Frequência de cistite hemorrágica é estimada com base na frequência de hematúria. Notificados sintomas de cistite hemorrágica incluído disúria e polaquiúria.

10 A disfunção renal foi notificada manifestando-se como: insuficiência renal (incluindo insuficiência renal aguda, insuficiência renal irreversível; têm sido relatados resultados fatais), creatinina sérica aumentada, uréia aumentada, depuração de creatinina diminuída, acidose metabólica, anúria, oligúria, glicosúria, hiponatremia, uremia, depuração de creatinina aumentada. Dano estrutural renal foi relatado para ser manifestado como: necrose tubular aguda, lesão parenquimatosa renal, enzimúria, cilindrúria, proteinúria.

11 Inclui casos notificados como flebite e irritação das paredes venosas. 12 Frequência de neutropenia febril: Inclui casos como febre granulocitopênicos.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

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Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Holoxan?

Não conservar acima de 25ºC.

Conservar na embalagem de origem.

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após “VAL.”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

As soluções reconstituídas ou diluídas podem ser conservadas durante 24 horas no frigorífico (2°C - 8°C).

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É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Os frascos são embalados com ou sem um invólucro de plástico protetor. O invólucro de plástico protetor não entra em contacto com o medicamento e oferece proteção de transporte adicional, o que aumenta a segurança para o pessoal médico e farmacêutico.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Baxter Médico-Farmacêutica Lda. Sintra Business Park

Zona Industrial da Abrunheira Edifício 10

2710-089 Sintra Portugal

Fabricante

Simtra Deutschland GmbH

Kantstrasse 2,

33790 Halle/Künsebeck

Alemanha

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