Índice
O essencial
Depo-Medrol contém acetato de metilprednisolona. O acetato de metilprednisolona pertence a um grupo de medicamentos denominados corticosteroides ou esteroides. Os corticosteroides são produzidos naturalmente no organismo e são importantes para muitas funções corporais.
- Substância(s) ativa(s)
- Metilprednisolona
- Titular da autorização de introdução no mercado
- Laboratórios Pfizer
- Código ATC
- H02AB04
Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.
Publicidade
Folheto informativo
Para que é utilizado Depo-Medrol?
Depo-Medrol contém acetato de metilprednisolona. O acetato de metilprednisolona pertence a um grupo de medicamentos denominados corticosteroides ou esteroides.
Os corticosteroides são produzidos naturalmente no organismo e são importantes para muitas funções corporais.
A utilização de corticosteroides adicionais como o Depo-Medrol pode ajudar quando administrado por um médico ou enfermeiro, perto ou numa articulação, para tratar sintomas locais causados por situações inflamatórias ou reumáticas. Pode também ser injetado no músculo para ajudar a tratar problemas mais gerais (sistémicos) que afetam todo o corpo (por exemplo, sintomas causados por hipersensibilidade a um medicamento), problemas alérgicos, inflamatórios ou reumáticos.
Os corticosteroides são indicados numa série de doenças, nomeadamente:
- doenças endócrinas
- doenças reumáticas e do colagénio
- doenças dermatológicas
- estados alérgicos
- doenças oftalmológicas
- doenças gastrointestinais
- doenças respiratórias
- doenças hematológicas
- doenças neoplásicas
- estados edematosos
O seu médico pode utilizar este medicamento para tratar outras situações para além das listadas acima. Caso tenha dúvidas sobre a razão pela qual lhe foi receitado este medicamento, consulte o seu médico.
Publicidade
O que deve saber antes de tomar Depo-Medrol?
Não utilize Depo-Medrol:
- se pensa que pode ter sofrido uma reação alérgica, ou qualquer outro tipo de reação após a administração de Depo-Medrol ou de qualquer outro medicamento contendo corticosteroides; uma reação alérgica pode causar uma erupção na pele ou vermelhidão, inchaço da face ou lábios ou falta de ar;
- se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6);
- se lhe foi diagnosticada uma infeção fúngica sistémica.
Enquanto estiver em tratamento com este medicamento como imunossupressor, não pode ser vacinado com vacinas vivas ou vivas atenuadas.
Este medicamento não pode ser administrado a bebés prematuros ou recém-nascidos.
Se tiver alguma das situações acima descritas informe o seu médico imediatamente.
Este medicamento não pode ser administrado por:
- via intratecal;
- via intravenosa;
- via epidural.
Advertências e precauções
Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Informe o seu médico antes de tomar este medicamento caso apresente alguma das seguintes condições. O seu médico poderá ter que monitorizar o seu tratamento mais cuidadosamente, alterar a dose ou dar-lhe outro medicamento.
- Varicela, sarampo ou uma infeção de herpes no olho ou outra infeção. Se pensa que pode ter estado em contacto com alguém com varicela ou sarampo e ainda não teve nenhuma destas doenças, ou se não tem a certeza que as teve;
- O tratamento com Depo-Medrol pode comprometer a sua resistência a diferentes infeções, mascarar alguns sinais de infeções, piorar infeções atuais ou causar o reaparecimento ou agravamento de infeções antigas ou ocultas. Podem, também, surgir novas infeções durante a utilização de Depo-Medrol. Assim, é possível que surjam mais facilmente diferentes infeções, por ex. infeções causadas por fungos, vírus, bactérias ou parasitas, durante o tratamento. Estas infeções podem ser moderadas ou graves e, por vezes, levar à morte. O seu médico irá monitorizá-lo cuidadosamente quanto ao desenvolvimento de infeções e, se necessário, considerar a interrupção do tratamento ou a redução da dose;
- Infeções causadas por fungos, vírus, bactérias ou parasitas;
- Perturbações psiquiátricas (incluindo euforia, insónias, alterações do humor, alterações da personalidade, depressão grave, manifestações psicóticas ou ideação suicida). Isto inclui ter tido perturbações anteriormente enquanto tomou medicamentos esteroides como o Depo- Medrol;
- Diabetes;
- Convulsões;
- Glaucoma (aumento da pressão sanguínea no olho), ou outros problemas nos olhos;
- Problemas no coração, incluindo insuficiência cardíaca congestiva;
- Hipertensão (pressão sanguínea elevada) ou alterações nas gorduras do sangue (dislipidemias);
- Hipotiroidismo (tiroide com atividade diminuída);
- Doenças nos rins;
- Sarcoma de Kaposi (um tipo de cancro de pele);
- Problemas musculares graves (por ex., miastenia gravis, uma doença que causa músculos cansados e fracos);
- Osteoporose (ossos frágeis);
- Úlcera no estômago ou outros problemas graves no estômago, pâncreas ou intestino;
- Se tem tuberculose ou se teve tuberculose no passado;
- Se tem síndrome de Cushing;
- Feocromocitoma (tumor das células da glândula suprarrenal);
- Tendência a formar coágulos sanguíneos;
- Esclerodermia (também conhecida como esclerose sistémica, uma doença autoimune).
- Se tem uma tiroide hiperativa (hipertiroidismo).
Contacte o seu médico se apresentar visão turva ou outras perturbações visuais.
A utilização concomitante de anticoagulantes orais (medicamentos tomados por via oral para prevenir a coagulação do sangue) com Depo-Medrol pode aumentar o risco de hemorragia. Em alguns casos, também pode ocorrer redução do efeito dos anticoagulantes orais. O seu médico poderá ter de monitorizar frequentemente o seu risco de hemorragia através da realização de análises ao sangue adicionais durante o tratamento com Depo-Medrol. Além disso, se necessário, poderá ajustar a sua dose de Depo-Medrol.
Pode ocorrer síndrome de lise tumoral quando os corticosteroides são utilizados durante o tratamento de cancros. Informe o seu médico se tiver cancro e sintomas da síndrome de lise tumoral, como cãibras, fraqueza muscular, sentir-se confuso, batimento do coração irregular, perda ou alterações da visão e dificuldade em respirar.
Contacte o seu médico imediatamente se tiver fraqueza do músculo, dores musculares, cãibras musculares e rigidez muscular enquanto estiver a utilizar metilprednisolona. Podem ser sintomas de uma doença chamada paralisia periódica tirotóxica que pode ocorrer em doentes com uma tiroide hiperativa (hipertiroidismo) que estão a ser tratados com metilprednisolona. Pode precisar de tratamento adicional para controlar esta doença.
Crianças
Deve-se vigiar cuidadosamente o crescimento e desenvolvimento de lactentes e crianças a quem está a ser administrada terapêutica prolongada com corticosteroides. Pode ocorrer supressão do crescimento em crianças a receber uma terapêutica diária prolongada, com doses divididas de corticoides. A utilização desta terapêutica deve ser reservada unicamente aos casos mais graves.
Outros medicamentos e Depo-Medrol
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.
Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos, uma vez que podem afetar o modo de ação de Depo-Medrol ou do outro medicamento:
Anticoagulantes orais (medicamentos tomados por via oral para prevenir a coagulação do sangue)
Bloqueadores neuromusculares tais como pancurónio e vecurónio
Anticolinesterásicos utilizados para tratar a miastenia gravis
Antibióticos - tais como isoniazida, eritromicina, claritromicina, troleandomicina ou rifampicina
Antifúngicos utilizados para tratar infeções fúngicas, como cetoconazol ou itraconazol Antivíricos – tais como indinavir e ritonavir
Ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios não esteroides (também chamados AINE), tais como ibuprofeno, utilizado para tratar a dor ligeira a moderada
Anticonvulsivantes utilizados para tratar epilepsia como carbamazepina, fenobarbital e fenitoína
Imunossupressores – incluindo ciclosporina, ciclofosfamida e tacrolímus Antidiabéticos
Aprepitant e fosaprepitant – medicamentos usados para náuseas e vómitos Diltiazem – utilizado para problemas do coração ou pressão sanguínea elevada Contracetivos orais – utilizados para prevenir a gravidez
Aminoglutetimida
Diuréticos (agentes depletores de potássio)
Vacinas – informe o seu médico ou enfermeiro se foi vacinado recentemente ou se está prestes a ser vacinado. Não deve ser vacinado com vacinas vivas, ou vivas atenuadas, enquanto estiver a utilizar este medicamento como imunossupressor. As outras vacinas podem ser menos eficazes.
Alguns medicamentos podem potenciar os efeitos de Depo-Medrol e o seu médico poderá querer monitorizá-lo cuidadosamente se estiver a tomá-los, incluindo alguns medicamentos como os antivirais (ritonavir, indinavir) e potenciadores farmacocinéticos (cobicistate) utilizados para tratar as infeções por VIH.
Se está em terapêutica de longa duração para a diabetes, pressão arterial elevada ou retenção de líquidos, informe o seu médico, pois poderá ser necessário ajustar a dose dos medicamentos utilizados para tratar estas condições.
Antes de ser submetido a qualquer operação, informe o seu médico, dentista ou anestesista de que está a utilizar este medicamento.
Se necessitar de efetuar algum exame ou análise sanguínea prescritos pelo seu médico ou num hospital, é importante que informe o seu médico ou enfermeiro que está a utilizar Depo- Medrol. Este medicamento pode afetar o resultado de alguns exames.
Depo-Medrol com alimentos e bebidas
Não tome sumo de toranja durante o tratamento com Depo-Medrol.
Gravidez, amamentação e fertilidade
Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico antes de utilizar este medicamento.
Não se recomenda a utilização de Depo-Medrol durante a gravidez e amamentação, exceto em casos de absoluta necessidade.
Os corticosteroides passam para o leite humano pelo que as mulheres em tratamento com Depo-Medrol devem ser aconselhadas a não amamentar.
Em estudos em animais os corticosteroides têm demonstrado reduzir a fertilidade.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Podem ocorrer efeitos indesejáveis tais como tonturas, vertigens, perturbações visuais e fadiga após o tratamento com corticosteroides. Se tiver estes sintomas, não deve conduzir nem utilizar máquinas.
Depo-Medrol contém sódio
Depo-Medrol contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por ml, ou seja, é praticamente
“isento de sódio”.
Como tomar Depo-Medrol?
Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Depo-Medrol ser-lhe-á administrado por um médico ou um enfermeiro.
O Depo-Medrol é uma suspensão injetável para administração por via intramuscular, via periarticular, via intrassinovial, via intra-articular, uso intralesional e via retal (instilação retal).
Informação sobre a posologia
O seu médico irá decidir qual o local de injeção, a quantidade de medicamento e quantas injeções irá receber dependendo da situação para a qual está a ser tratado e da sua gravidade. O seu médico irá administrar-lhe a menor dose durante o menor tempo possível para ter o alívio efetivo dos seus sintomas.
Se utilizar mais Depo-Medrol do que deveria
Não há síndrome clínico de sobredosagem aguda com Depo-Medrol. Em caso de sobredosagem o tratamento deve ser sintomático.
Caso se tenha esquecido de utilizar Depo-Medrol
Uma vez que este medicamento lhe será administrado sob cuidadosa supervisão médica, é pouco provável que não lhe tenha sido administrada uma dose. No entanto, deverá informar o seu médico se pensar que não lhe foi administrada uma dose.
Se parar de utilizar Depo-Medrol
Não interrompa o tratamento nem reduza a dose sem o conselho do seu médico. O seu médico aconselhá-lo-á sobre o modo de descontinuar Depo-Medrol gradualmente.
Terá que parar de utilizar Depo-Medrol, lentamente, para evitar sintomas de privação. Estes sintomas podem incluir falta de apetite, náuseas, vómitos, apatia, dor de cabeça, febre, dores nos músculos e nas articulações, descamação da pele, perda de peso e pressão sanguínea baixa.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Publicidade
Quais são os efeitos secundários de Depo-Medrol?
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Quanto à frequência os efeitos indesejáveis podem ser:
- muito frequentes (podem afetar mais de 1 doente em cada 10);
- frequentes (podem afetar entre 1 a 10 doentes em cada 100);
- pouco frequentes (podem afetar entre 1 a 10 doentes em cada 1000);
- raro (podem afetar até 1 em cada 1000 doentes);
- desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
Infeções e infestações Frequentes: Infeção
Desconhecido: Infeção oportunista, infeção no local de injeção, peritonite (inflamação do revestimento da cavidade abdominal)
Doenças do sangue e do sistema linfático
Desconhecido: Aumento das células brancas sanguíneas (leucócitos)
Doenças do sistema imunitário
Desconhecido: Alergia a fármacos, reação anafilática e anafilactoide (reação alérgica grave)
Doenças endócrinas Frequentes: Cushingoide
Desconhecido: Diminuição da função da glândula da hipófise, síndrome de abstinência de esteroides
Doenças do metabolismo e da nutrição
Frequentes: Tolerância à glucose alterada; retenção de sódio, retenção de líquidos, aumento da necessidade de insulina (ou de agentes hipoglicémicos nos diabéticos)
Desconhecido: Alcalose hipocalémica, dislipidemia (alteração nos níveis de determinadas gorduras do sangue), aumento do apetite (que pode resultar num aumento de peso), acumulação de tecido adiposo em partes localizadas do corpo, excesso de acidez no sangue
Perturbações do foro psiquiátrico
Frequentes: Perturbação afetiva (incluindo humor depressivo, humor eufórico). Os seguintes eventos foram mais frequentes em crianças: oscilações do humor, comportamento estranho, dificuldade em dormir, irritabilidade (em crianças)
Desconhecido: Perturbação afetiva (incluindo instabilidade afetiva, dependência de fármacos, pensamento suicida), perturbação psicótica [incluindo mania, delírio, alucinação e esquizofrenia (agravamento)], estado confusional, perturbação mental, ansiedade, alteração de personalidade, oscilações do humor, comportamento anormal, dificuldade em dormir, irritabilidade (em adultos)
Doenças do sistema nervoso
Desconhecido: Pressão intracraniana aumentada [com edema da papila ótica (hipertensão intracraniana benigna)], convulsão, perda de memória, alteração cognitiva, tonturas, dor de cabeça
Afeções oculares
Frequentes: Cataratas (opacidade no cristalino do olho), glaucoma (aumento da pressão do globo ocular)
Desconhecido: Exoftalmia (protuberância do olho para fora da órbita), casos raros de cegueira associada a terapêutica intralesional ao redor da face e da cabeça, doença da retina e da membrana coroide, visão turva
Afeções do ouvido e do labirinto
Desconhecido: Vertigens
Doenças cardíacas
Desconhecido: Insuficiência cardíaca congestiva (em doentes suscetíveis)
Vasculopatias
Frequentes: Tensão arterial elevada
Desconhecido: Bloqueio de um vaso sanguíneo por coágulos, tensão arterial baixa, aumento da coagulação do sangue; calor e vermelhidão da pele (afrontamento)
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Desconhecido: Bloqueio da artéria pulmonar ou de um dos seus ramos por coágulos, soluços
Doenças gastrointestinais
Frequentes: Úlcera péptica (com possível perfuração de úlcera péptica e hemorragia de úlcera péptica)
Desconhecido: Hemorragia no estômago, perfuração intestinal, inflamação do pâncreas, esofagite ulcerosa, esofagite (inflamação da mucosa que cobre o interior do esófago), dor abdominal, distensão abdominal, diarreia, dispepsia (dor ou mal-estar na parte alta do abdómen), náuseas
Afeções hepatobiliares
Desconhecido: A metilprednisolona pode causar lesões no seu fígado e têm sido comunicados casos de hepatite e aumento das enzimas hepáticas
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Frequentes: Equimose (pequenas lesões de cor roxa), acne
Desconhecido: Angioedema, petéquias, atrofia cutânea, estrias na pele, hiperpigmentação da pele, hipopigmentação da pele, hirsutismo (aumento da pilosidade), erupção na pele, eritema, comichão, urticária, hiperidrose (transpiração aumentada), inflamação do tecido adiposo sob a pele, que pode causar endurecimento da pele e possivelmente o desenvolvimento de nódulos ou manchas vermelhas dolorosas (paniculite), que foi notificada após redução da dose ou interrupção do tratamento prolongado com dose elevada e, na maioria dos casos, resolve-se espontaneamente.
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Frequentes: Atraso no crescimento, osteoporose (diminuição da massa óssea), fraqueza nos músculos
Desconhecido: Osteonecrose, fratura patológica, atrofia muscular, miopatia, artropatia neuropática, dor nas articulações, dor nos músculos, exacerbação da dor pós-injeção (um aumento temporário da dor no local da injeção)
Doenças dos órgãos genitais e da mama
Desconhecido: Menstruação irregular
Perturbações gerais e alterações no local de administração Frequentes: Dificuldade de cicatrização, edema periférico
Desconhecido: Reação no local da injeção, abcesso estéril, fadiga, mal-estar geral
Exames complementares de diagnóstico Frequentes: Potássio sanguíneo diminuído
Desconhecido: Alanina aminotransferase aumentada, aspartato aminotransferase aumentada, fosfatase alcalina no sangue aumentada, tensão intraocular aumentada, tolerância aos hidratos de carbono diminuída; cálcio na urina aumentado, supressão das reações aos testes cutâneos, ureia no sangue aumentada
Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicações
Desconhecido: Rutura de tendão (particularmente do tendão de Aquiles), fratura da coluna vertebral por compressão
Comunicação de efeitos indesejáveis
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F. através de:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)
ou através dos seguintes contactos:
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa
Tel: +351 21 798 73 73
Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt
Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Como conservar Depo-Medrol?
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Conservar o medicamento a temperatura inferior a 30°C.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Mais informações sobre Depo-Medrol
Qual a composição de Depo-Medrol
A substância ativa é o acetato de metilprednisolona.
Os outros componentes são: macrogol 3350, cloreto de sódio (ver secção 2 " Depo-Medrol contém sódio"), cloreto de miristil-gama-picolínio, hidróxido de sódio (ver secção 2 " Depo- Medrol contém sódio"), ácido clorídrico e água para preparações injetáveis.
Qual o aspeto de Depo-Medrol e conteúdo da embalagem
Depo-Medrol apresenta-se como uma suspensão estéril.
Depo-Medrol apresenta-se em embalagens de:
- 1 Seringa pré-cheia contendo 2 ml (80 mg)
- 3 Frascos para injetáveis contendo 1 ml (40 mg)
- 5 Frascos para injetáveis contendo 1 ml (40 mg)
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Laboratórios Pfizer, Lda.
Lagoas Park, Edifício 10
2740-271 Porto Salvo
Portugal
Fabricante
Pfizer Manufacturing Belgium
Rijksweg 12
2870 Puurs-Sint-Amands
Bélgica
Este folheto foi revisto pela última vez em.
__________________________________________________________________________
A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
Consulte o Resumo das Características do Medicamento (RCM) para informação adicional.
Modo de administração: via intramuscular, via periarticular, via intrassinovial, via intra-articular, uso intralesional e via retal (instilação retal).
O frasco para injetáveis deve ser vigorosamente agitado antes da utilização de forma a assegurar que a dose a administrar se encontra uniformemente suspensa.
Seringa pré-cheia para administração única: agitar vigorosamente de modo a obter uma suspensão uniforme.
1- Remover a tampa;
2- Colocar a agulha usando técnica asséptica;
3- Remover o protetor da agulha.
A seringa está agora pronta para ser usada.
Incompatibilidades
Devido a possíveis incompatibilidades físicas, o Depo-Medrol suspensão injetável não deve ser diluído ou misturado com outras soluções. Sempre que a solução e a embalagem o permitam, os fármacos destinados a administração parentérica devem ser inspecionados visualmente para deteção de partículas e coloração, antes da administração.
Posologia
A. Administração para efeito local
A terapêutica com Depo-Medrol não evita a instituição de terapêutica convencional. Apesar deste meio de tratamento aliviar os sintomas, não tem atividade curativa sobre o agente etiológico da inflamação.
1. Doença reumatoide e osteoartrite - A dose para administração intra-articular depende do tamanho da articulação e varia com a gravidade da situação a tratar em cada doente. Em casos
crónicos, as injeções podem ser repetidas com intervalos que variam de uma a cinco ou mais semanas dependendo do grau de alívio obtido após a injeção inicial. As doses descritas no quadro seguinte constituem um guia posológico:
| TAMANHO DA | EXEMPLOS | DOSE |
| ARTICULAÇÃO | ||
| Grande | Joelho, tornozelo, ombro | 20 a 80 mg |
| Média | Cotovelo, pulso | 10 a 40 mg |
| Pequena | Metacarpofalângica, interfalângica, | 4 a 10 mg |
| esternoclavicular e acromioclavicular |
TÉCNICA:
Recomenda-se o estudo anatómico da articulação antes de se tentar uma injeção intra-articular. Para obtenção do efeito anti-inflamatório completo é importante que a injeção seja feita no espaço sinovial. Empregando a mesma técnica estéril da punção lombar, inserir uma agulha de 20 a 24 G (em seringa seca) rapidamente na cavidade sinovial. Uma infiltração de procaína é eletiva. A aspiração de apenas algumas gotas de fluido articular prova que a agulha penetrou no espaço pretendido. O local da injeção é determinado pelo ponto onde a cavidade sinovial é mais superficial, menos vascularizada e menos enervada. Com a agulha na posição, retira-se a seringa de aspiração e substitui-se por outra seringa contendo a quantidade desejada de Depo-Medrol. Aspira-se novamente um pouco de líquido sinovial para nos certificarmos de que a agulha continua na posição correta. Após a injeção faz-se a mobilização passiva da articulação para promover a mistura do líquido sinovial com a suspensão. Cobre-se o local com uma compressa esterilizada.
O joelho, tornozelo, pulso, cotovelo, ombro, as articulações falângicas e a coxa são bons locais para injeção intra-articular. Na coxa devem tomar-se precauções para evitar os grandes vasos desta área. As articulações que não se podem utilizar para injeção intra-articular são as anatomicamente inacessíveis tais como: articulações da coluna e as desprovidas de espaço sinovial, como as sacroilíacas. Em regra, o insucesso terapêutico resulta da impossibilidade de acesso ao espaço sinovial. A injeção nos tecidos circundantes proporciona pouco ou nenhum alívio. Quando se verifica insucesso, apesar da injeção ter sido administrada no espaço sinovial em regra, é irrelevante repetir o esquema posológico.
A terapêutica local não altera o processo patológico subjacente e, sempre que possível, deve ser acompanhada por fisioterapia e correção ortopédica.
Após a terapêutica intra-articular com esteroides, deverá evitar-se o trabalho excessivo das articulações nas quais se obteve benefício sintomático. Se não forem tomadas as devidas precauções pode ocorrer um aumento na deterioração das articulações o que anulará os efeitos benéficos do esteroide.
As articulações instáveis não se devem injetar. Injeções intra-articulares repetidas podem provocar em alguns casos instabilidade nas articulações. Em casos especiais sugerem-se exames radiológicos para rastreio de deterioração.
Se se usar um anestésico local antes da injeção de Depo-Medrol devem respeitar-se as observações incluídas no folheto informativo.
2. Bursite
Desinfeta-se o local da injeção e anestesia-se com cloridrato de procaína a 1%. Introduz-se na bolsa uma agulha de 20 a 24 G e aspira-se o líquido sinovial com uma seringa. Com a seringa em posição, muda-se de seringa, substituindo a seringa de aspiração por outra seringa contendo a quantidade desejada de Depo-Medrol, e injeta-se a dose necessária. Após a injeção retira-se a agulha e cobre-se o local com uma compressa.
3. Outros: quistos Sinoviais, tendinites, epicondilites
No tratamento de situações tais como tendinites ou tenossinovites, deve ter-se cuidado em aplicar um antisséptico eficaz sobre a pele e injetar a suspensão na bainha tendinosa e não no tecido tendinoso. O tendão palpa-se facilmente em extensão. Devido à ausência de uma verdadeira bainha tendinosa no tendão de Aquiles, não se deve utilizar o Depo-Medrol nesta situação. Ao tratar situações como a epicondilite deve definir-se cuidadosamente a área mais sensível à dor, injetando a suspensão na zona. Para os quistos sinoviais das bainhas tendinosas a suspensão é injetada diretamente no quisto. Em muitos casos uma única injeção proporciona uma redução marcada no volume do quisto que pode mesmo regredir. As precauções de assepsia habituais devem ser observadas em cada injeção.
A dose para o tratamento destas situações varia em cada caso entre 4 e 30 mg. Nas situações crónicas ou recorrentes pode ser necessário repetir as injeções.
4. Injeções de ação local em situações dermatológicas
Após a desinfeção com um antissético apropriado como álcool a 70%, injetam-se na lesão 20 a 60 mg. Pode ser necessário distribuir as doses entre 20 a 40 mg, em injeções locais repetidas no caso de grandes lesões. Deve ter-se cuidado em evitar a injeção de quantidade passível de provocar descoloração, pois há a probabilidade de aparecimento de uma zona necrosada. Em regra, utilizam-se 1 a 4 injeções variando o intervalo entre elas com o tipo de lesão, duração e grau de melhoras registadas.
B. Administração para efeito sistémico
A posologia para administração intramuscular varia com a situação a tratar. Quando se deseja um efeito prolongado a dose semanal pode ser calculada multiplicando a dose oral diária por sete, e administrada de uma só vez por injeção intramuscular.
O esquema posológico deve ser individualizado de acordo com a gravidade da doença e resposta do doente. Para recém-nascidos e crianças a posologia deve ser reduzida, mas deverá ser determinada mais pela gravidade da situação clínica do que pela observância da relação indicada pela idade ou pelo peso corporal.
A terapêutica hormonal é um adjuvante e não um substituto da terapêutica convencional. A posologia deve ser diminuída ou abandonada gradualmente sempre que o fármaco for administrado mais que alguns dias. A gravidade, o prognóstico, possível duração da doença e reação do doente à medicação são os principais fatores determinantes da posologia. Se ocorrer um período de remissão espontânea numa situação crónica a terapêutica deve ser abandonada. Durante uma terapêutica prolongada devem realizar-se exames laboratoriais de rotina tais como: análise de urina, glicémia pós-prandial, Raio X tórax, determinação da pressão arterial e peso corporal. Doentes com antecedentes de úlcera ou apresentando dispepsia significativa devem realizar Raio X do trato gastrointestinal superior.
Nos doentes com síndrome adrenogenital pode ser suficiente uma injeção intramuscular de 40 mg de 2 em 2 semanas. A dose de manutenção para os doentes com artrite reumatoide varia entre 40 e 120 mg por semana, por via intramuscular. Para as lesões dermatológicas a dose intramuscular semanal pode variar entre 40 e 120 mg durante um período de tratamento de 1 a 4 semanas. Nas dermatites agudas e graves, pode obter-se alívio 8 a 12 horas após a administração de uma única dose de 80 a 120 mg. Nas dermatites de contacto crónicas podem ser necessárias injeções repetidas com intervalos de 5 a 10 dias. Na dermatite seborreica pode bastar uma dose semanal de 80 mg para controlar a situação.
Nos doentes asmáticos pode obter-se alívio entre 6 a 48 horas, podendo durar desde vários dias até 2 semanas, apenas com uma injeção intramuscular de 80 a 120 mg. No caso do aparecimento de sinais de stress associados à situação sob tratamento deve aumentar-se a posologia. Caso seja necessário um efeito hormonal intenso e rápido recomenda-se a
administração intravenosa de succinato sódico de metilprednisolona, dada a sua elevada solubilidade.
C. Administração por instilação retal (via retal)
Depo-Medrol em doses de 40 a 120 mg administrado em enemas de retenção ou por gota-a-gota contínuo, 3 a 7 vezes por semana, durante duas ou mais semanas, demonstrou ser uma terapêutica adjuvante útil no tratamento de alguns doentes com colite ulcerosa. Muitos doentes podem ser controlados com 40 mg de Depo-Medrol administrado em 30 a 300 ml de água, dependendo do grau de envolvimento da mucosa inflamada. Devem instituir-se outras medidas terapêuticas convencionais.
Princípios editoriais
Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.


