Índice
O essencial
O que é Sugamadex Sandoz Sugamadex Sandoz contém a substância ativa sugamadex. Sugamadex Sandoz é considerado como sendo um Agente de Ligação Seletivo dos Relaxantes, uma vez que apenas funciona com relaxantes musculares específicos, brometo de rocurónio ou brometo de vecurónio.
- Substância(s) ativa(s)
- Sugamadex
- Titular da autorização de introdução no mercado
- Sandoz Farmacêutica
- Código ATC
- V03AB35
Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.
Publicidade
Folheto informativo
Para que é utilizado Sugamadex Sandoz?
O que é Sugamadex Sandoz
Sugamadex Sandoz contém a substância ativa sugamadex. Sugamadex Sandoz é considerado como sendo um Agente de Ligação Seletivo dos Relaxantes, uma vez que apenas funciona com relaxantes musculares específicos, brometo de rocurónio ou brometo de vecurónio.
Para que é utilizado Sugamadex Sandoz
Quando é submetido a alguns tipos de operações, os seus músculos devem estar em relaxamento completo. Isto torna mais fácil a operação pelo cirurgião. Para isso, a anestesia geral que lhe é administrada inclui medicamentos para fazer o relaxamento dos seus músculos. Estes medicamentos são chamados relaxantes musculares, e os exemplos incluem o brometo de rocurónio e o brometo de vecurónio. Como estes medicamentos também fazem o relaxamento dos seus músculos respiratórios, precisará de ajuda para respirar (ventilação artificial) durante e após a operação até que possa respirar por si próprio novamente.
Sugamadex Sandoz é usado para acelerar a recuperação dos seus músculos após uma operação para permitir que, possa respirar sozinho mais rapidamente. Para tal combina-se com o brometo de rocurónio ou o brometo de vecurónio no seu organismo. Pode ser utilizado em adultos sempre que brometo de rocurónio ou brometo de vecurónio são utilizados.
Pode ser utilizado em recém-nascidos, lactentes, crianças pequenas, crianças e adolescentes (desde o nascimento até aos 17 anos de idade) quando é usado brometo de rocurónio.
Publicidade
O que deve saber antes de tomar Sugamadex Sandoz?
Não lhe deve ser administrado Sugamadex Sandoz
se tem alergia ao sugamadex ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na
secção 6).
→ Informe o seu anestesista se isto se aplica a si.
Advertências e precauções
Fale com o seu anestesista antes de lhe ser administrado Sugamadex Sandoz
- se tem ou teve no passado uma doença renal. Isto é importante porque Sugamadex Sandoz é removido do seu corpo pelos rins.
- se tem uma doença hepática ou já teve no passado.
- se faz retenção de fluidos (edema).
se tem doenças que se sabe que aumentam o risco de hemorragia (alterações na coagulação sanguínea) ou medicação anticoagulante.
Outros medicamentos e Sugamadex Sandoz
Informe o seu anestesista se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Sugamadex Sandoz pode afetar outros medicamentos ou ser afetado por eles.
Alguns medicamentos reduzem o efeito de Sugamadex Sandoz.
É especialmente importante que diga ao seu anestesista se tomou recentemente:
- toremifeno (utilizado no tratamento do cancro da mama)
- ácido fusídico (um antibiótico)
Sugamadex Sandoz pode afetar os contracetivos hormonais
Sugamadex Sandoz pode tornar menos eficazes os contracetivos hormonais - incluindo a “Fílula”, anel vaginal, implantes ou o sistema hormonal intrauterino (SIU) - porque reduz a quantidade da hormona progestagénio. A quantidade de progestagénio perdida pelo uso de Sugamadex Sandoz é aproximadamente a mesma que a de uma dose esquecida de um contracetivo oral.
- Se está a tomar a Pílula no mesmo dia em que Sugamadex Sandoz lhe é administrado, deve seguir as instruções dadas para uma dose esquecida no Folheto Informativo da Pílula.
- Se está a usar outros contracetivos hormonais (por exemplo, anel vaginal, implante ou SIU), deverá usar um outro método contracetivo não hormonal (tal como o preservativo) durante os 7 dias seguintes e seguir os conselhos do Folheto Informativo.
Efeitos nos testes sanguíneos
Em geral, Sugamadex Sandoz não tem efeito sobre os testes laboratoriais. No entanto, pode afetar os resultados de um teste sanguíneo para uma hormona denominada progesterona. Fale com o seu médico se os seus valores de progesterona precisam de ser controlados no mesmo dia que receber Sugamadex Sandoz.
Gravidez e amamentação
Informe o seu anestesista se está grávida ou pode estar grávida ou se está a amamentar.
Pode ainda ser-lhe administrado Sugamadex Sandoz, mas precisa de discutir previamente este assunto. Não se sabe se o sugamadex pode passar para o leite materno. O seu anestesista irá ajudá-la a decidir se deve parar a amamentação, ou abster-se da terapêutica com sugamadex, considerando o benefício da amamentação para o bebé e o benefício de Sugamadex Sandoz para a mãe.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Sugamadex Sandoz não tem efeitos conhecidos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Sugamadex Sandoz contém sódio
Este medicamento contém até 9,7 mg de sódio (principal componente de sal de cozinha/sal de mesa) em cada ml. Um frasco para injetáveis de 2 ml do medicamento contém menos do que 23 mg de sódio, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
Um frasco para injetáveis de 5 ml do medicamento contém até 48,5 mg de sódio (principal componente do sal de cozinha/sal de mesa) por frasco para injetáveis. Isto é equivalente a 2,5% da ingestão diária máxima recomendada de sódio para um adulto.
Como tomar Sugamadex Sandoz?
Sugamadex Sandoz ser-lhe-á administrado pelo seu anestesista ou sob a supervisão do seu anestesista.
A dose
O seu anestesista irá determinar a dose de Sugamadex Sandoz que precisa com base:
- no seu peso corporal
- na quantidade de relaxante muscular que ainda exerce efeito.
A dose habitual é 2-4 mg por kg de peso corporal para doentes de qualquer idade. A dose de 16 mg/kg pode ser usada em adultos se for necessária uma recuperação urgente do relaxamento muscular.
Como é administrado Sugamadex Sandoz
Sugamadex Sandoz ser-lhe-á administrado pelo seu anestesista. É administrado como uma injeção única através de uma via intravenosa.
Se lhe for administrado mais Sugamadex Sandoz do que deveria
Como o seu anestesista irá monitorizar cuidadosamente a sua situação, é pouco provável que lhe seja administrado demasiado Sugamadex Sandoz. Mas mesmo que isso aconteça, é pouco provável que cause quaisquer problemas.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu anestesista ou com outro médico.
Publicidade
Quais são os efeitos secundários de Sugamadex Sandoz?
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Se estes efeitos indesejáveis ocorrerem enquanto está sob anestesia, eles serão observados e tratados pelo seu anestesista.
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)
- Tosse
- Dificuldades nas vias respiratórias que podem incluir tosse ou movimentos como se estivesse a acordar ou a respirar fundo
- Anestesia ligeira – poderá começar a sair do sono profundo e, portanto, ter necessidade de mais anestésico. Isto pode fazer com que se mova ou tussa no fim da operação
- Complicações durante o procedimento tais como alterações na frequência cardíaca, tosse ou movimento
- Diminuição da tensão arterial devido à intervenção cirúrgica
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)
- Falta de ar devido a cãibras musculares das vias aéreas (broncospasmo) em doentes com história de problemas pulmonares
-
Reações alérgicas (hipersensibilidade ao medicamento) – tais como erupção cutânea, vermelhidão, inchaço da língua e/ou garganta, falta de ar, alterações da tensão arterial ou ritmo cardíaco, originando por vezes uma diminuição grave da tensão arterial. As reações alérgicas graves ou do tipo alérgicas podem pôr em risco a vida.
As reações alérgicas foram notificadas mais frequentemente em voluntários saudáveis conscientes - Retorno do relaxamento muscular após a operação
Frequência desconhecida
Pode ocorrer uma desaceleração grave do coração e um abrandamento do coração até à paragem cardíaca quando é administrado Sugamadex Sandoz
Comunicação de efeitos indesejáveis
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)
ou através dos seguintes contactos:
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa
Tel: +351 21 798 73 73
Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt
Como conservar Sugamadex Sandoz?
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no frasco para injetáveis e na embalagem exterior, após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não congelar. Manter o frasco na embalagem exterior para proteger da luz.
Após primeira abertura
Após a primeira abertura, a estabilidade física e química foi demonstrada por um período de 96 horas entre 2 °C e 8 °C, protegido da luz e entre 20 ºC e 25 °C sem proteção da luz (remoção da solução com uma agulha ou ponta para injeção).
Além disso, a solução injetável, retirada como descrito acima, é química e fisicamente estável em seringas de polipropileno durante 96 horas a 2 °C-8 °C com proteção da luz e a 20 °C- 25 °C sem proteção da luz.
Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser administrado imediatamente. Caso contrário, as condições e o tempo de conservação, antes da utilização, são da responsabilidade do utilizador e, habitualmente, não deverão ultrapassar as 24 horas a uma temperatura entre 2 e 8 °C, com exceção dos casos em que a abertura e a recolha foram efetuadas sob condições de assepsia controladas e validadas.
Após diluição
Após diluição, a estabilidade física e química foi demonstrada por um período de 48 horas entre 2 °C e 25 °C. Do ponto de vista microbiológico, a solução diluída deve ser administrada imediatamente. Se não for utilizada imediatamente, as condições e o tempo de conservação são da responsabilidade do utilizador e, normalmente, não deve ser superior a 24 horas a uma temperatura entre 2 e 8 °C, com exceção dos casos em que a diluição foi efetuada sob condições de assepsia controladas e validadas.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Mais informações sobre Sugamadex Sandoz
Qual a composição de Sugamadex Sandoz
-
A substância ativa é o sugamadex
Cada ml de solução injetável contém sugamadex sódico equivalente a 100 mg de sugamadex.
Cada frasco para injetáveis de 2 ml contém sugamadex sódico equivalente a 200 mg de sugamadex.
Cada frasco para injetáveis de 5 ml contém sugamadex sódico equivalente a 500 mg de sugamadex. - Os outros componentes são água para injetáveis, ácido clorídrico concentrado e/ou hidróxido de sódio.
Qual o aspeto de Sugamadex Sandoz e conteúdo da embalagem
Sugamadex Sandoz é uma solução injetável. É uma solução transparente e incolor a ligeiramente amarelo-acastanhada, praticamente isenta de partículas visíveis, contida em frascos para injetáveis transparentes de vidro tipo I com rolha de borracha cinzenta.
Encontra-se disponível em três apresentações diferentes, contendo ou 10 frascos para injetáveis com 2 ml ou 10 frascos para injetáveis com 5 ml ou 1 frasco para injetáveis com 5 ml de solução injetável.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da autorização de Introdução no Mercado:
Sandoz Farmacêutica, Lda.
Quinta da Fonte, Rua dos Malhões, n.º 5 Edifício Q56 D. Pedro I, Piso 0 2770-071 Paço de Arcos
Portugal
Fabricante:
Lek Pharmaceuticals d.d. Verovškova 57
1526 Ljubljana Eslovénia
Este folheto foi revisto pela última vez em 10/2025.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
Para informação pormenorizada, consultar o Resumo das Características do Medicamento de Sugamadex Sandoz.
Indicações terapêuticas e posologia
Reversão do bloqueio neuromuscular induzido pelo rocurónio ou pelo vecurónio em adultos.
Para a população pediátrica: sugamadex é apenas recomendado para a reversão de rotina do bloqueio induzido pelo rocurónio em doentes pediátricos desde o nascimento até 17 anos de idade.
Sugamadex deverá ser apenas administrado por, ou sob a supervisão de um anestesista. Recomenda-se a utilização de uma técnica apropriada de monitorização neuromuscular para monitorizar a recuperação do bloqueio neuromuscular (ver RCM, secção 4.4).
Adultos
Reversão de rotina:
- recomendada uma dose de 4 mg/kg de sugamadex se a recuperação tiver atingido, pelo menos, 1-2 contagens pós-tetânica (PTC), após o bloqueio induzido pelo rocurónio ou pelo vecurónio. O tempo mediano para recuperação da relação T4/T1 para 0,9 é de, aproximadamente, 3 minutos (ver RCM, secção 5.1).
- recomendada uma dose de 2 mg/kg de sugamadex se a recuperação espontânea tiver ocorrido até, pelo menos, ao reaparecimento de T2 após o bloqueio induzido pelo rocurónio ou pelo vecurónio. O tempo mediano para recuperação da relação T4/T1 para 0,9 é de, aproximadamente, 2 minutos (ver RCM, secção 5.1).
A utilização das doses recomendadas para reversão de rotina resultará num tempo mediano ligeiramente mais rápido para recuperação da relação T4/T1 para 0,9 do bloqueio neuromuscular induzido pelo rocurónio quando comparado com o vecurónio (ver RCM, secção 5.1).
Reversão imediata após bloqueio induzido pelo rocurónio:
Se existir uma necessidade clínica de reversão imediata após administração de rocurónio, é recomendada uma dose de 16 mg/kg de sugamadex. Quando é administrada uma dose de 16 mg/kg de sugamadex 3 minutos após um bólus de 1,2 mg/kg de brometo de rocurónio, pode ser esperado um tempo mediano para recuperação da relação T4/T1 para 0,9 de, aproximadamente, 1,5 minutos (ver RCM, secção 5.1).
Não existem dados que permitam recomendar a utilização de sugamadex na reversão imediata após bloqueio induzido pelo vecurónio.
Readministração de sugamadex:
Na situação excecional de recorrência de bloqueio neuromuscular pós-operatório (ver RCM, secção 4.4) após uma dose inicial de 2 mg/kg ou 4 mg/kg de sugamadex, é recomendado repetir uma dose de 4 mg/kg de sugamadex. Após a segunda dose de sugamadex, o doente deve ser rigorosamente monitorizado para assegurar o retorno sustentado da função neuromuscular.
Compromisso renal:
Não é recomendada a utilização de sugamadex em doentes com compromisso renal grave [incluindo doentes que necessitem de diálise (CrCl < 30 ml/min)] (ver RCM, secção 4.4).
Doentes obesos:
Em doentes obesos, incluindo doentes com obesidade mórbida (índice de massa corporal ≥ 40 kg/m2), a dose de sugamadex deverá ter como base o peso corporal atual. Devem ser utilizadas as mesmas doses recomendadas para os adultos.
População pediátrica (desde o nascimento até 17 anos de idade)
Sugamadex Sandoz 100 mg/ml pode ser diluído para 10 mg/ml para aumentar a precisão da dosagem na população pediátrica (ver secção 6.6).
Reversão de rotina:
- recomendada uma dose de 4 mg/kg de sugamadex para reversão do bloqueio induzido pelo rocurónio se a recuperação tiver atingido, pelo menos, 1-2 PTC.
- recomendada uma dose de 2 mg/kg para reversão do bloqueio induzido pelo rocurónio ao reaparecimento de T2 (ver RCM, secção 5.1).
Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1 do RCM.
Advertências e precauções especiais de utilização
Conforme a prática pós-anestésica normal, após o bloqueio neuromuscular é recomendado monitorizar o doente no período pós-operatório imediato relativamente a acontecimentos indesejáveis, incluindo recorrência de bloqueio neuromuscular.
Monitorização da função respiratória durante a recuperação:
Após reversão do bloqueio neuromuscular é obrigatório manter os doentes sob ventilação assistida até recuperação da respiração espontânea adequada. Mesmo que a recuperação do bloqueio neuromuscular esteja concluída, outros medicamentos utilizados no período peri e pós-operatório poderão deprimir a função respiratória e, por conseguinte, ser necessário continuar a ventilação assistida.
Deve ser disponibilizado suporte ventilatório adequado se houver recorrência de bloqueio neuromuscular após extubação.
Recorrência de bloqueio neuromuscular:
Em estudos clínicos com indivíduos em tratamento com rocurónio ou vecurónio, onde o sugamadex foi administrado utilizando uma dose recomendada para a profundidade de bloqueio neuromuscular, foi observada uma incidência de 0,20% para a recorrência de bloqueio neuromuscular com base na monitorização neuromuscular ou evidência clínica. A utilização de doses inferiores às recomendadas pode conduzir a um risco aumentado de recorrência de bloqueio neuromuscular após a reversão inicial e não é recomendada (ver RCM, secção 4.2 e secção 4.8).
Efeito na hemóstase:
Num estudo de voluntários, doses de 4 mg/kg e 16 mg/kg de sugamadex resultaram em prolongamentos médios máximos do tempo de tromboplastina parcial ativada (aPTT) de 17 e 22%, respetivamente, e do tempo de protrombina em termos de relação internacional normalizada [F(INR)] de 11 e 22%,
respetivamente. Estes prolongamentos médios limitados de aPTT e F(INR) foram de curta duração
(≤30 minutos). Com base nos dados clínicos (n=3519) e num estudo específico de 1184 doentes que foram sujeitos a cirurgia por fratura da anca/substituição major da articulação, não houve efeito clinicamente relevante do sugamadex 4 mg/kg, isoladamente ou em associação com anticoagulantes, na incidência de complicações hemorrágicas peri ou pós-operatórias.
Em experiências in vitro, foi observada uma interação farmacodinâmica (um prolongamento do aPTT e F) com antagonistas da vitamina K, heparina não fracionada, heparinoides de baixo peso molecular, rivaroxabano e dabigatrano. Em doentes a receber profilaxia pós-operatória de rotina com anticoagulantes, esta interação farmacodinâmica não é clinicamente relevante. Deve ter-se precaução quando se considera a utilização de sugamadex em doentes que recebem tratamento anticoagulante para uma comorbilidade ou condição pré-existente.
Não se pode excluir um aumento do risco de hemorragia em doentes:
- com défices hereditários dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K;
- com coagulopatias pré-existentes;
- que tomam derivados cumarínicos e com um INR acima de 3,5;
- que tomam anticoagulantes e que recebem uma dose de sugamadex de 16 mg/kg.
Se existir uma necessidade clínica para administração de sugamadex nestes doentes, o anestesiologista tem que decidir se o benefício é superior ao possível risco de complicações hemorrágicas, tendo em consideração os antecedentes de episódios hemorrágicos e o tipo de cirurgia programada. Se sugamadex for administrado a estes doentes recomenda-se a monitorização da hemóstase e dos parâmetros da coagulação.
Tempo de espera para nova administração de agentes bloqueadores neuromusculares após reversão com sugamadex:
Tabela 1: Readministração de rocurónio ou vecurónio após reversão de rotina (até 4 mg/kg de sugamadex):
| Tempo de espera mínimo | Agente bloqueador neuromuscular e dose a |
| administrar | |
| 5 minutos | 1,2 mg/kg de rocurónio |
| 4 horas | 0,6 mg/kg de rocurónio ou |
| 0,1 mg/kg de vecurónio |
O início do bloqueio neuromuscular pode ser prolongado até aproximadamente 4 minutos e a duração do bloqueio neuromuscular pode ser encurtada até aproximadamente 15 minutos após readministração de 1,2 mg/kg de rocurónio dentro de 30 minutos após a administração de sugamadex.
Com base num modelo de farmacocinética, em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado, o tempo de espera recomendado para reutilização de 0,6 mg/kg de rocurónio ou 0,1 mg/kg de vecurónio após reversão de rotina com sugamadex, deve ser de 24 horas. Se for necessário um tempo de espera mais curto, a dose de rocurónio a utilizar para o novo bloqueio neuromuscular deve ser de 1,2 mg/kg.
Readministração de rocurónio ou vecurónio após reversão imediata (16 mg/kg de sugamadex): Para os casos muito raros em que tal possa ser necessário, sugere-se um tempo de espera de 24 horas.
Se for necessário um bloqueio neuromuscular antes de ter passado o tempo de espera recomendado, deverá ser utilizado um bloqueador neuromuscular não esteroide. O início de ação do bloqueador neuromuscular despolarizante pode ser mais lento do que o esperado, uma vez que uma fração substancial dos recetores nicotínicos pós-juncionais pode estar ainda ocupada pelo bloqueador neuromuscular.
Compromisso renal:
Não é recomendada a utilização de sugamadex em doentes com compromisso renal grave, incluindo doentes que necessitam de diálise (ver RCM, secção 5.1).
Anestesia ligeira:
Quando o bloqueio neuromuscular foi revertido intencionalmente no meio da anestesia em ensaios clínicos, foram observados ocasionalmente sinais de anestesia ligeira (movimento, tosse, esgares e sugar do tubo endotraqueal).
Se o bloqueio neuromuscular é revertido enquanto se continua a anestesia, deverão ser administradas dose adicionais de anestésico e/ou opioides conforme indicação clínica.
Bradicardia acentuada:
Em casos raros, foi observada bradicardia acentuada alguns minutos após a administração de sugamadex para reversão do bloqueio neuromuscular. A bradicardia pode ocasionalmente conduzir a paragem cardíaca (ver RCM, secção 4.8.). Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados relativamente a alterações hemodinâmicas durante e após a reversão do bloqueio neuromuscular. O tratamento com agentes anticolinérgicos, tais como a atropina, deve ser administrado se se observar bradicardia clinicamente significativa.
Compromisso hepático:
Sugamadex não é metabolizado nem eliminado pelo fígado; pelo que não foram realizados estudos correspondentes em doentes com compromisso hepático. Doentes com compromisso hepático grave devem ser tratados com bastante precaução. No caso do compromisso hepático ser acompanhado de coagulopatia ver a informação referente ao efeito na hemóstase.
Utilização na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI):
Sugamadex não foi estudado em doentes a receber rocurónio ou vecurónio na UCI.
Utilização para reversão de agentes bloqueadores neuromusculares para além do rocurónio ou do vecurónio:
Sugamadex não deve ser utilizado na reversão do bloqueio induzido por agentes bloqueadores não esteroides, tais como a succinilcolina ou as benzilisoquinolinas.
Sugamadex não deve ser utilizado para a reversão do bloqueio neuromuscular induzido por agentes bloqueadores esteroides que não sejam o rocurónio ou o vecurónio, atendendo a que não existem dados de eficácia e segurança para estas situações. Os dados disponíveis para a reversão do bloqueio induzido pelo pancurónio são limitados, pelo que não se aconselha a utilização de sugamadex nesta situação.
Atraso na recuperação:
Situações associadas a tempos de circulação prolongados tais como, doença cardiovascular, idade avançada (ver RCM, secção 4.2, para o tempo para recuperação nos idosos) ou estados edematosos (p. ex., compromisso hepático grave) podem estar associadas a tempos para recuperação prolongados.
Reações de hipersensibilidade ao fármaco:
Os clínicos deverão estar preparados para a possibilidade de ocorrerem reações de hipersensibilidade ao fármaco (incluindo reações anafiláticas) e tomar as precauções necessárias (ver RCM, secção 4.8).
Sódio:
Este medicamento contém até 9,7 mg de sódio por ml.
Frasco para injetáveis de 2 ml
Este medicamento contém menos do que 1 mmol de sódio (23 mg) por frasco para injetáveis, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
Frasco para injetáveis de 5 ml
Este medicamento contém 48,5 mg de sódio por frasco para injetáveis, equivalente a 2,5% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.
Interações medicamentosas e outras formas de interação
A informação nesta secção baseia-se na afinidade de ligação entre Sugamadex e outros medicamentos, experiências não clínicas, estudos clínicos e simulações usando um modelo que tem em conta o efeito farmacodinâmico dos agentes bloqueadores neuromusculares e a interação farmacocinética entre os agentes bloqueadores neuromusculares e Sugamadex. Com base nestes dados, não são esperadas interações farmacodinâmicas clinicamente significativas com outros medicamentos, com exceção das seguintes:
Para o toremifeno e ácido fusídico não são de excluir as interações por deslocamento (não se esperam interações por captura clinicamente relevantes).
Para os contracetivos hormonais não podem ser excluídas interações por captura clinicamente relevantes (não se esperam interações por deslocamento).
Interações que potencialmente afetam a eficácia de Sugamadex (interações por deslocamento): Devido à administração de certos medicamentos após Sugamadex, teoricamente, o rocurónio ou o vecurónio podem ser deslocados do Sugamadex. Como resultado, pode ser observada recorrência de bloqueio neuromuscular. Nesta situação o doente deverá ser ventilado. A administração do medicamento que causou deslocamento deverá ser interrompida em caso de perfusão. Nas situações em que as potenciais interações por deslocamento podem ser antecipadas, os doentes deverão ser cuidadosamente monitorizados em relação aos sinais de recorrência de bloqueio neuromuscular (aproximadamente até 15 minutos) após a administração parentérica de outro fármaco num período de 7,5 horas após a administração de Sugamadex.
Toremifeno:
Para o toremifeno, que tem uma afinidade de ligação ao Sugamadex relativamente alta e para o qual podem estar presentes concentrações plasmáticas relativamente elevadas, pode ocorrer algum deslocamento de vecurónio ou rocurónio do complexo com Sugamadex. Os médicos devem estar cientes que a recuperação da relação T4/T1 para 0,9 poderá ser retardada em doentes que receberam toremifeno no mesmo dia da operação.
Administração intravenosa de ácido fusídico:
A utilização de ácido fusídico no pré-operatório pode causar algum prolongamento na recuperação da relação T4/T1 para 0,9. Não se espera recorrência do bloqueio neuromuscular no pós-operatório, uma vez que a taxa de perfusão do ácido fusídico dura por um período de várias horas e os níveis sanguíneos são cumulativos por 2-3 dias. Para readministração de Sugamadex (ver RCM, secção 4.2).
Interações que potencialmente afetam a eficácia de outros medicamentos (interações por captura): Devido à administração de Sugamadex, certos medicamentos podem tornar-se menos eficazes devido a uma diminuição das concentrações plasmáticas (forma livre). Se se observar uma situação deste tipo, o clínico é aconselhado a considerar a readministração do medicamento, a administração de um equivalente terapêutico (preferencialmente de uma classe química diferente) e/ou a recorrer a intervenções não farmacológicas, conforme apropriado.
Contracetivos hormonais:
Prevê-se que a interação entre 4 mg/kg de Sugamadex e um progestagénio pode levar a uma diminuição da exposição ao progestagénio (34% da AUC) semelhante à diminuição observada em caso de um esquecimento superior a 12 horas de uma dose diária de um contracetivo oral, o qual pode levar a uma redução da eficácia. Para os estrogénios, é esperado que o efeito seja menor. Assim a administração de
um bólus de Sugamadex é considerado como sendo equivalente a uma dose diária esquecida de um contracetivo esteroide oral (quer combinado quer apenas com progestagénio). Se o Sugamadex for administrado no mesmo dia que o contracetivo oral, deve-se consultar o item sobre aconselhamento em caso de esquecimento de dose no folheto informativo do respetivo contracetivo oral. No caso de contracetivos hormonais não orais, o doente deverá usar adicionalmente um método contracetivo não hormonal durante os 7 dias seguintes e consultar o folheto informativo do medicamento.
Interações devidas ao prolongamento do efeito de rocurónio ou vecurónio:
Quando são administrados no período pós-operatório medicamentos que potenciam o bloqueio neuromuscular, deverá ter-se especial atenção à possibilidade de recorrência de bloqueio neuromuscular. Por favor, consultar no folheto informativo de rocurónio ou vecurónio a lista de medicamentos específicos que potenciam o bloqueio neuromuscular. No caso de ser observada recorrência de bloqueio neuromuscular, o doente pode necessitar de ventilação mecânica e readministração de Sugamadex (ver RCM, secção 4.2).
Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez
No que respeita a Sugamadex, não estão disponíveis dados clínicos sobre as gravidezes a ele expostas. Os estudos em animais não indicam quaisquer efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita à gravidez, ao desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou ao desenvolvimento pós-natal.
Deve tomar-se precaução ao administrar Sugamadex a mulheres grávidas.
Amamentação
Não se sabe se Sugamadex é excretado para o leite materno humano. Estudos em animais revelaram excreção de Sugamadex no leite materno. A absorção oral de ciclodextrinas, em geral, é baixa e não se prevê efeito na criança lactente após a administração de uma dose única a mulheres a amamentar. Deverá ser tomada uma decisão quanto à interrupção da amamentação ou à interrupção/abstenção da terapêutica com Sugamadex, tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.
Fertilidade
Os efeitos de Sugamadex na fertilidade humana não foram investigados. Estudos para avaliar a fertilidade em animais não revelaram efeitos nocivos.
Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança
Sugamadex Sandoz é administrado concomitantemente com agentes bloqueadores neuromusculares e anestésicos em doentes cirúrgicos. A causalidade de acontecimentos adversos é, por conseguinte, difícil de avaliar.
As reações adversas mais frequentemente notificadas em doentes sujeitos a cirurgia foram tosse,
complicações da anestesia nas vias aéreas, complicações anestésicas, hipotensão da intervenção e complicação de uma intervenção (Frequentes (≥ 1/100, < 1/10)).
Tabela 2: Lista tabulada de reações adversas
A segurança de Sugamadex foi avaliada em 3.519 indivíduos únicos através de uma base de dados de segurança de estudos de fase I-III agrupados. As seguintes reações adversas foram notificadas em ensaios controlados por placebo onde os indivíduos receberam anestesia e/ou agentes bloqueadores
neuromusculares (1.078 exposições ao Sugamadex versus 544 ao placebo):
[Muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100, <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100); raros (≥1/10.000, <1/1.000); muito raros (<1/10.000)]
| Classe de | sistemas de | Frequências | Reações adversas | (Termos | |
| órgãos | preferidos) | ||||
| Doenças | do | sistema | Pouco frequentes | Reações | de |
| imunitário | hipersensibilidade | ao |
| fármaco (ver | RCM, | secção | |||
| 4.4) | |||||
| Doenças | respiratórias, | Frequentes | Tosse | ||
| torácicas e do mediastino | |||||
| Complicações | de | Frequentes | Complicações | anestésicas | |
| intervenções | relacionadas | nas vias aéreas | |||
| com lesões e intoxicações | Complicações | anestésicas | |||
| (ver RCM, secção 4.4) | |||||
| Hipotensão da intervenção | |||||
| Complicação | de | uma | |||
| intervenção | |||||
Descrição de reações adversas selecionadas Reações de hipersensibilidade ao fármaco:
Ocorreram reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, em alguns doentes e voluntários (para informação sobre voluntários ver em baixo, Informação sobre voluntários saudáveis). Em ensaios clínicos realizados em doentes sujeitos a cirurgia, estas reações foram notificadas como pouco frequentes e em notificações pós-comercialização a frequência é desconhecida.
Estas reações variaram entre reações cutâneas isoladas a reações sistémicas graves (ou seja, anafilaxia, choque anafilático) e ocorreram em doentes que não tinham sido previamente expostos a Sugamadex. Os sintomas associados a estas reações incluem: rubor, urticária, erupção eritematosa (grave), hipotensão, taquicardia, tumefação da língua, tumefação da faringe, broncospasmo e eventos pulmonares obstrutivos. As reações de hipersensibilidade graves podem ser fatais.
Em relatórios pós-comercialização, foi observada hipersensibilidade ao sugamadex, bem como ao complexo sugamadex-rocurónio.
Complicação anestésica nas vias aéreas:
As complicações anestésicas nas vias aéreas incluíram espasmos musculares contra o tubo endotraqueal, tosse, espasmo ligeiro, reação de despertar durante anestesia, tosse durante o procedimento anestésico ou cirurgia ou respiração espontânea do doente durante o procedimento anestésico.
Complicação anestésica:
As complicações anestésicas, indicativas da restauração da função de neuromuscular, incluem o movimento de um membro ou corpo ou tosse durante o procedimento anestésico ou durante a cirurgia, esgares ou sugar do tubo endotraqueal. Ver RCM, secção 4.4 anestesia ligeira.
Complicação de uma intervenção:
As complicações de uma intervenção incluem tosse, taquicardia, bradicardia, movimento e aumento da frequência cardíaca.
Bradicardia acentuada:
Na pós-comercialização foram observados casos isolados de bradicardia acentuada e bradicardia com paragem cardíaca alguns minutos após a administração de Sugamadex (ver RCM, secção 4.4).
Recorrência do bloqueio neuromuscular:
Em estudos clínicos com indivíduos tratados com rocurónio ou vecurónio, onde o Sugamadex foi
administrado utilizando uma dose recomendada para a profundidade de bloqueio neuromuscular
(n=2.022), foi observada uma incidência de 0,20% para a recorrência de bloqueio neuromuscular com base na monitorização neuromuscular ou evidência clínica (ver RCM, secção 4.4).
Informação sobre voluntários saudáveis:
Um estudo aleatorizado, em dupla ocultação, examinou a incidência das reações de hipersensibilidade ao fármaco em voluntários saudáveis que receberam até 3 doses de placebo (N=76), Sugamadex 4 mg/kg (N=151) ou Sugamadex 16 mg/kg (N=148). As notificações de suspeita de reações de hipersensibilidade
foram analisadas por uma comissão de peritos em ocultação. A incidência da hipersensibilidade atribuída foi de 1,3%, 6,6% e 9,5% nos grupos do placebo, Sugamadex 4 mg/kg e Sugamadex 16 mg/kg,
respetivamente. Não houve notificações de anafilaxia após placebo ou Sugamadex 4 mg/kg. Houve apenas um caso atribuído de anafilaxia após a primeira dose de 16 mg/kg de Sugamadex (incidência de 0,7%). Não houve qualquer evidência de aumento da frequência ou gravidade de hipersensibilidade com doses repetidas de Sugamadex.
Num estudo anterior de desenho semelhante, houve três casos atribuídos de anafilaxia, todos após
administração de Sugamadex 16 mg/kg (incidência de 2,0%).
Na análise agrupada dos estudos Fase I, os efeitos adversos considerados frequentes (≥ 1/100, <1/10) ou muito frequentes (≥ 1/10) e mais frequentes entre os indivíduos tratados com Sugamadex
comparativamente ao grupo placebo, incluem disgeusia (10,1%), cefaleias (6,7%), náuseas (5,6%), urticária (1,7%), prurido (1,7%), tonturas (1,6%), vómitos (1,2%) e dor abdominal (1,0%).
Informação adicional em populações especiais
Doentes pulmonares:
Em dados pós-comercialização e num ensaio clínico em doentes com história de complicações pulmonares, o broncospasmo foi notificado como um possível acontecimento adverso. Tal como com todos os doentes com história de complicações pulmonares, o médico deverá estar alertado sobre a possível ocorrência de broncospasmo.
População pediátrica
Em estudos em doentes pediátricos desde o nascimento até aos 17 anos de idade, o perfil de segurança de sugamadex (até 4 mg/kg) foi geralmente similar ao perfil observado nos adultos.
Doentes com obesidade mórbida
Num estudo clínico dedicado a doentes com obesidade mórbida, o perfil de segurança foi geralmente similar ao perfil dos doentes adultos em estudos combinados de Fase 1 a 3 (ver Tabela 2).
Doentes com doença sistémica grave
Num ensaio em doentes avaliados como Classe 3 ou 4 segundo a American Society of Anesthesiologists (ASA) (doentes com doença sistémica grave ou doentes com doença sistémica grave que é uma ameaça constante à vida), o perfil de reações adversas nestes doentes ASA Classes 3 e 4 foi geralmente semelhante ao observado em doentes adultos nos estudos combinados de Fase 1 a 3 (ver Tabela 2). Ver secção 5.1 do RCM.
Sobredosagem
Nos estudos clínicos, foi descrito 1 caso de sobredosagem acidental com 40 mg/kg sem quaisquer reações adversas significativas. Num estudo de tolerância em seres humanos, Sugamadex foi bem tolerado em doses até 96 mg/kg. Não foram referidos acontecimentos adversos nem acontecimentos adversos graves relacionados com a dose. O Sugamadex pode ser eliminado através de hemodiálise com um filtro de alto fluxo, mas não com um filtro de baixo fluxo. Com base em estudos clínicos, as concentrações plasmáticas de Sugamadex são reduzidas até 70% após uma sessão de diálise entre 3 a 6 horas.
Lista dos excipientes
Ácido clorídrico concentrado (para ajuste do pH) Hidróxido de sódio (para ajuste do pH)
Água para injetáveis
Prazo de validade
3 anos
Após primeira abertura
Após a primeira abertura, a estabilidade física e química foi demonstrada por um período de 96 horas entre 2 °C e 8 °C, protegido da luz e entre 20 ºC e 25 °C sem proteção da luz (remoção da solução com uma agulha ou ponta para injeção).
Além disso, a solução injetável, retirada como descrito acima, é química e fisicamente estável em seringas de polipropileno durante 96 horas a 2 °C-8 °C com proteção da luz e a 20 °C- 25 °C sem proteção da luz.
Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser administrado imediatamente. Caso contrário, as condições e o tempo de conservação, antes da utilização, são da responsabilidade do utilizador e, habitualmente, não deverão ultrapassar as 24 horas a uma temperatura entre 2 e 8 °C, com exceção dos casos em que a abertura e a recolha foram efetuadas sob condições de assepsia controladas e validadas.
Após diluição
Após diluição, a estabilidade física e química foi demonstrada por um período de 48 horas entre 2 °C e 25 °C. Do ponto de vista microbiológico, a solução diluída deve ser administrada imediatamente. Se não for utilizada imediatamente, as condições e o tempo de conservação são da responsabilidade do utilizador e, normalmente, não deve ser superior a 24 horas a uma temperatura entre 2 e 8 °C, com exceção dos casos em que a diluição foi efetuada sob condições de assepsia controladas e validadas.
Precauções especiais de conservação
Não congelar.
Manter o frasco dentro da embalagem exterior para proteger da luz.
Condições de conservação do medicamento após diluição, ver secção 6.3 do RCM.
Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Sugamadex Sandoz pode ser injetado na via intravenosa de uma perfusão em curso com as seguintes soluções intravenosas: cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%), glucose 50 mg/ml (5%), cloreto de sódio 4,5 mg/ml (0,45%) e glucose 25 mg/ml (2,5%), solução de lactato de Ringer, solução de Ringer, glucose 50 mg/ml (5%) em cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%).
A via de perfusão deve ser adequadamente lavada (por exemplo, com cloreto de sódio 0,9%) entre a administração de Sugamadex Sandoz e a de outros fármacos.
Utilização na população pediátrica
Em doentes pediátricos, Sugamadex Sandoz pode ser diluído utilizando cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%) até perfazer uma concentração de 10 mg/ml (ver secção 6.3).
Princípios editoriais
Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.


