Índice
O essencial
A rifampicina, a substância ativa das cápsulas de 300 mg, é uma substância antibacteriana semi-sintética com atividade bactericida e ativa por via oral. Indicações Terapêuticas: Tuberculose: em todas as suas formas. O Rifadin deve ser usado sempre em associação com outros medicamentos antituberculosos.
- Substância(s) ativa(s)
- Rifampicina
- Titular da autorização de introdução no mercado
- Sanofi - Produtos Farmacêuticos
- Código ATC
- J04AB02
Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.
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Folheto informativo
Para que é utilizado Rifadin?
A rifampicina, a substância ativa das cápsulas de 300 mg, é uma substância antibacteriana semi-sintética com atividade bactericida e ativa por via oral.
Indicações Terapêuticas:
Tuberculose: em todas as suas formas. O Rifadin deve ser usado sempre em associação com outros medicamentos antituberculosos.
Lepra: tratamento das formas lepromatosas e dimórficas para alcançar a conversão em estado não infecioso. O Rifadin deve ser usado em associação com pelo menos outro medicamento antileproso.
Brucelose: nas formas agudas, crónicas e focalizadas. Nos doentes com mais de 7 anos de idade, será considerada a associação com uma tetraciclina (ex.: doxiciclina), durante 1 a 2 meses.
Outras infeções: causadas por Legionella sp., estafilococos e outros germes sensíveis à rifampicina. Para evitar o desenvolvimento de resistências, o Rifadin deverá associar-se a outro antibiótico, escolhido caso a caso (eritromicina nas infeções por Legionella).
Portadores de meningococos: para eliminar o meningococo da nasofaringe dos portadores assintomáticos. Não se indica Rifadin no tratamento da infeção meningocócica devido à possibilidade de desenvolvimento rápido de bactérias resistentes.
Profilaxia das infeções por haemophilus influenzae (tipo b): Rifadin está indicado no tratamento dos portadores assintomáticos e na quimioprofilaxia quando há crianças expostas com menos de 4 anos de idade.
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O que deve saber antes de tomar Rifadin?
Fale com o seu médico antes de tomar Rifadin:
- se sofre de icterícia.
- se tem alergia à rifampicina, a outra rifamicina, ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).
- se administrar concomitantemente a combinação saquinavir/ritonavir.
- se tiver algum problema com hemorragia ou tendência para ferir facilmente.
- se estiver a tomar outros antibióticos ao mesmo tempo
- Se tiver um histórico de inflamação pulmonar (doença pulmonar intersticial/pneumonite)
- se estiver a tomar um medicamento chamado Lurasidona para a esquizofrenia e perturbações bipolares (ver secção "Tomar outros medicamentos" abaixo).
Não tome rifampicina
Se estiver atualmente a tomar algum dos seguintes medicamentos:
-Sofosbuvir- medicamento antiviral para o tratamento de infeções pelo vírus da hepatite C -Cabotegravir, fostemsavir, lenacapavir- medicamentos contra o VIH
-Lurasidona
Uma vez que a rifampicina pode reduzir os níveis sanguíneos de vários medicamentos, incluindo os acima indicados.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico antes de tomar Rifadin.
- se tiver um histórico de inflamação pulmonar (doença pulmonar intersticial/pneumonite)
Informe imediatamente o seu médico enquanto estiver a tomar este medicamento:
- Se desenvolver um agravamento novo ou repentino da falta de ar, possivelmente com tosse seca ou febre, não respondendo à antibioterapia. Estes podem ser sintomas de inflamação pulmonar (doença pulmonar intersticial/pneumonite) e podem levar a problemas respiratórios graves devido à acumulação de fluídos nos pulmões e interferir com a respiração normal o que pode levar a condições de risco de vida.
-Se os seus sintomas de tuberculose regressarem ou piorarem (ver 4. Efeitos indesejáveis possíveis).
No tratamento de crianças, idosos e doentes desnutridos, em particular quando se utilizam regimes terapêuticos combinados com medicamentos que contêm Isoniazida.
Antes de iniciar tratamento com Rifadin o seu médico deverá sugerir a realização análises clínicas no sentido de avaliar a sua função hepática. Isto porque, o Rifadin só deve usado em doentes com função hepática alterada em caso de estrita necessidade, com toda a precaução e sob rigorosa vigilância médica. O médico solicitará resultados de análises clínicas (valores das transaminases) cada 2 a 4 semanas; se as análises indicarem lesão do fígado, o médico poderá descontinuar o tratamento com Rifadin.
Em alguns casos pode aparecer, nos primeiros dias de tratamento, uma hiperbilirrubinemia resultante da competição entre rifampicina e bilirrubina para as vias excretoras do hepatócito. Um aumento moderado e isolado da bilirrubina e/ou das transaminases não constitui indicação para suspender o tratamento; só deve tomar-se esta decisão após análises repetidas e cotejo da evolução dos valores e do estado clínico do doente.
Casos de colestase ligeira a grave foram reportados associados ao tratamento com rifampicina. Os doentes devem ser instruídos a contactar o seu médico imediatamente se apresentarem sintomas como comichão, fraqueza, perda de apetite, náuseas, vómitos, dor abdominal, amarelecimento dos olhos ou pele ou urina escura.
Se a colestase for confirmada, o Rifadin deve ser descontinuado.
Os doentes submetidos a tratamento intermitente (menos de 2 ou 3 tomas por semana) devem ser seguidos com cuidado especial, dada a possibilidade de reações imunológicas (ver Efeitos indesejáveis possíveis). Os doentes devem ser aconselhados a tomar regularmente o Rifadin, sem interrupções que implicam o risco dessas reações.
A rifampicina tem propriedades indutoras enzimáticas do ácido delta amino levulínico sintetase. Casos isolados de exacerbação de porfiria têm sido associados à administração de rifampicina.
O tratamento com rifampicina pode causar descoloração (amarelada, alaranjada, avermelhada, acastanhada) dos dentes, da urina, da expetoração e, mais raramente das lágrimas. As lentes de contacto moles podem ficar permanentemente coradas.
Às doentes a fazer contracetivos orais deve ser recomendado um método não hormonal de controlo de natalidade durante a terapêutica com Rifadin.
Têm sido observados durante o tratamento com a terapêutica anti-tuberculosa reações de hipersensibilidade sistémica graves, incluindo casos fatais, como síndrome de reação ao fármaco com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) (ver secção 4.8).
É importante notar que as manifestações precoces de hipersensibilidade, tais como febre, linfoadenopatia ou anormalidades biológicas (incluindo eosinofilia e anormalidades hepáticas) podem estar presentes embora não surja uma erupção cutânea evidente. Se estes sinais ou sintomas estiverem presentes, o doente deverá ser aconselhado a consultar imediatamente o médico.
Rifadin deverá ser descontinuado se nenhuma alternativa etiológica para os sinais e sintomas puder ser estabelecida.
Reações bolhosas graves:
Têm sido notificados casos severos de reações cutâneas bolhosas, tais como o Síndrome de Stevens Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET) e pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA), com rifampicina. Se os sintomas ou sinais de PEGA, SJS ou NET estiverem presentes, o tratamento com rifampicina deverá ser imediatamente descontinuado
Contraceção em homens e mulheres
Rifadin pode ser prejudicial para os fetos e pode reduzir a eficácia dos contracetivos hormonais (“pílula anticoncecional”). Se for um homem com capacidade para gerar um filho ou uma mulher com capacidade para engravidar, deve utilizar métodos contracetivos não hormonais eficazes durante o tratamento e por um período de tempo após a interrupção do tratamento. Pode ser solicitado às mulheres que efetuem um teste de gravidez antes do início do tratamento (ver as secções “Outros medicamentos” e “Gravidez, amamentação e fertilidade”).
Rifadin cápsulas contém sódio.
Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por mg, ou seja, é praticamente "isento de sódio".
Outros medicamentos e Rifadin
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver grávida e planear ou for necessário interromper a gravidez com mifepristona.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:
- Algum medicamento utilizado para fluidificar o sangue como a varfarina, clopidogrel.
- Dapsona: Se está a tomar dapsona (um antibiótico) com rifampicina, isso pode causar toxicidade hematológica incluindo o decréscimo na medula óssea e células sanguíneas, e metahemoglobinémia (decréscimo do oxigénio no sangue causado por alterações dos glóbulos vermelhos.
- Paracetamol: Se está a tomar rifampicina com paracetamol, isso pode aumentar o risco de lesão hepática.
- Medicamentos para o tratamento de infeções fúngicas, como a caspofungina, fluconazol, itraconazol, cetoconazol.
- Lurasidona para a esquizofrenia e distúrbios bipolares, uma vez que a rifampicina pode reduzir os níveis sanguíneos de lurasidona.
- Cabotegravir, fostemsavir e lenacapavir para o tratamento de infeções virais.
A rifampicina tem propriedades indutoras de enzimas hepáticas, pode acelerar a metabolização e portanto reduzir a atividade de vários fármacos, tais como: antiepiléticos, anticoagulantes, orais, antiestrogénios, antipsicóticos, antifúngicos, antirretrovirais, anticonvulsivantes, barbitúricos, benzodiazepinas, bloqueadores da entrada de cálcio, cloranfenicol, claritromicina, clorofibrato, beta-bloqueantes, corticosteroides, agentes imunosupressores (ciclosporina, tacrolímus), digitálicos, antiarrítmicos (quinidina), contraceptivos hormonais, hipoglicemiantes orais, dapsona, doxiciclina, fluoroquinolonas, levotiroxina, irinotecano, metadona, praziquantel, antagonistas dos recetores 5-HT3, estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, telitromicina, teofilina, tiazoledinedionas, losartan, antidepressivos tricíclicos e narcóticos analgésicos.
O efeito analgésico da morfina deve ser monitorizado e as doses de morfina ajustadas durante e após o tratamento com rifampicina.
Pode tornar-se necessário ajustar as doses dos medicamentos, no início e no fim do tratamento com rifampicina. As doentes que usam contracetivos orais deverão adotar outro método, não hormonal, durante o tratamento com rifampicina. Pode tornar-se mais difícil controlar a diabetes. Quando a rifampicina é tomada juntamente com ácido para-aminosalicílico (PAS), os níveis séricos de rifampicina podem ser mais baixos; portanto, os dois fármacos devem ser tomados separadamente, a intervalos de pelo menos quatro horas.
A administração concomitante de rifampicina com a combinação saquinavir/ritonavir está contraindicada uma vez que aumenta o potencial de hepatotoxicidade. A administração concomitante de rifampicina e de halotano pode aumentar a hepatotoxicidade de ambos os fármacos.
O cetoconazol, quando administrado concomitantemente com a rifampicina, diminui os níveis séricos de ambos os fármacos. As dosagens devem assim ser ajustadas se a situação clínica do doente o indicar.
Nas concentrações atingidas nos líquidos e tecidos após a ingestão de doses terapêuticas, a rifampicina interfere na aferição microbiológica do folato e da vitamina B12 no soro. Por isso, devem considerar-se métodos alternativos. Foram referidos aumentos transitórios da BSP e da bilirrubina sérica; por isso a prova da BSP e a colheita de sangue para a determinação da taxa sérica de bilirrubina devem ser efetuadas antes da dose matutina de rifampicina.
Os antiácidos podem prejudicar a absorção e, portanto, a eficácia da rifampicina. A toma diária de rifampicina deve ser dada pelo menos 1 hora antes da ingestão de antiácidos
Gravidez, amamentação e fertilidade
Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Estudos em animais e testes laboratoriais demonstraram um risco potencial de danos no ADN. Se for um homem com capacidade para gerar um filho, deve utilizar métodos contracetivos eficazes para evitar a conceção durante o tratamento e nos 3 meses seguintes à interrupção do tratamento.
Se for uma mulher com capacidade para engravidar, deve utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e nos 6 meses seguintes à interrupção do tratamento. Rifadin pode reduzir a eficácia dos contracetivos hormonais (“pílula anticoncecional”). Isto significa que deve utilizar outros métodos (métodos contracetivos de barreira) durante o tratamento com Rifadin. Se tiver alguma dúvida ou não tiver a certeza sobre quais os métodos contracetivos que deve utilizar, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Gravidez
Compete ao médico decidir a utilização do Rifadin em grávidas, após consideração individual dos benefícios e dos riscos. Quando tomada no período final da gravidez, a rifampicina pode causar hemorragias depois do parto, na mãe e na criança; o médico poderá decidir o tratamento com vitamina K.
Embora tenha sido reportado que a rifampicina atravessa a barreira placentária e apareça no sangue do cordão umbilical, o efeito da rifampicina, isolada ou em associação com outras substâncias antituberculosas, no feto humano não é conhecida.
Aleitamento
Embora a rifampicina seja excretada em pequenas quantidades no leite humano, não foram identificados efeitos nocivos nos lactentes. Caso seja necessário tratar a mãe com este medicamento, a amamentação pode ser mantida.
Fertilidade
Não se sabe se a fertilidade pode ser afetada em seres humanos que utilizam Rifadin, contudo dados de ensaios em animais e em laboratório indicam que a fertilidade pode ser afetada.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Rifadin pode causar efeitos indesejáveis que podem reduzir a capacidade de realização de certas tarefas (ver secção 4). Se sentir algum destes sintomas, a condução ou utilização de máquinas não deve ser considerada.
Como tomar Rifadin?
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
O Rifadin deve ser tomado quando o estômago está vazio — pelo menos 30 minutos antes da refeição ou duas horas após uma refeição.
A posologia deve ser sempre a indicada pelo médico.
Adultos
Tuberculose – No tratamento da tuberculose o Rifadin deve ser sempre administrado simultaneamente com pelo menos outro medicamento antituberculoso. A dose diária recomendada é 10 mg/kg e não deve exceder os 600 mg diários.
Sugestão de regimes terapêuticos:
Terapêutica de curta duração
Fase inicial (2 meses): Administrar isoniazida, rifampicina, pirazinamida e ou estreptomicina ou etambutol diariamente ou duas a três vezes por semana sob vigilância. Em populações com uma baixa probabilidade conhecida de resistência inicial à isoniazida, um regime inicial com menos de quatro fármacos pode ser aceitável.
Fase de manutenção (4 meses ou mais): Administrar isoniazida e rifampicina diariamente ou duas a três vezes por semana sob vigilância, no caso de organismos sensíveis
Em geral a terapêutica deve ser continuada durante 6 meses e pelo menos mais 3 meses após viragem para culturas negativas.
É necessária uma adaptação posológica à terapêutica conjunta com outros fármacos tendo em conta o padrão de resistências das micobactérias em causa, o tipo de tuberculose (pulmonar, extrapulmonar e/ou meningite tuberculosa) e eventuais doenças concomitantes (como por exemplo VIH).
Terapêutica de longa duração:
Doentes com organismos resistentes ao fármaco ou tuberculose extrapulmonar podem necessitar de um tratamento mais prolongado com outros regimes terapêuticos.
Regime posológico em doentes com VIH:
O tratamento deve ser continuado por um período total de 9 meses ou pelo menos 6 meses após a conversão da cultura.
Em geral, a terapêutica dever ser continuada até a viragem cultural e a melhoria máxima do estado do doente terem ocorrido.
Lepra: Na lepra, dose diária única de 10 mg/kg, ou seja, 450 mg nos doentes com menos de 50 kg de peso, e 600 mg nos doentes com 50 ou mais kg de peso. A rifampicina deve usar-se em associação com outros fármacos.
Outras infeções: Infeções causadas por microrganismos sensíveis à rifampicina — doses diárias de 600 - 1200 mg. A rifampicina deve ser dada com outro antibacteriano de propriedades semelhantes para evitar o aparecimento de estirpes resistentes.
Brucelose: Nas formas agudas de brucelose, 900 mg por dia (em 2 tomas) durante 1 semana e 600 mg/dia durante pelo menos 3 semanas, em associação com uma tetraciclina, como a doxiciclina; nas formas crónicas, a medicação prosseguirá por vários meses.
Portadores de meningococos: No tratamento de portadores assintomáticos de meningococos, 2 tomas de 600 mg por dia, durante 2 dias consecutivos.
Portadores de H. influenzae: Na profilaxia das infeções por H. influenzae (contactos familiares de crianças com menos de 4 anos), 600 mg/dia durante 4 dias consecutivos.
A dose máxima recomendada é de 1200 mg por dia, em adultos.
Utilização em crianças e adolescentes
Tuberculose: As doses diárias variam entre 10 e 20 mg por kg de peso, até ao limite superior de 600 mg por dia. Os dados disponíveis são insuficientes para estabelecer uma dose de longa duração para crianças com menos de 5 anos de idade.
Portadores H. influenzae: Na profilaxia das infeções por Haemophilus influenzae (tipo b), uma toma diária de 20 mg/kg durante 4 dias consecutivos (desconhece-se a dose ideal para crianças com menos de um mês de vida).
No caso de doentes com insuficiência hepática a rifampicina só deve ser utilizada em casos de estrita necessidade com toda a precaução e sob rigorosa vigilância médica (ver Cuidados especiais ao tomar Rifadin). Nestes casos a dose de rifampicina deverá ser diminuída e avaliada caso-a-caso, sendo que a dose máxima não poderá ultrapassar os 8mg/Kg.
Se tomar mais Rifadin do que deveria
Náuseas, vómitos, dor abdominal, prurido, dor de cabeça e letargia crescente ocorrerão provavelmente pouco tempo após a ingestão; a perda de consciência pode ocorrer com envolvimento hepático grave. Uma coloração castanho-avermelhado alaranjado na pele, urina, suor, saliva, lágrimas e fezes é proporcional à dose ingerida.
Um aumento do volume do fígado, possivelmente doloroso, pode ocorrer dentro de algumas horas após sobredosagem excessiva; as enzimas hepáticas podem ser afetadas, especialmente se a função hepática estava previamente comprometida. Um efeito direto sobre o sistema hematopoiético, níveis eletrolíticos ou equilíbrio ácido-base são improváveis.
Edema facial ou peroorbital também foi relatado em crianças. Hipotensão, taquicardia sinusal, arritmias ventriculares, convulsões e paragem cardíaca foram reportados em alguns casos fatais.
A dose mínima letal ou tóxica aguda não está bem estabelecida. No entanto, as sobredosagens agudas não fatais em adultos foram reportadas com doses variando de 9 a 12 g de rifampicina. Sobredosagens agudas fatais em adultos foram reportadas com doses variando de 14 a 60 g.
Álcool ou historial de abuso de álcool esteve envolvida em alguns dos relatórios fatais e não fatais. Sobredosagens não fatais de 100 mg/kg em doentes pediátricos de 1 a 4 anos de idade foram reportadas.
Recomenda-se lavagem gástrica, tratamento sintomático e de apoio.
Caso se tenha esquecido de tomar Rifadin
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose de que se esqueceu de tomar.
É muito importante não esquecer de tomar as doses indicadas pelo médico. A tomada irregular do Rifadin, ou a retoma do tratamento após um intervalo, predispõe a reações adversas por vezes sérias (ver Utilizar Rifadin com outros medicamentos). Quando forem omitidas várias tomas, deve seguir as instruções do seu médico para a continuação do tratamento.
Se parar de tomar Rifadin
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, ou farmacêutico ou enfermeiro.
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Quais são os efeitos secundários de Rifadin?
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Os seguintes efeitos indesejáveis são classificados por classe de sistema de órgãos de acordo
com a classe de frequência utilizada pelo CIOMS, quando aplicável: Muito frequentes
(≥1/10); Frequentes (≥1/100, <1/10); Pouco frequentes (≥ 1/1000, < 1/100); Raros (≥1/10 000, <1/1000); Muito raros (<1/10 000); Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
A rifampicina é um fármaco bem tolerado que raramente causa reações graves. As reações seguintes podem ocorrer durante tratamentos diários ou intermitentes:
Infeções e infestações
Desconhecido; colite pseudomembranosa, infeções por H. influenzae
Doenças do sangue e do sistema linfático
Frequentes: trombocitopenia, com ou sem púrpura, associada normalmente à terapêutica intermitente, mas reversível se o tratamento com rifampicina for descontinuado assim que apareça a púrpura.
Pouco frequentes: leucopenia
Desconhecido: coagulação intravascular disseminada, eosinofilia, agranulocitose, anemia hemolítica, hemorragia grave.
Doenças do sistema imunitário
Desconhecido: reação anafilática.
Doenças endócrinas
Desconhecido: foram observados casos de insuficiência adrenal em doentes com compromisso da função adrenal.
Doenças do metabolismo e da nutrição
Desconhecido: diminuição do apetite.
Perturbações do foro psiquiátrico
Desconhecido: transtorno psicótico
Doenças do sistema nervoso
Frequentes: dores de cabeça, tonturas.
Desconhecido; têm sido notificados casos de hemorragia cerebral e casos fatais quando a administração de rifampicina foi prosseguida ou retomada após o aparecimento de púrpura.
Afeções oculares
Desconhecido; descoloração da lágrima
Vasculopatias
Desconhecido; choque, rubor, vasculite
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Desconhecido: dispneia, pieira, expetoração sem cor
- Inflamação dos pulmões (doença pulmonar intersticial/pneumonite): Informe imediatamente o seu médico se desenvolver um novo ou repentino agravamento da falta de ar, possivelmente com tosse ou febre.
Doenças gastrointestinais Frequentes: náuseas, vómitos Pouco frequentes: diarreia
Desconhecido; perturbações gastrointestinais, desconforto abdominal, descoloração dos dentes (que pode ser permanente)
Afeções hepatobiliares
Desconhecido: hepatite, hiperbilirrubinemia, colestase (ver secção 4.4)
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Desconhecido: eritema multiforme, pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA), síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, síndrome de reação ao fármaco com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) (ver secção 4.4), reações cutâneas, prurido, rash pruriginoso, urticária, dermatite alérgica, penfigóide, descoloração do suor
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Desconhecido: fraqueza muscular, miopatias, dor óssea
Doenças renais e urinárias
Desconhecido: lesão renal aguda geralmente devida à necrose tubular renal ou nefrite tubulointersticial, cromatúria
Situações na gravidez, no puerpério e perinatais Desconhecido: hemorragia pós-parto, hemorragia feto-materna
Doenças dos órgãos genitais e da mama
Desconhecido: perturbações na menstruação
Afeções congénitas, familiares e genéticas
Desconhecido: porfiria
Perturbações gerais e alterações no local de administração
Muito frequentes: febre, calafrios
Frequentes: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas
- Reação paradoxal a fármacos: Os sintomas da tuberculose podem voltar ou podem surgir novos sintomas após a melhoria inicial durante o tratamento. As reações paradoxais foram reportadas entre 2 semanas a 18 meses após o início do tratamento para a tuberculose. As
reações paradoxais estão tipicamente associadas a febre, nódulos linfáticos inchados (linfadenite), falta de ar e tosse. Doentes com reação paradoxal a fármacos podem ainda apresentar dores de cabeça, perda de apetite e perda de peso.
Desconhecido: edema
Exames complementares de diagnóstico
Frequentes: aumento da bilirrubina no sangue, aumento da aspartato aminotransferase, aumento da alanina aminotransferase
Desconhecido: diminuição da pressão arterial, aumento da creatina no sangue, aumento das enzimas hepáticas
Comunicação de efeitos indesejáveis
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)
ou através dos seguintes contactos:
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa
Tel: +351 21 798 73 73
Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt
Como conservar Rifadin?
Manter fora da vista e do alcance das crianças.
Não conservar acima de 25 C.
Proteger as cápsulas do calor, da luz e da humidade.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior a seguir a "VAL". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Mais informações sobre Rifadin
Qual a composição de Rifadin
- A substância ativa é a rifampicina. Cada cápsula contém 300 mg de rifampicina.
- Os outros excipientes são: amido de milho, estearato de magnésio, eritrosina (E127), indigotina (E 132), dióxido de titânio (E171) e gelatina.
Qual o aspeto de Rifadin e conteúdo da embalagem
As cápsulas são de gelatina dura opacas de cor vermelha, com marcação R-300, contendo um pó castanho avermelhado.
Caixas de cartão contendo blisters de alumínio/PDVC e PVC/PDVC. Embalagens de 10 e 60 cápsulas.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Sanofi - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Empreendimento Lagoas Park
Edifício 7 – 3º Piso
2740-244 Porto Salvo
Fabricante
Sanofi S.r.l.
Via Valcanello
03012 Anagni, Itália
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Princípios editoriais
Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.


