Índice
O essencial
RAPAMIC comprimidos doseados a 200mg de Cetoconazol é um antifúngico (I-2) indicado no tratamento de micoses profundas (blastomicose, cromomicose, coccidioidomicose, histoplasmose, paracoccidioidomicose, candidíase sistémica e candidúria) e micoses superficiais (candidíase cutaneomucosa, candidíase vaginal, infecções dermatofíticas e pitiríase versicolor).
- Substância(s) ativa(s)
- Ketoconazole
- Titular da autorização de introdução no mercado
- Cipan - Companhia Industrial Produtora de Antibióticos, S.A.
- Código ATC
- J02AB02
Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.
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Folheto informativo
Para que é utilizado Rapamic?
RAPAMIC comprimidos doseados a 200mg de Cetoconazol é um antifúngico (I-2) indicado no tratamento de micoses profundas (blastomicose, cromomicose, coccidioidomicose, histoplasmose, paracoccidioidomicose, candidíase sistémica e candidúria) e micoses superficiais (candidíase cutaneomucosa, candidíase vaginal, infecções dermatofíticas e pitiríase versicolor).
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O que deve saber antes de tomar Rapamic?
Não tome RAPAMIC:
- se tem hipersensibilidade (alergia) ao Cetoconazol e/ou aos antifúngicos do grupo dos imidazóis, ou a qualquer um dos excipientes.- - se está a tomar Terfenadina ou Astemizol, Cisapride e Midazolam ou Triazolam
Tome especial cuidado com RAPAMIC:
- - pois, o Cetoconazol tem sido associado a hepatotoxicidade. Deve contactar o seu médico caso surjam sinais ou sintomas de possível disfunção hepática (Ex.: fadiga anormal, anorexia, náusea e/ou vómitos, icterícia, urina escura, fezes claras). Os doentes tratados com Cetoconazol devem ser cuidadosamente monitorizados do ponto de vista clínico e bioquímico, particularmente os doentes com terapêutica prolongada ou a tomar outras substâncias potencialmente hepatotóxicas e os indivíduos com história de doença hepática.
- - uma vez que existe a possibilidade do Cetoconazol deprimir a função adrenocortical, particularmente em doentes a receber altas doses da substância. A possibilidade de a substância reduzir a testosterona sérica também deve ser considerada. Para minimizar os riscos dos efeitos endócrinos, deverão seguir-se as doses recomendadas (mg diários nos adultos).
- - em situações de acloridria ou hipocloridria, uma vez que podem diminuir a absorção do Cetoconazol
- na utilização em crianças. O Cetoconazol não tem sido convenientemente estudado em crianças. Não há praticamente informação em crianças com idade inferior a 2 anos. Atendendo à limitada experiência, a substância deverá ser utilizada em crianças somente quando os benefícios potenciais justificam os riscos possíveis.
- pois, o cetaconazol em comprimidos não é absorvido a nível do sistema nervoso central,
razão pela qual não se encontra indicado em caso de infecções fúngicas a este nível,
nomeadamente meningite.
Tomar RAPAMIC com alimentos ou bebidas:
A ingestão de álcool durante o tratamento com RAPAMIC pode causar rubor, rash, edema periférico, náusea e cefaleias. Por isso, recomenda-se que não ingira álcool enquanto estiver a tomar o medicamento e que a sua ingestão seja evitada durante as primeiras 48 horas após a interrupção da terapêutica.
Gravidez:
Até à data, não há estudos adequados e controlados usando o Cetoconazol na mulher grávida. RAPAMIC não deve ser utilizado durante a gravidez, excepto quando claramente necessário.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
Aleitamento:
O Cetoconazol distribui-se provavelmente ao leite materno; por esta razão, mulheres em fase de lactação a tomar Cetoconazol deverão interromper a amamentação.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas:
RAPAMIC não interfere com a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas.
Informações importantes sobre alguns ingredientes de RAPAMIC:
Os comprimidos de RAPAMIC contêm lactose, o que contra-indica o medicamento em caso de insuficiência de lactase, galactosemia e síndrome de malabsorção da glucose e da galactose.
Tomar RAPAMIC com outros medicamentos:
Substâncias que afectam a acidez gástrica: a acidez gástrica é necessária para a dissolução e
absorção do Cetoconazol. A administração concomitante de substâncias que diminuem a
acidez gástrica ou aumentem o pH gástrico (Ex.: antiácidos, Cimetidina, Ranitidina,
antimuscarínicos) pode diminuir a absorção deste agente antifúngico. A absorção do
Cetoconazol também parece encontrar-se reduzida com a administração concomitante de
Sucralfato. Se alguma destas substâncias for necessária em administração concomitante
deverá fazer-se pelo menos 2 horas após a administração do Cetoconazol.
Substâncias hepatotóxicas: o Cetoconazol pode causar severa hepatotoxicidade por isso, os
doentes a tomar este agente antifúngico e outras substâncias hepatotóxicas devem ser
cuidadosamente monitorizados, em particular os que estão sob terapêutica prolongada ou com
história de doença hepática.
Agentes antituberculosos: a administração concomitante de Cetoconazol e Rifampicina ou
Isoniazida resultou na diminuição das concentrações séricas do Cetoconazol.
Agentes antivirais: a Didanosina (DDI) diminui a absorção digestiva do Cetoconazol ao
aumentar o pH gástrico (presença de um antiácido nos comprimidos de DDI). Deve-se tomar o
Cetoconazol 2 horas antes ou 2 horas após a administração de DDI.
Sendo um inibidor da isoenzima CYP3A do citocromo P450, o cetoconazol poderá induzir um
aumento da concentração sérica de fármacos inibidores da protease do HIV, como o indinavir.
O ritonavir aumenta a biodisponibilidade do cetoconazol. Deve considerar-se uma diminuição
da dose de cetoconazol quando administrados concomitantemente.
Anticoagulantes cumarínicos: o Cetoconazol pode aumentar o efeito anticoagulante das
substâncias cumarínicas. A administração concomitante do Cetoconazol e anticoagulantes
cumarínicos requer a monitorização do efeito anticoagulante e ajuste da dose do
anticoagulante.
Ciclosporina, Tacrolimus e Sirolimus: a administração concomitante de Cetoconazol e
Ciclosporina pode resultar no aumento das concentrações plasmáticas da Ciclosporina e da
creatininémia. A administração concomitante de Cetoconazol e Tacrolimus (ou Sirolimus) pode
afectar o metabolismo do imunossupressor, o que resulta no aumento das suas concentrações
plasmáticas. Deve-se fazer o controlo estrito da função renal, a monitorização das
concentrações séricas dos imunossupressores e o ajuste posológico destes, quando
necessário.
Fenitoína: a administração concomitante de Cetoconazol e Fenitoína pode alterar o
metabolismo de uma ou de ambas as substâncias, pelo que as concentrações séricas de ambas devem ser monitorizadas se usadas concomitantemente.
Metilprednisolona: a administração concomitante de Cetoconazol e Metilprednisolona pode
resultar no aumento das concentrações plasmáticas do corticosteróide. Um ajuste da dose do
corticosteróide pode ser necessário quando o Cetoconazol é administrado concomitantemente
com esta substância.
Álcool: as reacções tipo Dissulfiram, incluindo rubor, rash, edema periférico, náusea e
cefaleias, foram referidas raramente em doentes a tomar Cetoconazol que ingeriram álcool. Por
isso, recomenda-se que o álcool seja evitado durante as primeiras 48 horas após a interrupção
da terapêutica com Cetoconazol.
Terfenadina e Astemizol: o Cetoconazol inibe o metabolismo da Terfenadina, resultando no
aumento da concentração plasmática da Terfenadina e atraso na eliminação do seu metabolito
ácido. O aumento da concentração plasmática da Terfenadina ou do seu metabolito pode
resultar no prolongamento do intervalo QT. O Cetoconazol inibe o metabolismo do Astemizol,
resultando no aumento da concentração plasmática do Astemizol e do seu metabolito activo, o
desmetilastemizol, o qual pode prolongar o intervalo QT. A associação do Cetoconazol e
Terfenadina ou Astemizol está contra-indicada.
Cisapride: o Cetoconazol inibe o metabolismo do Cisapride. A co-administração de
Cetoconazol e Cisapride pode resultar no aumento das concentrações plasmáticas de
Cisapride e no prolongamento do intervalo QT e raramente em sérios efeitoscardiovasculares,
incluindo taquicardia e fibrilhação ventricular e torsade de pointes. A associação do
Cetoconazol e Cisapride está contra-indicada.
Midazolam e triazolam: a administração concomitante de Cetoconazol e Midazolam ou
Triazolam resulta no aumento das concentrações plasmáticas e prolongamento da semi-vida
plasmática das benzodiazepinas, o que pode conduzir a um prolongamento do efeito hipnótico
e sedativo. A associação do Cetoconazol e Midazolam ou Triazolam está contra-indicada.
Outras interacções medicamentosas: foram referidos, casos raros de elevação das
concentrações plasmáticas da Digoxina quando co-administrada com Cetoconazol. Foi referida
hipoglicemia severa em doentes a tomar Miconazol e um antidiabético oral (Sulfonilureia).
Como o Cetoconazol, é estruturalmente relacionado com o Miconazol, poderá ocorrer esta
interacção também com o Cetoconazol.
Como inibidor da isoenzima CYP3A do citocromo P450, o cetoconazol interage com os
fármacos que são metabolizados no mesmo complexo enzimático tais como buspirona, sildenafil e carbamazepina.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.
Como tomar Rapamic?
Tomar RAPAMIC sempre de acordo com as instruções do médico. Fale com o seu médico ou
farmacêutico se tiver dúvidas.
Posologia/Frequência da administração:
Adultos
A dose usual é de um comprimido (200mg) uma vez por dia. Em caso de infecção grave ou de resposta clínica insuficiente a dose pode ser aumentada para dois comprimidos (400mg) 1 vez por dia (toma única).
A posologia aconselhada de acordo com o tipo de patologia é a seguinte:
Candidíase vaginal não complicada: mg duas vezes ao dia durante 5 dias
Blastomicose e coccidioidomicose: 400mg uma ou duas vezes ao dia durante meses
Pitiríase versicolor:200mg uma vez ao dia durante dias
Histoplasmose: 200 ou 400mg uma ou duas vezes ao dia durante pelo menos 6 meses; no
entanto, tratamentos de meses revelaram-se eficazes em alguns doentes Cromomicose: mg por dia durante meses
Paracoccidioidomicose: mg por dia durante pelo menos 6 meses; no entanto, tratamentos de meses revelaram-se eficazes em alguns doentes Candidíase da orofaringe e do esófago: mg por dia durante semanas Infecções dermatofíticas: mg por dia durante meses, no caso particular da onicomicose (tinea unguium) mg por dia durante meses
Candidíase cutaneomucosa não crónica: mg/dia durante 1 a 2 semanas
Crianças com mais de 2 anos
Não foram realizados estudos sistemáticos sobre a utilização de cetaconazol em comprimidos
neste grupo etário. Assim, este medicamento não deve ser usado em crianças a não ser que
os benefícios justifiquem os riscos.
Não é aconselhável a administração de comprimidos em crianças com menos de 12 anos e/ou
30 Kg de peso.
Idosos e Doentes com Insuficiência Renal e Hepática
Não existem evidências que sugiram que os doentes idosos necessitem de uma posologia
diferente. A prescrição de cetoconazol em comprimidos a doentes deste grupo etário deverá
considerar a possibilidade da pré-existência de uma diminuição da função hepática e/ou renal.
Considerando o comprovado efeito hepatotóxico demonstrado pelo medicamento, em doentes
com insuficiência hepática poderá ser necessário proceder-se a uma diminuição da dose de
cetoconazol.
Modo e via de administração:
RAPAMIC 200mg comprimidos para administração oral às refeições.
Duração do tratamento:
A duração do tratamento depende do organismo infectante e do local e severidade da infecção. De um modo geral, o tratamento deverá ser continuado até os testes clínicos e micológicos indicarem que a infecção cessou.
A duração do tratamento da candidíase cutaneomucosa crónica é de meses.
Se tomar mais RAPAMIC do que deveria:
Em caso de sobredosagem aconselha-se como medida de suporte a lavagem gástrica com bicarbonato de sódio, sob vigilância hospitalar.
Caso se tenha esquecido de tomar RAPAMIC:
Em caso de omissão de uma dose, tomar o medicamento assim que possível; não fazê-lo caso esteja próxima a hora da dose seguinte; não tomar uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu.
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Quais são os efeitos secundários de Rapamic?
Como os demais medicamentos, RAPAMIC pode ter efeitos secundários.
Efeitos gastrintestinais: os efeitos secundários mais frequentes são náuseas e/ou vómitos, os
quais foram observados em % dos doentes a tomar o Cetoconazol. Dor abdominal,
obstipação, flatulência, hemorragia gastrintestinal, dispepsia e diarreia foram menos
frequentemente referidos (?1%).
Efeitos hepáticos: elevação transitória das enzimas hepáticas (TGO, TGP e fosfatase alcalina)
e hepatotoxicidade
Efeitos endócrinos: ginecomastia
Efeitos dermatológicos: prurido foi referido em cerca de 2% dos doentes a tomar Cetoconazol.
rash, dermatite, púrpura, fotossensibilidade, erupção cutânea, sensação de ardor, alopécia e
alteração a nível da sudação foram menos frequentemente referidos (<1%). Raramente foram
referidos casos de anafilaxia, que ocorreram com a administração da primeira dose de
Cetoconazol.
Efeito sobre o músculo esquelético e o sistema nervoso: cefaleias, vertigens, sonolência,
letargia, astenia, artralgia, mialgia, nervosismo, insónia e parestesia foram referidos em <1%
dos doentes a tomar Cetoconazol. Raramente foram referidos casos de distúrbios
neuropsiquiátricos, incluindo tendências suicidas, e depressão severa.
Efeitos hematológicos: trombocitopenia, eosinofilia, leucopenia/neutropenia e anemia
hemolítica foram referidos em <1% dos doentes a tomar Cetoconazol
Outros efeitos: fotofobia, febre, epistaxis e impotência foram referidos em <1% dos doentes a tomar Cetoconazol. A hipertensão foi referida em vários doentes a tomar elevadas doses de Cetoconazol na terapêutica do carcinoma da próstata com metástases.
Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou
farmacêutico.
Como conservar Rapamic?
Conservar a temperatura inferior a 25ºC, em lugar seco e ao abrigo da luz.
MANTER FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS.
NÃO UTILIZE RAPAMIC APÓS EXPIRAR O PRAZO DE VALIDADE INDICADO NA
EMBALAGEM.
Este folheto foi revisto pela última vez em Agosto de 2004.
Princípios editoriais
Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.


