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Folheto informativo
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Como tomar Nalador 500?
Nalador 500 é um medicamento que só deve ser utilizado por ginecologistas experientes em clínicas equipadas com instalações modernas para a monitorização contínua das funções cardíacas e circulatórias (ex.: pressão sanguínea e batimento cardíaco) e com instalações para os cuidados intensivos.
Na secção 6 “A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde” é apresentada informação sobre a utilização adequada de Nalador 500 e/ou em informação separada disponível pelo Titular de Autorização de Introdução no Mercado para os profissionais de saúde.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico.
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Quais são os efeitos secundários de Nalador 500?
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Os seguintes efeitos indesejáveis do Nalador 500 são mencionados por frequência:
Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas)
- náuseas
- vómitos
Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)
- temperatura corporal aumentada
Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) - rutura do útero
Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas)
- sonolência
- dor de cabeça
- batimento lento do coração (bradicardia)
- acumulação de líquido nos pulmões (edema pulmonar)
- aumento da pressão sanguínea na artéria ou vasos nos seus pulmões
- constrição das vias aéreas dos pulmões (broncoconstrição)
Muito raros (podem afetar até 1 em 10 000 pessoas):
- contração temporária, abrupta e focal dos músculos na parede de uma artéria no coração (espasmo coronário)
- fornecimento insuficiente de sangue ao músculo cardíaco (isquemia do
miocárdio)
- distúrbio temporário do equilíbrio de fluidos e eletrólitos (sais e minerais) devido à eliminação de eletrólitos
Frequência desconhecida
- Aumento da tensão arterial
- Reações de hipersensibilidade (urticária, choque alérgico)
Comunicação de efeitos indesejáveis
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)
ou através dos seguintes contactos:
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa
Tel: +351 21 798 73 73
Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt
Como conservar Nalador 500?
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
As ampolas e os frascos para injetáveis de Nalador 500 devem ser conservados a temperaturas entre 2ºC e 8ºC, no frigorífico.
As soluções reconstituídas de Nalador 500 devem ser armazenadas no frigorífico a uma temperatura entre 2ºC e 8ºC, devendo ser usadas num prazo até 12 horas após a sua preparação.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Mais informações sobre Nalador 500
Qual a composição de Nalador 500
- A substância ativa é a sulprostona, um derivado sintético da prostaglandina E2. Cada ampola ou frasco para injetáveis contém 0,5 mg de sulprostona.
- Os outros componentes são a povidona e cloridrato de trometamol.
Qual o aspeto de Nalador 500 e conteúdo da embalagem
Nalador 500 é um pó liofilizado branco.
Nalador 500 apresenta-se em embalagens de 3 ampolas, de vidro castanho tipo I, de 500 g de sulprostona.
Nalador 500 apresenta-se em embalagens de 3 frascos para injetáveis, de vidro âmbar tipo I, de 0,5 mg de sulprostona.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Teofarma S.r.l.
Via F.lli Cervi, 8
27010 Valle Salimbene (F)
Itália
Fabricante
Teofarma S.r.l. Viale Certosa, 8/A 27100 Pavia Itália
Este folheto foi revisto pela última vez em
A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
Indicações terapêuticas
- Indução do aborto (indicação materna ou fetal);
- Indução do parto em caso de feto morto in-útero;
- Tratamento de hemorragia pós-parto por atonia.
Posologia e modo de administração
Nalador 500 apenas deve ser utilizado por ginecologistas experientes em clínicas equipadas com instalações modernas para a monitorização contínua das funções cardíacas e circulatórias e com instalações para os cuidados intensivos.
De forma a evitar níveis plasmáticos de pico elevados e assegurar a correta monitorização e controlo aquando da administração por perfusão I.V., é fortemente recomendado que a administração do medicamento seja efetuada com um sistema de perfusão automático.
- Indução do aborto
- Indução do parto em caso de feto morto in-útero
Nalador 500 não deve ser administrado durante mais de 10 horas. Começar a terapia com a dose inicial (A, tabela 1). Se o efeito alvo não for alcançado, a dose pode ser aumentada até à dose máxima (B, tabela 1). A razão de perfusão máxima nunca deve ser excedida, uma vez que maiores concentrações séricas aumentam a possibilidade de reações adversas. A perfusão requer supervisão constante.
| Tabela 1) | |||||||
| Volume de perfusão | 500 g de Nalador 500 como | ||||||
| perfusão 250 ml | perfusão 500 ml | ||||||
| Razão | de | g/min | ml/min | gotas/min | ml/min | gotas/min | g/hora |
| perfusão | |||||||
| A: Dose inicial | 1,7 | 0,9 | ~17 | 1,7 | ~34 | ||
| B: | Dose | 8,3 | 4,2 | ~83 | 8,3 | ~166 | |
| máxima |
Dose total máxima: 1500 g de Nalador 500 em 24 horas.
Se o objetivo do tratamento não for alcançado, pode repetir-se a perfusão 12 - 24 horas depois do final da administração.
- Tratamento de hemorragia pós-parto por atonia
Devem ser excluídas razões para uma hemorragia pós-parto que não sejam por atonia. A oxitocina é utilizada como tratamento de primeira linha durante o exame do trato genital para confirmar o diagnóstico. Se o efeito no tratamento com oxitocina é insuficiente, Nalador 500 é administrado imediatamente (= tratamento de segunda linha).
Se, durante o tratamento com a dose inicial (A, tabela 2), a hemorragia não cessar ou não diminuir nitidamente dentro de poucos minutos, a dose pode ser aumentada até à dose máxima (B, tabela 2). Após o início do efeito terapêutico, a razão da perfusão intravenosa tem de ser reduzida para a dose de manutenção (C, tabela 2).
| Tabela 2) | |
| Volume de perfusão | 500 g de Nalador 500 como |
| perfusão 250 ml | perfusão 500 ml | |||||||
| Razão | de | g/min | ml/min | gotas/min | ml/min | gotas/min | g/hora | |
| perfusão | ||||||||
| A: Dose inicial | 1,7 | 0,9 | ~17 | 1,7 | ~34 | |||
| B: Dose máxima | 8,3 | 4,2 | ~83 | 8,3 | ~166 | |||
| C: | Dose | de | 1,7 | 0,9 | ~17 | 1,7 | ~34 | |
| manutenção |
Dose total máxima: 1500 g de Nalador 500 em 24 horas.
Dever-se-ão tomar outras medidas caso não seja possível controlar a situação de risco.
Efeitos indesejáveis
A tabela abaixo reporta reações adversas segundo as classes de sistemas de órgãos MedDRA (MedDRA SOCs). As frequências são baseadas em dados de pós-comercialização e experiência cumulativa com Nalador 500 (por exemplo, literatura).
| Classes | de | Muito | Frequente | Pouco | Raros | Muito | Desconhe |
| sistemas | de | frequentes | s | frequentes | ≥ 1/10000, < | raros | cido |
| órgãos | ≥ 1/10 | ≥ 1/100, < | ≥ 1/1000, < | 1/1000 | < | ||
| 1/10 | 1/100 | 1/10000 | |||||
| Doenças | do | Sonolência, | |||||
| sistema | Dor de cabeça | ||||||
| nervoso | |||||||
| Doenças | do | Reações | |||||
| sistema | de | ||||||
| imunitário | hipersens | ||||||
| ibilidade | |||||||
| (Urticária | |||||||
| , Choque | |||||||
| alérgico) | |||||||
| Doenças | Bradicardia | Espasmo | |||||
| cardíacas | coronário | ||||||
| , | |||||||
| Isquemia | |||||||
| miocardia | |||||||
| l | |||||||
| Vasculopatia | Pressão | Hipertens | |||||
| s | sanguínea | ão | |||||
| diminuída | |||||||
| Doenças | Edema | ||||||
| respiratórias, | pulmonar, | ||||||
| torácicas | e | Pressão arterial | |||||
| do | pulmonar | ||||||
| mediastino | aumentada, | ||||||
| Broncoconstriç | |||||||
| ão | |||||||
| Doenças | Náuseas, | Espasmo | |||||
| gastrointesti | Vómitos | gástrico |
| APROVADO EM | |||||||||
| 20-03-2024 | |||||||||
| INFARMED | |||||||||
| nais | (epi- | e | |||||||
| mesogástr | |||||||||
| ico), | |||||||||
| Diarreia | |||||||||
| Doenças | Fluido e | ||||||||
| renais | e | desequilí | |||||||
| urinárias | brio | ||||||||
| eletrolític | |||||||||
| o | |||||||||
| transitóri | |||||||||
| os | |||||||||
| (eliminaç | |||||||||
| ão | |||||||||
| eletrolític | |||||||||
| a) | |||||||||
| Situações na | Rutura | ||||||||
| gravidez, | no | uterina | |||||||
| puerpério | e | ||||||||
| perinatais | |||||||||
| Perturbações | Febre, | ||||||||
| gerais | e | Temperatu | |||||||
| alterações | ra corporal | ||||||||
| no local | de | aumentad | |||||||
| administraçã | a | ||||||||
| o |
O termo MedDRA mais apropriado é utilizado para descrever uma determinada reação e os seus sinónimos e condições relacionadas.
Contraindicações
Asma brônquica, bronquite espástica, perturbações cardíacas pré-existentes (mesmo sem sinais de descompensação), antecedentes de doenças vasculares, principalmente dos vasos coronários, hipertensão grave, perturbações graves da função hepática ou renal, diabetes mellitus não compensada, convulsões cerebrais, glaucoma, tirotoxicose, infeções ginecológicas agudas, colite ulcerosa, úlcera gástrica aguda, anemia falciforme, talassemia, doenças graves em geral, anterior intervenção cirúrgica uterina.
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.
A indução do parto em casos de feto viável está contraindicada, uma vez que não são de excluir efeitos adversos no feto com a administração de uma prostaglandina sintética com é o caso da sulprostona.
Interações medicamentosas e outras formas de interação
A utilização do Nalador 500 em associação com a metilergometrina ou derivados de ergot semelhantes pode originar um aumento do risco de vasoconstrição coronária e subsequente isquemia do miocárdio com potencial risco de vida ou desfecho fatal.
Não se deve administrar oxitocina juntamente com sulprostona, uma vez que daí pode resultar uma hiperestimulação do útero não evacuado (exceção: hemorragia pós-parto por atonia).
A administração simultânea de analgésicos dos grupos dos anti-inflamatórios não esteroides deve ser evitada uma vez que podem atenuar os efeitos desejados de Nalador 500.
O uso de prostaglandinas para administração local, antes ou em combinação com tratamento com Nalador 500, não tem sido clinicamente testado. Dada a hipótese teórica da combinação de diferentes prostaglandinas poder conduzir a uma potenciação de efeitos desconhecidos, com o risco de efeitos adversos indesejáveis graves, não se pode recomendar um tratamento preliminar ou uma combinação com outras prostaglandinas.
Notas especiais
Qualquer tratamento com Nalador 500 para indução de aborto deve ficar concluído com interrupção da gravidez uma vez que são possíveis lesões no feto. Deve efetuar-se sempre uma curetagem mesmo após um aborto aparentemente completo.
A administração intra-arterial acidental deve ser evitada devido ao risco de arterite local com consequente necrose.
Não deve ser utilizada a administração em bólus (a rápida ocorrência de nível plasmático elevado pode levar a um aumento crítico da pressão na circulação pulmonar).
Nalador 500 não deve ser administrado por injeção intracervical/intramiometrial.
A injeção intracervical/intramiometrial do Nalador 500 pode, conforme o local da injeção, provocar um inesperado aumento súbito dos níveis plasmáticos de Nalador 500 ou formar um depósito com o potencial de efeitos medicamentosos prolongados que, juntamente com a perfusão intravenosa de Nalador 500, poderá induzir reações adversas.
Deve-se ter particular precaução quando a doença cardiovascular ou fatores de risco para doença cardiovascular (consumo de tabaco, hiperlipidemia, diabetes com alterações vasculares) estão presentes. A idade da doente também deve ser tida em conta na avaliação do risco.
Uma vez que podem ocorrer bradicardia e/ou alterações da tensão arterial, são indicadas monitorizações apropriadas dos parâmetros cardíacos e circulatórios.
Durante a pós-comercialização, foram notificados, com a sulprostona, casos de hipertensão, ocasionalmente associados a reações cardiovasculares graves, especialmente quando a taxa de fluxo inicial recomendada não foi respeitada (acima de 100 µg/h) ou quando a taxa de fluxo não foi aumentada de forma progressiva em caso de uma resposta terapêutica insuficiente.
Se a taxa de fluxo tiver de ser aumentada devido a um efeito insuficiente do tratamento, este aumento deve ser efetuado de forma progressiva de modo a
prevenir complicações cardiovasculares. A resolução da hipertensão ocorreu, geralmente, no período de 30 minutos após a redução da dose ou após a interrupção da sulprostona.
Pode ocorrer isquemia miocardial, possivelmente secundária a espasmo coronário associado à utilização de Nalador 500. Tais reações podem originar enfarte do miocárdio, arritmia cardíaca com risco de vida, choque e paragem cardíaca, o que pode ser fatal.
Podem ocorrer broncoconstrições em pessoas predispostas. Aumentos da pressão na circulação pulmonar (variando na gravidade para edema pulmonar) podem ocorrer, tal como acontece com as prostaglandinas naturais.
Fluido transitório e desequilíbrios eletrolíticos (eliminação eletrolítica) podem ocorrer, resultado de uma influência reversível na função renal.
A sensibilidade do miométrio às prostaglandinas aumenta com o aumento da duração da gravidez, e a rutura uterina tem sido reportada.
Para utilização do Nalador 500 em associação com metilergometrina e com oxitocina ver secção 4.5 do RCM ("Interações medicamentosas e outras formas de interação").
Sobredosagem
Sintomas de sobredosagem
Broncoconstrição, bradicardia, alterações da pressão sanguínea, isquemia miocardial; cianose e dispneia como possíveis sinais de edema pulmonar incipiente. Hiperestimulação do útero (tétano puerperal).
Medidas a adotar no caso de sobredosagem
Se necessário, aplicar cuidados médicos intensivos no caso de broncoconstrição, bradicardia, diminuição da pressão sanguínea e sinais de edema pulmonar incipiente.
O uso, em princípio apropriado, de simpaticomiméticos-β adrenérgicos em
broncoconstrição, bradicardia e tétano puerperal está associado a um potencial risco de indução de edema pulmonar em mulheres grávidas. Devido a este facto, a relação risco -benefício desta terapêutica deve ser avaliada, para cada caso individual.
Instruções para a preparação
Ampola:
Após a reconstituição com soro fisiológico, a solução na ampola deve estar límpida e isenta de partículas.
O conteúdo de uma ampola de Nalador 500 deve ser diluído imediatamente em 250 ml ou 500 ml de soro fisiológico para perfusão intravenosa.
Frasco para injetáveis:
Após a reconstituição com soro fisiológico, a solução no frasco para injetáveis deve estar límpida e isenta de partículas.
O conteúdo de um frasco para injetáveis de Nalador 500 deve ser diluído imediatamente em 250 ml ou 500 ml de soro fisiológico para perfusão intravenosa.
Princípios editoriais
Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.


