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Medicamentos

Ticlopidina Tetrafarma

Ticlopidina Tetrafarma
Índice
  1. O que é e para que é utilizado?
  2. O que deve considerar antes de usar?
  3. Como é utilizado?
  4. Quais são os possíveis efeitos secundários?
  5. Como deve ser armazenado?
  6. Mais informações

O essencial

Ticlopidina Tetrafarma é um inibidor da agregação plaquetária e é indicado para: Redução do risco de ocorrência e recorrência de um acidente vascular cerebral, em doentes que sofreram, pelo menos, um dos seguintes acidentes: acidente vascular cerebral isquémico constituído, acidente vascular cerebral menor, défice neurológico reversível de origem isquémica, …

Substância(s) ativa(s)
Ticlopidina
Titular da autorização de introdução no mercado
Tetrafarma - Produtos Farmacêuticos
Código ATC
B01AC05

Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.

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Folheto informativo

Para que é utilizado Ticlopidina Tetrafarma?

Ticlopidina Tetrafarma é um inibidor da agregação plaquetária e é indicado para:

  • Redução do risco de ocorrência e recorrência de um acidente vascular cerebral, em doentes que sofreram, pelo menos, um dos seguintes acidentes: acidente vascular cerebral isquémico constituído, acidente vascular cerebral menor, défice neurológico reversível de origem isquémica, acidente isquémico transitório (AIT), incluindo cegueira unilateral transitória;
  • Prevenção dos acidentes isquémicos graves, em particular coronários, em doentes com arteriopatia dos membros inferiores no estadio de claudicação intermitente.
  • Prevenção e correção das alterações da função plaquetária, induzidas pelos circuitos extracorporais:
  • Cirurgia com circulação extracorporal;
  • Hemodiálise crónica;
  • Prevenção das oclusões subagudas após implante de STENT coronário.

Tendo em conta os efeitos adversos hematológicos da ticlopidina, o médico prescritor deve considerar os riscos e benefícios da ticlopidina em relação ao ácido acetilsalicílico, uma vez que a relação benefício/risco é maior nos doentes para os quais o ácido acetilsalicílico não é aconselhável.

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O que deve saber antes de tomar Ticlopidina Tetrafarma?

Não tome Ticlopidina Tetrafarma

  • Se tem alergia à ticlopidina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6);
  • Se sofre de diátese hemorrágica;
  • Se tem lesões orgânicas com potencial hemorrágico: úlcera gastroduodenal ativa, ou acidente vascular cerebral hemorrágico em fase aguda;
  • Se sofre de doenças do sangue envolvendo um tempo de hemorragia prolongado;
  • Se tem antecedentes de leucopenia, trombocitopenia ou agranulocitose.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, ou farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Ticlopidina

Tetrafarma.

Podem ocorrer efeitos indesejáveis hematológicos e hemorrágicos. Estes podem ser graves, tendo já sido observados desfechos fatais (ver secção "Efeitos indesejáveis possíveis").

Estes efeitos graves podem estar associados a:

  • Monitorização inadequada, diagnóstico tardio e medidas terapêuticas de correção inadequadas;
  • Administração concomitante de anticoagulantes ou outros antiagregantes plaquetários, tais como o ácido acetilsalicílico e os AINEs. No entanto, no caso de um implante STENT, a Ticlopidina Tetrafarma deve ser associada ao ácido acetilsalicílico (100 a 325 mg/dia), durante cerca de 1 mês após o implante.

Monitorização hematológica:

A maioria dos casos de neutropenia grave ou agranulocitose desenvolveram-se nos três primeiros meses de tratamento com Ticlopidina Tetrafarma (necessidade de monitorização das células sanguíneas). Nestes casos a medula óssea demonstrou uma descida típica dos precursores mieloides.

A contagem das células sanguíneas, com contagem diferencial de plaquetas, deve ser realizada no início do tratamento e de duas em duas semanas durante os três primeiros meses e nos 15 dias após, se o tratamento com Ticlopidina Tetrafarma tiver sido descontinuado nos três primeiros meses de tratamento. No caso de neutropenia confirmada (< 1,500 neutrófilos/mm3) ou trombocitopenia (<100,000 plaquetas/mm3) o tratamento deve ser descontinuado e deve ser monitorizada a contagem das células sanguíneas (com contagem diferencial de plaquetas) até ao regresso aos valores normais.

em diferencial de plaquetas) até ao regresso aos valores normais.

Monitorização clínica:

Todos os doentes devem ser monitorizados para sinais clínicos e sintomas de efeitos indesejáveis do medicamento, especialmente durante os três primeiros meses de tratamento.

Devem ser explicados ao doente os sinais e sintomas que podem estar relacionados com neutropenia (febre, dor de garganta, úlceras na cavidade nasal), trombocitopenia e/ou alterações da hemostase (hemorragia invulgar ou prolongada, nódoas negras, púrpura, fezes escuras) e hepatite incluindo icterícia, urina escura, fezes acólicas (sem cor).

Todos os doentes devem ser aconselhados a parar a medicação e a consultar o seu médico de imediato após a ocorrência de alguns dos sinais ou sintomas descritos. A decisão de recomeçar o tratamento só deve ser tomada com base em resultados clínicos e laboratoriais.

O diagnóstico clínico da púrpura trombocitopénica trombótica (PTT) é caracterizado pela presença de trombocitopenia, anemia hemolítica, sintomas neurológicos, disfunção renal e febre. O início pode ser repentino. A maioria dos casos foram notificados nas primeiras 8 semanas de terapêutica. Devido ao risco de ocorrência fatal, deve contactar-se um especialista em caso de suspeita de PTT.

Foi notificado que o tratamento com plasmaférese melhora o diagnóstico.

Reações cruzadas entre tienopiridinas:

Os doentes devem ser avaliados quanto à sua história de hipersensibilidade a outra tienopiridina (como o clopidogrel ou o prasugrel) visto terem sido notificadas reações alérgicas cruzadas entre as tienopiridinas (ver secção "Efeitos indesejáveis possíveis"). As tienopiridinas podem causar reações alérgicas moderadas a graves tais como erupção cutânea, angioedema ou reações hematológicas tais como trombocitopenia e neutropenia. Os doentes que desenvolveram uma reação alérgica anterior e/ou reação hematológica a uma tienopiridina podem ter risco aumentado de desenvolverem a mesma ou outra reação a outra tienipiridina. Recomenda-se monitorização de reação cruzada.

Hemostase:

A Ticlopidina Tetrafarma deve ser administrada com prudência a doentes suscetíveis a síndromes hemorrágicos.

O fármaco não deve ser administrado em associação com as heparinas, os anticoagulantes orais e outros antiagregantes plaquetários, contudo, em casos excecionais de administração concomitante, deve ser assegurada uma monitorização clínica e laboratorial sistemática (ver " Outros medicamentos e Ticlopidina Tetrafarma ").

Em doentes sujeitos a cirurgia eletiva, o tratamento deve ser, sempre que possível, suspenso pelo menos 10 dias antes da cirurgia.

Numa situação de emergência cirúrgica, numa tentativa de minimizar o risco hemorrágico, bem como o prolongamento do tempo de hemorragia, podem ser utilizados 3 meios, isolados ou conjuntamente: administração de 0,5 a 1 mg/kg de metilprednisolona I.V., renováveis; desmopressina 0,2 a 0,4 microg/kg, e transfusão de plaquetas.

Exames complementares de diagnóstico:

O tratamento crónico com ticlopidina foi associado a um aumento dos níveis séricos de colesterol e triglicéridos. Os níveis séricos de HDL, LDL, VLDL e triglicéridos podem aumentar em 8 a 10% após 1 a 4 meses de tratamento. Não foram observados mais aumentos com a continuação do tratamento. A relação das subfrações lipoproteicas mantém-se inalterada (especialmente da HDL e LDL). Os dados dos ensaios clínicos demonstraram que o efeito não depende da idade, sexo, consumo de álcool ou diabetes e não tem influência no risco cardiovascular.

Sendo a Ticlopidina Tetrafarma extensivamente metabolizada pelo fígado,

  • O fármaco deve ser empregue com precaução nos doentes com insuficiência hepática,
  • Em caso de suspeita de insuficiência hepática, devem ser realizados testes da função hepática. O tratamento deve ser suspenso nos doentes que desenvolvam alterações da função hepática (quadro de hepatite ou icterícia) e deverá ser iniciada, de imediato, investigação para esclarecimento da situação (incluindo testes da função hepática).

O aumento (isolado ou não) da fosfatase alcalina e transaminases (incidência superior a duas vezes o limite máximo normal) foi observado em ambos os grupos (ticlopidina e placebo).

Tecidos cutâneos e subcutâneos

Em geral, as erupções cutâneas desenvolvem-se nos três primeiros meses após o início do tratamento e, em média, ao 11.º dia. Se o tratamento for interrompido, os sintomas desaparecem em alguns dias. Estas erupções cutâneas podem ser generalizadas.

Sistema gastrointestinal

A diarreia é geralmente de gravidade moderada e transitória, e ocorre principalmente nos três primeiros meses de tratamento. Estes distúrbios são geralmente resolvidos em 1 a 2 semanas sem descontinuar o tratamento. Se o efeito é grave e persistente, é conveniente interromper a terapêutica.

Outros medicamentos e Ticlopidina Tetrafarma

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Associações com aumento do risco hemorrágico

AINEs:

Aumento do risco hemorrágico (por aumento da atividade antiagregante plaquetária conjugada ao efeito agressivo dos AINEs sobre a mucosa gastroduodenal).

Se a associação for essencial, deve ser efetuada uma rigorosa vigilância clínica.

Um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (incluindo mas não se restringindo à fluoxetina ou fluvoxamina), medicamentos normalmente usados para tratar a depressão.

Antiagregantes plaquetários:

Aumento do risco hemorrágico (por aumento da atividade antiagregante plaquetária).

Se a associação for essencial, deve ser efetuada uma rigorosa vigilância clínica.

Salicilatos (por extrapolação a partir do ácido acetilsalicílico):

Aumento do risco hemorrágico (por aumento da atividade antiagregante plaquetária conjugada ao efeito agressivo dos salicilatos sobre a mucosa gastroduodenal).

Se a associação for essencial, deve ser efetuada uma rigorosa vigilância clínica. Na situação de existência de um implante STENT, ver "Advertências e Precauções”.

Anticoagulantes orais:

Aumento do risco hemorrágico (associação do efeito anticoagulante e do efeito antiagregante plaquetário).

Se a associação for essencial, deve ser efetuada uma rigorosa vigilância clínica e laboratorial (INR).

Heparinas:

Aumento do risco hemorrágico (associação do efeito anticoagulante e do efeito antiagregante plaquetário).

Se a associação for essencial, deve ser efetuada uma rigorosa vigilância clínica e laboratorial (APTT).

Pentoxifilina, um medicamento usado para a fraca circulação nos braços e nas pernas.

Associações que necessitam de precaução de utilização:

Teofilina:

Aumento dos níveis plasmáticos de teofilina com risco de sobredosagem (diminuição da depuração plasmática da teofilina).

Vigilância clínica e, eventualmente, dos níveis de teofilinémia:

Se necessário deve-se efetuar a adaptação posológica da teofilina durante e após o tratamento com ticlopidina.

Digoxina:

A coadministração de ticlopidina e de digoxina leva a uma ligeira descida (cerca de 15%) das taxas plasmáticas de digoxina, não se esperando perda ou diminuição de eficácia terapêutica da digoxina.

Fenobarbital:

Em voluntários saudáveis, os efeitos antiagregantes plaquetários do ticlopidina não foram afetados pela administração crónica de fenobarbital.

Fenitoína:

Foram notificados diversos casos de intoxicação por fenitoína em doentes com terapêutica concomitante com ticlopidina.

Estudos in vitro demonstraram que a ticlopidina não altera a ligação da fenitoína às proteínas plasmáticas. No entanto as interações das ligações da ticlopidina às proteínas plasmáticas não foram estudadas in vivo.

Foram raramente notificados casos de elevação dos níveis e da toxicidade da fenitoína, quando a ticlopidina foi administrada concomitantemente.

A administração concomitante de fenitoína e de ticlopidina, deve ser encarada com precaução, sendo aconselhável, reavaliar as concentrações plasmáticas da fenitoína.

Outras associações terapêuticas:

No decurso de estudos clínicos, a ticlopidina foi utilizada conjuntamente com beta-bloqueantes, inibidores dos canais de cálcio e diuréticos; não foram notificadas interações indesejáveis, clinicamente significativas.

Os estudos in vitro mostraram que a ticlopidina não altera a ligação do Propranolol às proteínas plasmáticas.

Em situações muito raras, foi referido um decréscimo nos níveis plasmáticos da ciclosporina. Deverá, portanto, ser efetuada uma monitorização dos níveis plasmáticos de ciclosporina em caso de uma coadministração.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Não foi ainda estabelecida a segurança da administração da ticlopidina na grávida.

Exceto em caso de necessidade absoluta, a ticlopidina não deve ser utilizada durante a gravidez.

Amamentação

Estudos efetuados em ratos demonstraram que a ticlopidina é excretada no leite. Não foi ainda estabelecida a segurança da administração da ticlopidina na mulher a amamentar.

Exceto em caso de necessidade absoluta, a ticlopidina não deve ser utilizada durante a amamentação.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Os efeitos indesejáveis da ticlopidina, como as tonturas, podem afetar negativamente a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

Como tomar Ticlopidina Tetrafarma?

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A administração efetua-se por via oral. É recomendado tomar os comprimidos com as refeições.

Adultos

A posologia habitual é de dois comprimidos por dia, a tomar durante as refeições. No caso de prevenção de oclusões subagudas após implante de STENT coronário, o tratamento pode ser iniciado imediatamente antes, ou imediatamente após o implante do STENT, devendo ser continuado durante cerca de um mês (dois comprimidos por dia), em associação com o ácido acetilsalicílico (100 a 325 mg por dia).

Utilização em crianças

A segurança e eficácia em doentes pediátricos ainda não foram estabelecidas.

Utilização nos idosos

Os principais estudos clínicos foram desenvolvidos numa população de doentes idosos com uma média etária de 64 anos. Embora a farmacocinética de ticlopidina se encontre alterada no idoso, a atividade farmacológica e terapêutica, na dose de 500 mg por dia, não é afetada pela idade.

Se tomar mais Ticlopidina Tetrafarma do que deveria

Com base nas suas propriedades farmacodinâmicas, pode ser esperado um risco de

hemorragia.

Se tiver tomado mais Ticlopidina Tetrafarma do que deveria, consulte imediatamente o seu médico ou farmacêutico.

Doenças do sangue e sistema linfático Frequentes (≥1/100 a <1/10) Pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100)

Comprovou-se que a sobredosagem pode provocar intolerância gastrintestinal grave. Caso ocorra intoxicação recomenda-se induzir o vómito, lavagem gástrica e a implementação de medidas gerais de suporte.

Caso se tenha esquecido de tomar Ticlopidina Tetrafarma

No caso da omissão de uma administração de Ticlopidina Tetrafarma, o tratamento deve prosseguir de acordo com a posologia previamente estabelecida.

Após a omissão da administração de várias doses deve ser consultado o médico assistente.

Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

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Quais são os efeitos secundários de Ticlopidina Tetrafarma?

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A frequência dos efeitos indesejáveis possíveis é definida usando a seguinte convenção:

Muito frequentes: afetam mais de 1 utilizador em cada 10 Frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100

Pouco frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000 Raros: afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000

Muito raros: afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000

Desconhecida: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis

Neutropenia incluíndo neutropenia grave (Ver " Advertências e precauções").

Trombocitopenia (< 80,000/mm3), isolada ou excecionalmente

acompanhada de anemia hemolítica. Raros (≥1/10.000 a <1/1.000) Aplasia da medula óssea ou

pancitopenia; púrpura trombocitopenia trombótica (Ver " Advertências e precauções").

Desconhecida (a frequência não pode Agranulocitose.

ser calculada a partir dos dados            
disponíveis)            
Doenças do sistema imunitário            
Muito raros (<1/10.000) Reações imunológicas de expressão
  diversa: reações alérgicas; anafilaxia;
  edema de Quincke; artralgia; vasculite;
  síndrome lúpico; nefropatia de
  hipersensibilidade por vezes levando a
  falência renal; pneumopatia alérgica;
  febre isolada; eosinofilia.    
Desconhecida (a frequência não pode Hipersensibilidade cruzada reativa
ser calculada a partir dos dados entre as tienopiridinas (como o
disponíveis) clopidrogrel ou prasugrel) (ver
  “Advertências e precauções”).  

Doenças do Sistema Nervoso

Pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100)

Dores de cabeça, tonturas e neuropatia periférica.

Vasculopatias              
Desconhecida (a frequência não pode Complicações   hemorrágicas,
ser calculada a partir dos dados principalmente, mas não limitadas a
disponíveis) nódoas negras ou equimoses e
  hemorragias nasais podem ocorrer com
  o tratamento e foram notificadas  
  hemorragias tanto pré como pós-
  operatórias. (Ver também secção 4.4).
  Hemorragia intracerebral, hematúria e
  hemorragia conjuntival foram também
  notificadas.          
Doenças gastrointestinais              
Frequentes (≥1/100 a <1/10) Diarreia, náusea (Ver “Advertências e
  precauções”).        
Muito raros (<1/10.000) Colite com diarreia grave (incluíndo
  colite linfocítica). Foi também notificada
  úlcera gastroduodenal.      
Afeções hepatobiliares              
Frequentes (≥1/100 a <1/10) Aumento das enzimas do fígado;
  aumento (isolado ou não) da fosfatase
  alcalina e transaminases (incidência
  superior a duas vezes o limite máximo
Raros (≥1/10.000 a <1/1.000) normal); ligeiro aumento da bilirrubina;
Hepatite (citolítica e/ou colestática).  
  (Ver “Advertências e precauções”).  
Muito raros (<1/10.000) Hepatite potencialmente fatal.  
Desconhecida (a frequência não pode Hepatite fulminante (Ver “Advertências
ser calculada a partir dos dados e precauções”).        
disponíveis)              
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos            
Frequentes (≥1/100 a <1/10) Erupções   cutâneas, podendo ser
  generalizadas,   particularmente
  maculopapular ou urticariforme;
  comichão(Ver “Advertências e
  precauções”).        
Muito raros (<1/10.000) Eritema multiforme; Síndrome de
  Stevens-Johnson; Síndrome de Lyell e
  dermatite esfoliante.  
Perturbações gerais e alterações no local de administração    
Muito raros (<1/10.000) Febre Isolada.    
Exames complementares de diagnóstico        
Desconhecida (a frequência não pode Aumento dos valores séricos de
ser calculada a partir dos dados colesterol, triglicéridos, HDL, LDL e
disponíveis) VLDL (Ver “Advertências e
  precauções”).    

Exames complementares de diagnóstico

A terapia crónica com ticlopidina tem sido associada ao aumento do colesterol sérico e dos níveis de triglicéridos. As HDL-C, LD-C, VLDL-C séricas e os níveis de triglicéridos podem aumentar 8 a 10% após 1 a 4 meses de tratamento. Não têm sido identificadas outras elevações ao longo da terapêutica contínua. O rácio das subfrações da lipoproteina (especialmente o rácio entre as HDL e as LDL) contínua inalterado. Os dados dos estudos clínicos têm demonstrado que o efeito não depende da idade, sexo, consumo de álcool ou da diabetes, e não têm influência no risco cardiovascular.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Ticlopidina Tetrafarma?

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após “VAL.”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Mais informações sobre Ticlopidina Tetrafarma

Qual a composição de Ticlopidina Tetrafarma

  • A substância ativa é a ticlopidina (sob a forma de cloridrato). Cada comprimido contém 250 mg de cloridrato de ticlopidina;
  • Os outros componentes são:

Núcleo: amido de milho, celulose microcristalina 101, povidona, ácido cítrico monohidratado, talco (E553b), estearato de magnésio;

Revestimento: hipromelose, dióxido de titânio (E171), talco (E553b), macrogol 6000, propilenoglicol (E1520), estearato de magnésio e monolaurato de sorbitano.

Qual o aspeto de Ticlopidina Tetrafarma e conteúdo da embalagem

Ticlopidina Tetrafarma são comprimidos revestidos e encontram-se disponíveis em embalagens de 10 e 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Tetrafarma-Produtos Farmacêuticos, Lda.

Rua Mário Moreira, nº 1 – Loja 3, Zona 5, Colinas do Cruzeiro,

2675-660 Odivelas

Portugal

Fabricante

Atlantic Pharma - Produções Farmacêuticas, S.A. Zona - Industrial da Abrunheira,

Rua da Tapada Grande, 2 2710-228 - Sintra Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

Princípios editoriais

Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.

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