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Medicamentos

Kybernin P

Kybernin P
Índice
  1. O que é e para que é utilizado?
  2. O que deve considerar antes de usar?
  3. Como é utilizado?
  4. Quais são os possíveis efeitos secundários?
  5. Como deve ser armazenado?
  6. Mais informações

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Folheto informativo

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O que deve saber antes de tomar Kybernin P?

Não utilize Kybernin F:

- se tem alergia à substância ativa ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de utilizar Kybernin F.

Dados de ensaios clínicos e análises sistemáticas relativos à utilização de antitrombina III para o tratamento de bebés prematuros na indicação não aprovada de Síndrome de Dificuldade Respiratória do Bebé (SDRB) sugerem um risco aumentado de hemorragia intracraniana e mortalidade na ausência de um efeito benéfico demonstrado.

Tal como acontece com outros produtos proteicos intravenosos é possível que ocorram reações de hipersensibilidade de tipo alérgico. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e observados de forma a detetar quaisquer sintomas que possam ocorrer durante a perfusão. Os doentes devem ser informados acerca dos sinais iniciais das reações de hipersensibilidade incluindo reações cutâneas, urticária generalizada, aperto no peito, respiração sibilante, hipotensão e anafilaxia. Caso estes sintomas ocorram após a administração, os doentes devem contactar o s a administração, os doentes devem contactar o seu médico.

Em caso de choque, deve ser administrado o tratamento médico padrão.

Segurança viral

Quando se fabricam medicamentos preparados a partir do sangue ou plasma humano são tomadas certas medidas para evitar a transmissão de infeções para os doentes. Estas incluem:

  • uma cuidadosa seleção dos dadores de sangue e plasma para assegurar a exclusão dos dadores que apresentem risco de transmissão de infeções,
  • a análise de cada dádiva e das pools de plasma para deteção de sinais de vírus e infeções,
  • a inclusão de etapas no processamento do sangue ou do plasma que permitem

inativar ou eliminar os vírus.

Apesar destas medidas, quando se administram medicamentos derivados do plasma ou do sangue humano, não pode excluir-se totalmente a possibilidade de transmissão de agentes infeciosos. Tal também se aplica a vírus emergentes ou desconhecidos ou outros tipos de infeções.

As medidas tomadas são consideradas eficazes para vírus com envelope, como é o caso do vírus da imunodeficiência humana (VIH), do vírus da hepatite B (VHB) e do vírus da hepatite C (VHC) e para os vírus sem envelope da hepatite A (VHA) e parvovírus B19.

O seu médico poderá recomendar a vacinação contra a hepatite A e a hepatite B, caso receba regular/repetidamente produtos derivados do plasma humano.

Recomenda-se sempre que o Kybernin F lhe seja administrado, que seja registado o nome e o número de lote do medicamento, a fim de manter uma ligação entre o doente e o lote do medicamento.

Vigilância Clínica e Biológica quando a antitrombina é utilizada em conjunto com heparina:

- De modo a ajustar a dose de heparina e evitar uma hipocoagulação excessiva, devem ser efetuados controlos regulares à extensão da anticoagulação (APPT e quando apropriado à atividade do anti-FXa), em intervalos reduzidos e particularmente nos primeiros minutos/horas após o início da utilização de antitrombina.

- Medição diária dos níveis de antitrombina de modo a ajustar a dose individual, uma vez que existe risco de diminuição dos níveis de antitrombina em caso de

o fracionada.

Outros medicamentos e Kybernin F

- Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, tiver utilizado recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos.

Heparina: a substituição de antitrombina durante a administração de heparina em doses terapêuticas aumenta o risco de hemorragia. O efeito da antitrombina é muito aumentado pela heparina. A semivida da antitrombina pode estar consideravelmente diminuída com o tratamento simultâneo com heparina devido a uma taxa de substituição acelerada da antitrombina. Assim, a administração concomitante de heparina com antitrombina a um doente com um risco aumentado de hemorragias, deve ser clínica e biologicamente monitorizada.

Não se recomenda o uso do hidroxietil amido (HES) como solvente (para perfusão) uma vez que se observa uma diminuição da atividade da antitrombina.

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma seringa/sistema de perfusão. A dopamina, a dobutamina e a furosemida não devem ser administradas pelo mesmo acesso venoso.

Gravidez e amamentação

A experiência relativa à segurança de produtos contendo antitrombina humana para utilização em mulheres grávidas é limitada.

Não foi ainda estabelecida, em ensaios clínicos controlados, a segurança do uso de Kybernin F durante a gravidez humana. Os estudos realizados em animais de experiência são insuficientes para estabelecer a segurança relativamente à reprodução, desenvolvimento do embrião ou feto, decurso da gestação e desenvolvimento pré e pós-natal.

A experiência relativamente à segurança dos produtos de antitrombina humana na gravidez e na lactação é limitada. O Kybernin F só deve ser administrado a mulheres com deficiência de antitrombina grávidas ou a amamentar apenas se claramente indicado, tendo em consideração que a gravidez confere um risco aumentado de eventos tromboembólicos nestas doentes.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não foram observados efeitos na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Kybernin F contém sódio

Kybernin F contém um máximo de 44,76 mg de sódio (principal componente de sal de cozinha/sal de mesa). Isto é equivalente a 2% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto. Por favor tenha esta informação em consideração se estiver a fazer uma dieta controlada em sódio.

3. Como utilizar Kybernin F

Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Posologia

Na deficiência congénita a dose deve ser individualizada para cada doente tendo em consideração os antecedentes familiares no que diz respeito a eventos tromboembólicos, os fatores de risco atuais e a avaliação laboratorial.

A posologia e a duração da terapêutica de substituição na deficiência adquirida dependem do nível plasmático de antitrombina, da presença de sinais para um aumento da taxa de substituição, da deficiência subjacente e da gravidade do estado clínico do doente. A quantidade a ser administrada e a frequência de administração devem basear-se sempre na eficácia clínica e na avaliação dos parâmetros laboratoriais em cada caso individual.

O número de unidades de antitrombina administradas é expresso em Unidades Internacionais (UI), as quais estão relacionadas com o atual padrão da OMS para a antitrombina. A atividade plasmática da antitrombina é expressa, ou em percentagem (relativamente ao plasma normal) ou em Unidades Internacionais (em relação ao Padrão Internacional para a antitrombina no plasma).

Uma unidade internacional (UI) de atividade de antitrombina é equivalente à quantidade de antitrombina em um ml de plasma humano normal. O cálculo da dose necessária de antitrombina baseia-se no pressuposto empírico de que 1 Unidade Internacional (UI) de antitrombina por kg de peso corporal aumenta a atividade da antitrombina plasmática em cerca de 1,5%.

A dose inicial é determinada usando a seguinte fórmula:

Unidades necessárias = peso corporal [kg] x (100 - atividade atual da antitrombina [%]) x 2/3

A atividade inicial de antitrombina pretendida depende da situação clínica. Quando é estabelecida a indicação para uma terapêutica de substituição com antitrombina, a dose deve ser suficiente para atingir a atividade de antitrombina pretendida e manter um nível efetivo. A posologia deve ser determinada e monitorizada com base nas determinações laboratoriais da atividade da antitrombina, as quais deverão ser realizadas, pelo menos, duas vezes por dia até que o doente tenha estabilizado e, em seguida, uma vez por dia e de preferência imediatamente antes da administração por dia e de preferência imediatamente antes da administração seguinte.

A correção da posologia deve ter em consideração ambos os sinais de aumento da taxa de substituição de antitrombina de acordo com os controlos laboratoriais e a prática clínica

A atividade da antitrombina deve ser mantida acima de 80% durante o tratamento, exceto no caso de situações clínicas particulares indicarem um nível efetivo diferente.

Na deficiência congénita a dose inicial habitual é de 30-50 UI/kg.

Seguidamente, a posologia e a frequência, assim como a duração do tratamento devem ser ajustadas de acordo com os parâmetros biológicos e com o estado clínico.

Utilização em crianças

40 - 60 U.I. de antitrombina por kg de peso corporal por dia dependendo da situação relativa à coagulação. Caso o estado clínico do doente o justifique, podem ser

necessárias doses superiores em determinados casos. A atividade da antitrombina terá então de ser monitorizada mais frequentemente e não deverá exceder 120%.

Sobredosagem

Não foram notificados sintomas de sobredosagem.

Modo de administração

A substância liofilizada deve ser completamente reconstituída em meio asséptico com o solvente fornecido. Obtém-se uma solução límpida ou ligeiramente opalescente.

Para administração em perfusão, a solução de albumina humana a 5% é adequada como solvente. Na preparação de diluições até 1:5, podem também usar-se as seguintes soluções: solução de lactato de Ringer, soro fisiológico, solução de glucose a 5% ou poligelina.

Não usar soluções turvas ou que contenham resíduos (depósitos/partículas).

Administrar a solução por injeção ou perfusão intravenosa lenta (máx. 4 ml/min).

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Quais são os efeitos secundários de Kybernin P?

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Hipersensibilidade ou reações alérgicas (as quais podem incluir angioedema, sensação de queimadura e picada no local de injeção, arrepios, rubor, urticária generalizada, cefaleias, reações cutâneas, hipotensão, letargia, náuseas, irritabilidade, taquicardia, aperto no peito, formigueiros, vómitos, respiração sibilante) foram reportadaspouco frequentemente, e podem em alguns casos progredir para anafilaxia grave (incluindo choque).

Em situações raras foi observada febre.

Para informações sobre segurança viral, ver secção “Advertências e precauções”.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Kybernin F

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a uma temperatura inferior a 25ºC. Não congelar.

Kybernin F não deve ser usado após terminado o prazo de validade indicado na cartonagem e no recipiente.

Após a reconstituição, encontra-se demonstrada a estabilidade físico-química durante 8 horas à temperatura ambiente (máx. +25ºC). Do ponto de vista microbiológico e dado que o Kybernin F não contém conservantes, o produto reconstituído deve ser imediatamente utilizado. Caso não seja imediatamente administrado, a sua conservação não deverá exceder 8 horas a +25ºC.

Após a abertura do recipiente, o seu conteúdo deve ser imediatamente utilizado.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Mais informações sobre Kybernin P

Qual a composição de Kybernin F

A substância ativa é a antitrombina

O medicamento contém aproximadamente 50 UI/ml de antitrombina derivada do plasma humano quando reconstituído com 10 ml de água para preparações injetáveis.

A potência (UI) é determinada utilizando o método do substrato cromogénico de acordo com a F. Eur. A atividade específica do Kybernin P é de aproximadamente 5 UI/mg de proteína.

Os outros componentes são: ácido aminoacético (glicina), cloreto de sódio, citrato de sódio, HCl ou NaOH (em pequenas quantidades para ajuste do pH), água para preparações injetáveis (para reconstituição).

Qual o aspeto de Kybernin F e conteúdo da embalagem

Cada embalagem contém 1 frasco com a substância anidra, 1 frasco com 10 ml de água para preparações injetáveis e 1 dispositivo de transferência.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante CSL Behring GmbH

Emil-von-Behring-Str. 76 35041 Marburg Alemanha

Este folheto foi revisto pela última vez em:

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A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Reconstituição

Siga os passos indicados abaixo para o manuseamento correto de Transofix de duplo espigão:

1. Após retirar uma das duas tampas de proteção, empurre perpendicularmente o espigão exposto através da tampa de borracha do frasco para injetáveis do solvente.

3. Perfure primeiro a tampa do frasco para injetáveis com este espigão.

5. Coloque-o apoiado na base do frasco para injetáveis do produto. O solvente é transferido para o frasco para injetáveis do produto.

6. O Transofix® de duplo espigão juntamente com o frasco para injetáveis do solvente é retirado do frasco para injetáveis do produto e o Kybernin F é subsequentemente dissolvido. O Kybernin P reconstituído pode ser retirado para uma seringa e administrado.

Princípios editoriais

Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.

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