Índice
O essencial
AZIDINA é um antivírico (1.3.1.3). AZIDINA IV está indicada para o controlo a curto prazo de manifestações graves da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), em doentes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) com impossibilidade de tomar as cápsulas de AZIDINA .
- Substância(s) ativa(s)
- Zidovudina
- Titular da autorização de introdução no mercado
- Cipan - Companhia Industrial Produtora de Antibióticos, S.A.
- Código ATC
- J05AF01
Este resumo não substitui o folheto informativo nem o aconselhamento médico.
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Folheto informativo
Para que é utilizado Azidina IV?
AZIDINA é um antivírico (1.3.1.3). AZIDINA IV está indicada para o controlo a curto prazo de
manifestações graves da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), em doentes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) com impossibilidade de tomar as cápsulas de AZIDINA. Sempre que possível, AZIDINA IV não deve ser utilizada como monoterapia nesta indicação
terapêutica.
AZIDINA está indicada em monoterapia na mulher grávida VIH-positiva (com mais de 14 semanas de
gestação) e respectivo recém-nascido, na prevenção primária da transmissão materno-fetal do VIH-1.
AZIDINA IV deve ser administrada apenas na impossibilidade de utilização de terapêutica oral (excepto
durante o trabalho de parto e parto ? Ver: Como tomar AZIDINA)
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O que deve saber antes de tomar Azidina IV?
crónica.
A associação de Zidovudina com ribavirina ou estavudina mostrou antagonismo in vitro, devendo,
portanto, evitar-se a sua utilização concomitante.
O risco de reacções adversas a AZIDINA IV pode também aumentar na terapêutica concomitante,
especialmente terapêutica aguda, com fármacos potencialmente nefrotóxicos ou mielodepressores (p. ex.
pentamidina sistémica, dapsona, pirimetamina, cotrimaxazol, anfotericina, flucitosina, ganciclovir,
interferão, vincristina, vimblastina e doxorrubicina). Caso seja necessária terapêutica concomitante com
qualquer destes fármacos, recomenda-se monitorização cuidadosa da função renal e dos parâmetros
hematológicos e, se necessário, redução da dose de um ou mais destes fármacos.
Dado que alguns doentes em tratamento com AZIDINA podem continuar a desenvolver infecções
oportunistas, poderá ser necessário considerar terapêutica antimicrobiana profiláctica concomitante. Esta
profilaxia tem incluído cotrimoxazol, pentamidina nebulizada, pirimetamina e aciclovir. Informação
limitada não sugere um aumento significativo do risco de reacções adversas à Zidovudina pela utilização
destes fármacos.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros
medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.
Como tomar Azidina IV?
Posologia/Frequência da administração:
Posologia no adulto
Uma dose de AZIDINA IV de 1 ou 2mg de Zidovudina/kg de peso corporal, de 4 em 4 horas, permite
uma exposição (AUC) semelhante a uma dose oral de 1,5 ou 3,0mg de Zidovudina/kg, de 4 em 4 horas
(600 e 1200mg por dia num doente de 70kg). A dose actualmente recomendada para administração oral
de AZIDINA é de 500 ou 600mg por dia, divididos em duas ou três tomas. Esta dose é utilizada como
parte de regimes terapêuticos de associação.
Não foi provada a eficácia de doses inferiores a 1.000mg por dia, por via oral, no tratamento ou
prevenção das disfunções neurológicas associadas à infecção VIH. AZIDINA IV deve ser administrada
apenas até a terapêutica oral poder ser instituída.
Posologia na criança A informação disponível sobre a utilização de AZIDINA IV na criança é limitada. Foram utilizadas doses entre 80-160mgm2, administradas de 6 em 6 horas por via intravenosa 320-640mgm2 por dia. A exposição ao fármaco após administração de 120mgm2 de 6 em 6 horas, corresponde, aproximadamente, à exposição após administração de uma dose de 180mgm2por via oral, de 6 em 6 horas. A dose actualmente recomendada para administração oral de AZIDINA em terapêutica de associação é de 360 a 480mgm2 por dia, divididos em 3 ou 4 tomas, correspondendo, aproximadamente, a uma dose de 240-320mgm2 por dia, em 3 ou 4 tomas.
Posologia na prevenção da transmissão materno-fetal
Apesar de não estar ainda estabelecida a posologia óptima, o seguinte regime posológico demonstrou ser
eficaz:
Grávida com mais de 14 semanas de gestação:
500mg por dia (100mg, 5 vezes por dia) por via oral, até início do trabalho de parto.
Durante o trabalho de parto e parto, deve administrar-se AZIDINA IV a 2mg/kg de peso corporal
durante 1 hora, seguido de perfusão intravenosa contínua de 1mg/kg/h até ao corte do cordão umbilical.
Recém-nascido:
2mg/kg de peso corporal por via oral, de 6 a 6 horas, com início até 12 horas após o parto, mantendo até
às 6 semanas de vida.
A recém-nascidos com impossibilidade de administração oral, deve administrar-se AZIDINA IV a
1,5mg/kg de peso corporal por perfusão intravenosa, durante 30 minutos, de 6 em 6 horas.
Em caso de cesariana electiva, a perfusão deve ser iniciada 4 horas antes da cirurgia.
Em caso de falso sinal de parto, a perfusão de AZIDINA deve ser interrompida e reiniciada a
administração por via oral.
Ajuste da dose em doentes com reacções adversas hematológicas Poderá ser necessário reduzir a dose ou interromper o tratamento com AZIDINA, em doentes cujos níveis de hemoglobina diminuam para valores compreendidos entre 7,5gdl 4,65mmoll a 9gdl 5,59mmoll, ou cujo número de neutrófilos diminua para valores entre 0,75 x 109l e 1,0 x 109l Ver Não tome AZIDINA e Tome especial cuidado com AZIDINA.
Posologia no idoso
A farmacocinética da Zidovudina não foi estudada em doentes com idade superior a 65 anos, não estando
disponível informação específica. No entanto, uma vez que se recomenda precaução especial neste grupo
etário devido a alterações relacionadas com a idade, tais como diminuição da função renal e alterações
nos parâmetros hematológicos, é aconselhável a monitorização apropriada destes doentes, antes e durante
a utilização de AZIDINA.
Posologia na insuficiência renal
Em doentes com insuficiência renal avançada, as concentrações plasmáticas máximas da Zidovudina,
após administração oral, foram 50% superiores às de indivíduos saudáveis. A exposição sistémica
(medida como área sob a curva da concentração de Zidovudina/tempo) aumentou 100%; o tempo de
semi-vida não é significativamente alterado. Em doentes com insuficiência renal observa-se acumulação
significativa do principal metabolito glucuronado, sem evidência de toxicidade. Em doentes com
insuficiência renal grave, a posologia recomendada para administração intravenosa é de 1mg/kg, 3 a 4
vezes por dia, sendo equivalente ao regime posológico diário de 300 a 400mg actualmente recomendado
para administração oral neste grupo de doentes, e permitindo uma biodisponibilidade oral de 60 a 70%.
Os parâmetros hematológicos e a resposta clínica poderão indicar necessidade de subsequente ajuste da
dose.
A hemodiálise e a diálise peritoneal não têm efeito significativo na eliminação da Zidovudina mas
aumentam a eliminação do metabolito glucuronado.
Posologia na insuficiência hepática
A informação obtida em doentes com cirrose, sugere que poderá ocorrer acumulação da Zidovudina em
doentes com insuficiência hepática devido à diminuição da glucuronidação. Poderão ser necessários
ajustes da dose; no entanto, a informação disponível é limitada, não permitindo recomendações precisas.
Se não for possível a monitorização dos níveis plasmáticos de Zidovudina, devem monitorizar-se sinais
de intolerância e ajustar a dose e/ou aumentar o intervalo entre as doses, conforme apropriado.
Modo e via de administração AZIDINA IV deve ser administrada diluída e por perfusão intravenosa lenta durante uma hora.
AZIDINA IV
não deve
ser administrada por via intramuscular.
AZIDINA IV deve ser diluída previamente à administração numa concentraçãonão maior do que 4mg
por ml numa injecção de glucose a 5%.
Após a preparação a solução é estável por 24h a 25ºC ou 48h se conservada no frigorífico (2 a 8ºC). Não
congelar
Sintomas em caso de sobredosagem e medidas a tomar Sinais e sintomas Durante 2 semanas, foram administradas a 5 doentes doses até 7,5mgkg de
peso corporal, por perfusão de 4 em 4 horas. Num doente foi relatada ansiedade enquanto que nos outros 4 não se observaram efeitos adversos. Além dos efeitos adversos já referidos, tais como fadiga, cefaleias, vómitos e relatos ocasionais de alterações hematológicas, não foram identificados sintomas ou sinais específicos devidos a sobredosagem aguda após administração por via oral. Foi relatado um caso de ingestão de uma quantidade não especificada de Zidovudina, com níveis sanguíneos consistentes com sobredosagem superior a 17g, em que não foram identificadas consequências clínicas, bioquímicas ou hematológicas a curto prazo.
Tratamento: Os doentes devem ser cuidadosamente observados quanto a evidência de toxicidade (Ver:
Efeitos secundários possíveis), procedendo-se à terapêutica de suporte adequada. A hemodiálise e a
diálise peritoneal parecem ter um efeito limitado sobre a eliminação da Zidovudina aumentando, porém, a
eliminação do metabolito glucuronado.
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Quais são os efeitos secundários de Azidina IV?
Como os demais medicamentos, AZIDINA IV pode ter efeitos secundários.
O perfil de efeitos adversos parece ser semelhante em adultos e crianças. As reacções adversas mais graves incluem anemia (com eventual necessidade de transfusão), neutropenia e leucopenia. Estas reacções foram mais frequentes com doses elevadas (1200?1500mg por dia), em doentes com infecção VIH avançada (especialmente em caso de fraca reserva da medula óssea previamente ao tratamento) e, em
particular, em doentes com contagem de células CD4+ inferior a 100/mm
3. Poderá ser necessário redução da dose ou interrupção da terapêutica (Ver: Tome especial
cuidado com AZIDINA).
A incidência de neutropenia aumentou também nos doentes com número de neutrófilos, níveis de hemoglobina e níveis séricos de vitamina B12 baixos no início da terapêutica com Zidovudina. Foram relatados casos de acidose láctica, por vezes fatais, normalmente associados a hepatomegália e esteatose hepática, com utilização de análogos de nucleósido Ver Tome especial cuidado com AZIDINA. A terapêutica antiretroviral combinada tem sido associada a uma redistribuição da gordura corporal lipodistrofia em doentes com VIH, incluindo a perda da gordura subcutânea periférica e facial, aumento da gordura intra-abdominal e visceral, hipertrofia mamária e acumulação de gordura dorso-cervical bossa de búfalo. A terapêutica antiretroviral combinada tem sido associada a anomalias metabólicas tais como a hipertrigliceridémia, hipercolesterolémia, resistência à insulina, hiperglicémia e hiperlactacidemia Ver Tome especial cuidado com AZIDINA. Os seguintes efeitos adversos foram relatados em doentes tratados com Zidovudina. Podem também dever-se em parte à doença subjacente ou à associação de terapêuticas para o controlo da infecção VIH. É, portanto, difícil avaliar a relação entre estes eventos e o tratamento com Zidovudina, particularmente em casos de infecção VIH avançada
pela sua característica complexidade clínica. No controlo dos seguintes efeitos poderá justificar-se redução da dose ou interrupção da terapêutica com AZIDINA:
Cardiovasculares
: cardiomiopatia
Tracto gastrintestinal
: náuseas, vómitos, pigmentação da mucosa oral, dor abdominal, dispepsia,
anorexia, diarreia, flatulência.
Hematológicos
: anemia, neutropenia, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia com hipoplasia da
medula óssea
Fígado/pâncreas
: alterações hepáticas, tais como hepatomegália grave com esteatose, aumento dos
níveis sanguíneos das enzimas hepáticas e da bilirrubina, pancreatite
Metabólicos/endócrinos
: acidose láctica sem hipoxemia
Músculo-esqueléticos
: mialgia, miopatia
Neurológicos/psiquiátricos
: cefaleias, insónia com tonturas, parestesias, sonolência, perda de acuidade
mental, convulsões, ansiedade, depressão
Tracto respiratório
: dispneia, tosse
Pele
: pigmentação da pele e unhas, rash, urticária, prurido, sudação
Outros
: Poliúria, alterações do paladar, febre, mal-estar, dor generalizada, arrepios, dor torácica,
síndrome gripal, ginecomastia, astenia
A experiência de tratamento com Zidovudina por via IV durante
períodos superiores a 2 semanas é limitada apesar de alguns doentes
terem sido tratados durante períodos até 12 semanas. Os efeitos
adversos mais frequentes foram anemia, neutropenia e leucopenia. As
reacções locais não foram frequentes.
A incidência de náuseas e de outros efeitos adversos frequentemente
relatados diminui consistentemente durante as primeiras semanas de
terapêutica com Zidovudina.
Reacções adversas à Zidovudina na prevenção da transmissão materno-fetal
Tendência para anemia ligeira a moderada geralmente antes do parto. As concentrações de hemoglobina
dos lactentes tratados com Zidovudina para esta indicação terapêutica, apresentam-se ligeiramente
inferiores, não sendo necessária transfusão, pois a anemia resolve-se até às 6 semanas seguintes à
interrupção da terapêutica com Zidovudina. Desconhecem-se as consequências a longo prazo da
exposição à Zidovudina in utero e no lactente.
Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
Como conservar Azidina IV?
Conservar a temperatura inferior a 25ºC, em lugar seco e ao abrigo da luz.
Após a preparação a solução é estável por 24h a 25ºC ou 48h se conservada no frigorífico (2 a 8ºC). Não
congelar.
MANTER FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS.
NÃO UTILIZE AZIDINA IV APÓS EXPIRAR O PRAZO DE VALIDADE INDICADO NA
EMBALAGEM.
Este folheto foi revisto pela última vez em Setembro de 2005.
Princípios editoriais
Todas as informações utilizadas para o conteúdo provêm de fontes verificadas (instituições reconhecidas, especialistas, estudos de universidades renomadas). Damos grande importância à qualificação dos autores e ao background científico da informação. Assim, garantimos que a nossa pesquisa se baseia em descobertas científicas.


